sábado, 31 de agosto de 2013

[Crítica] Dexter - 8x09: Make Your Own Kind Of Music


A família está se desmanchando.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Impossível continuar escrevendo sem salientar que o final está próximo. Onde está o clima sombrio? Onde está o desespero? Onde está o Dexter correndo contra o tempo para salvar seu hobbie do conhecimento público? Enfim, por enquanto, a série está muito familiar. Certamente não está ruim, mas esperava-se outro tom para o último ano da série. Ela também não está ágil o suficiente, já que diversos plots demoraram para se desenvolver enquanto o enredo poderia estar dando foco a coisas mais importantes. Por exemplo, já estamos no nono episódio e somente agora a Deb é incorporada ao seu antigo cargo de detetive.

Um tema que vem sendo trabalhado desde o começo dessa temporada é a questão da família. Tecnicamente, apesar de ser uma série sobre um assassino em série sem empatia, desde a primeira temporada vemos traços de sentimentos no Dex. É nesse ponto que os livros e a série se diferenciam muito. Afinal, nos livros, o Dexter realmente leva sua vida como um disfarce mesmo e não ama ninguém, nem mesmo a Deb, apesar dele a considerar importante em sua vida. Então imagino que os fãs do lado sombrio dele devem ter se remexido na faca depois dele soltar um claro e sonoro "Eu te amo" para a Hannah.

Resgatando o assunto sobre a família, devo alertar que, desde o começo, sempre foi apenas o Dexter e a Debra. Dexter teve família, Deb teve outros namorados, mas tudo sempre girou em torno deles. A relação entre os dois crescia a cada ano e, na sétima temporada, foi completamente desconstruída. A intenção nesse ano seria resgatar essa conexão entre os dois - o que levou episódios demais -, além de introduzir outros personagens importantes na vida do serial killer. Personagens esses que ele poderia considerar como família também. É nisso que entra a Vogel, que funciona como a figura materna, e a Hannah, que obviamente é a única mulher por quem o Dex realmente nutre sentimentos.

O problema nessa equação é que não há um perigo imediato. Não há uma urgência e um aperto que seria esperado para o último ano. O material de divulgação dessa temporada mostrava o Dexter embalado no plástico que suas vítimas já passaram, porém, em nenhum momento, ele realmente esteve do outro lado da faca. Nada está fora do normal, o que é certamente decepcionante. Apesar dos pesares, eu já cansei de dizer que estou gostando dessa temporada - e admito que ela seria muito mais apreciada se não tivesse o peso de fechar a história de um personagem épico que seguimos há oito anos.

Por mais incrível que possa parecer, eu realmente gosto da interação entre a Hannah e a Debra. Elas definitivamente são arqui-inimigas, mas o enredo forçou a duas a... morar juntas (oi?). É extremamente inesperado, mas é algo que rendeu boas cenas entre as personagens. Elas têm um histórico e foi interessante vê-las deixando-o de lado e resgatando-o, ao mesmo tempo, na mesa de jantar. Será possível que elas poderão ser amigas? Pelo menos já está claro que a Deb irá ajudar o irmão a escapar com a loira para a Argentina. Mas não podemos esquecer que o chefe dela pode se tornar um verdadeiro problema. Ela dividiu informações importantes com ele, que pode levar a consequências sérias nos últimos episódios.

O retorno do Neurocirurgião também foi uma agradável surpresa, ainda mais considerando quem ele realmente é. A identidade vem com uma surpresa do passado da Vogel. Aliás, eu achei esse plot sobre o passado dela muito interessante e gostaria de ver mais cenas entre ela e o seu filho. Parece que a lealdade será um assunto recorrente nas próximas semanas, ainda mais agora que alguns personagens resolveram trocar de lado. E agora? Qual será a missão do Neurocirurgião agora que ele tem o apoio incondicional da Dra. Vogel? É esperar para ver.
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