terça-feira, 2 de julho de 2013

[Crítica] The Wicked


Direção: Peter Winther
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 100 minutos
Título original: The Wicked

Crítica:

Ela se alimenta do seu medo.

Um dos meus subgêneros favoritos em filmes de terror é relacionamento com bruxaria. Infelizmente, esse não é um tema muito explorado e, na maioria das vezes, produções pobres tentam dar vida ao mito e acaba afundando ainda mais a credibilidade desse tipo de filme. Diferente de zumbis, vampiros e lobisomens, bruxas são "reais" e fazem parte da história, principalmente o massacre em Salém. Mulheres eram queimadas em praças ao serem acusadas de praticar feitiçaria e, por mais que eu ainda busque um filme que um tom mais realista, eu ainda consigo me divertir com essas produções mais escrachadas.

A história desse filme acompanha uma lenda de uma bruxa em uma cidade pequena. Segundo os boatos, se você for até a abandonada casa da bruxa - que fica no meio da floresta -, tacar uma pedra na casa e quebrar uma janela, a bruxa virá atrás de você. Tentando provar essa teoria, um grupo de jovens vai até o local determinados a desafiar a lenda. Quando um deles consegue quebrar uma janela, o que deveria ser uma piada, acaba se transformando em uma luta pela sobrevivência. Eles irão descobrir da pior forma possível que a lenda é real e que ela come suas vítimas para manter-se bela e jovem.

Se pararmos para pensar na proposta do enredo, já sabemos que não devemos levar nada disso a sério. O roteiro deveria ter se esforçado mais para criar uma lenda que faça mais sentido. Então é só quebrar uma janela - que se restaura magicamente - e uma bruxa podre vem atrás de você? Não tinha como envolver uma atitude mais radical? Quebrar uma janela soa tão vazio e sem propósito. Além do mais, não há qualquer ligação entre a bruxa e as janelas. Seria mais interessante se o mito envolvesse algo mais inteligente ou complicado, já que qualquer um pode jogar uma pedra. Aliás, o roteiro ainda é falho, ao matar personagens que nunca quebraram a janela, em primeiro lugar.

Infelizmente, eu ainda me pergunto porque eu estou tentando encontrar qualquer lógica nesse filme mal feito? Eu disse que gostava de produções escrachadas, mas estou falando daqueles filmes trash, como bastante sangue e mortes violentas, com humor negro. Esqueçam todos esses elementos, porque não irão encontrar nada de bom por aqui. Esse filme é ruim que dói até os ossos. Por onde devemos começar a falar mal? Provavelmente do elenco, que é formado por desconhecidos, e não passa qualquer emoção. São raros aqueles que se esforçam em um interpretação decente. A maioria dos atores entrega qualquer porcaria. E não tem como criticá-los, porque eles se mantiveram no mesmo nível que a produção.

Os efeitos visuais e práticos são sofríveis. O único ponto positivo nesse quesito é a caracterização da bruxa. Seu visual ficou bem macabro, apesar de perder o mistério depois que a câmera passa a focar o seu rosto. De resto, nada presta. O diretor, mesmo sabendo da limitação dos seus recursos, escolheu seguir pelo pior caminho e usou de computação gráfica para mostrar a bruxa jogando feitiços. No terceiro ato, pareceu que eu estava assistindo aquelas produções da Disney, cheias de brilho e efeitos fracos. Como se já não bastasse, a produção também não teve cuidado com o gore e entregou um trabalho lamentável.

Se tudo o que eu disse acima não é ruim o suficiente, é porque vocês não viram a contagem de corpos. Em um filme cheio de adolescentes, é esperado que 90% deles tenha uma morte sofrido e lenta. Infelizmente aqui não é o caso. Além de ter poucas mortes, duas delas acontecem da mesma forma. O que deveria ser chocante e angustiante, acaba se transformando em uma piada, já que o diretor insiste em usar efeitos visuais com sangue computadorizado voando na tela. Enfim, esse filme é muito ruim e, quem assistir ao trailer, vai ver que não tem muito o que esperar dele. Esse é um daqueles filmes que você assiste só para poder falar mal e se divertir com as partes ridículas.


Trailer:

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