sábado, 31 de agosto de 2013

[Crítica] Among Friends


Direção: Danielle Harris
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 87 minutos
Título Original: Among Friends

Crítica:

O jantar será de matar.

Quem disse que a amizade é para sempre? Em filmes de terror, frequentemente seguimos um grupo de jovens que não pensam duas vezes antes de correr e deixar seu amigo eterno para trás quando um assassino brutal surge do nada. Ninguém para e fica chorando enquanto sua própria vida está em jogo. É por isso que muitos filmes aproveitam desse instinto traíra do ser humano para montar conflitos em enredos parecidos com os apresentados nesse filme, Among Friends. Estão preparados para testar os limites da verdadeira amizade? Eu acho que não.

A história desse filme gira em torno de um grupo de amigos que se reúnem para uma festa de reunião onde eles têm que resolver um mistério sobre uma brincadeira envolvendo assassinato. Enquanto procuram pistas espalhadas pela casa, eles se dão conta que o jogo é muito mais evoluído do que eles pensavam. Logo, eles se encontrarão presos e reféns da organizadora do evento, Bernadette. A amiga deles se revela, na verdade, uma psicopata disposta a tudo para mostrar a verdadeira face daqueles que se julgam boas pessoas. Agora, segredos serão expostos em uma brincadeira mortal onde cada pergunta tem uma consequência e cada pessoa esconde um segredo sombrio.

Muitos fãs de filmes de terror conhecem a atriz Danielle Harris - principalmente por causa da franquia Halloween. Ela já participou de diversas produções de horror e se tornou uma verdadeira Scream Queen. Pessoalmente, gosto muito dos trabalhos dela, então me surpreendi ao descobrir que agora ela está trabalhando atrás das câmeras, na direção. Esse é o debut dela e eu mantive minhas expectativas relativamente controladas. Estava extremamente curioso para saber como uma fã declarada do gênero comandaria sua própria produção. Infelizmente, o resultado final não é lá essas coisas, apesar de manter os seus méritos. Vamos analisar melhor?

Obviamente, esse filme teve um orçamento limitado - e muito baixo, diga-se de passagem -, então já não podíamos esperar cenas gráficas de violência e nenhuma manobra do roteiro que exigisse algo muito extraordinário. A verdade é que Harris conseguiu contornar esse problema e nos entregou algumas cenas violentas de tortura. Infelizmente os atores não são fantásticos e alguns momentos poderiam ter sido muito mais agonizantes se eles tivessem se esforçado mais. A vilã corta pedaços das vítimas e elas mal soltam um grito, reagindo de forma quase apática. Apesar de ainda ter meus dez dedos, imagino que perder um deva ser muito mais difícil do que um dos personagens deixou aparentar.

Em contrapartida, há uma personagem que simplesmente se destaca. É claro que eu estou falando da vilã, interpretada por Alyssa Lobit, Bernadette. Ela é realmente doente e as suas falas são as melhores. Sempre com uma tirada irônica e psicótica. Aliás, suas mudanças bruscas nas regras do jogo tornam os caminhos da história inesperados. Infelizmente, o desfecho é extremamente decepcionante. A história estava conseguindo se manter através dos conflitos, mas parece que a roteirista simplesmente abandonou o projeto e ninguém quis escrever um fim, deixando por isso mesmo. Poderia ter sido decente, mas o (inexistente) terceiro ato afundou totalmente o filme.

Aliás, o tom do filme é um terror misturado com comédia, apesar de não ser exatamente um "terrir". Lembra muito aqueles produções psicodélicas dos anos 80, tendo até alguns personagens altamente drogados o filme inteiro. A direção conseguiu estabilizar a situação, apesar de ter perdido a mão durante uma enorme alucinação envolvendo diversas cenas bizarras, inclusive a rápida participação especial da própria Danielle Harris. Engraçado mesmo foi ver a personagem dizendo "Você é a menina do Halloween". Simplesmente uma homenagem! Enfim, Harris se saiu bem na direção do seu primeiro filme, mas espero que melhore e tenha mais cuidado com os roteiros que comanda. Por fim, se vocês gostaram da proposta do filme, indico que vocês assistam Would You Rather, que tem a mesma temática e é conduzido de uma forma muito melhor.


Trailer:

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