terça-feira, 9 de julho de 2013

[Crítica] Todo Mundo em Pânico 4


Direção: David Zucker
Ano: 2006
País: EUA
Duração: 83 minutos
Título Original: Scary Movie 4

Crítica:

Cale o grito. Queime a vila. Sobreviva aos jogos mortais.

Apesar do terceiro filme ter aparentemente encerrado a história da Cindy Campbell, outra sequência seria anunciada anos mais tarde. Essa quarta parte da franquia é o segundo filme comandado por David Zucker, que é experiente no gênero, tendo dirigido clássicos como Apertem os Cintos... O Piloto Sumiu e Corra Que a Polícia Vem Aí. Ambos têm Leslie Nielsen no elenco e, sendo parceiro do diretor, é por esse motivo que seu personagem continua aparecendo na franquia, por mais desnecessário que isso possa ser. A grande questão é que Zucker poderia ter encerrado sua participação na franquia de uma forma mais digna, ainda mais por conhecer o gênero.

A história obviamente volta a girar em torno da frustrada Cindy Campbell, a sobrevivente de todos os filmes anteriores. Agora ela é uma assistente social e se recupera emocionalmente da morte de seu marido. Não demora muito para ela conhecer um novo cara, por quem se apaixona. Infelizmente, uma invasão alienígena se choca com eventos sobrenaturais na casa em que trabalha. Logo, Cindy se vê em uma batalha pela sobrevivência e o único lugar que parece ter respostas é uma vila completamente isolada do resto do mundo. No caminho, ela acaba encontrando sua amiga Brenda e, juntas, elas terão que descobrir como salvar o mundo da destruição em massa.

Esse é o filme mais apocalíptico da franquia e, ainda assim, o mais fraco (não estou contando com o quinto filme, é claro). Apesar de não ser realmente ruim, não chega ao mesmo nível que os outros, apesar de ainda ter algumas partes fantásticas. Dessa vez voltamos a acompanhar alienígenas tocando o terror, porém, causando consequências bem mais graves do que o filme anterior. Nada de comprimentos dolorosos dessa vez, agora os alienígenas querem mesmo é dominar o mundo. Nem preciso falar sobre lógica, porque é óbvio que ninguém está contando com isso, mas é estranho demais ver duas histórias seguidas envolvendo seres de outros mundos abordadas de formas tão diferentes.

E é justamente esse detalhe um dos maiores pontos negativos dessa sequência. Assim como na terceira parte, esse filme foca três quartos do seu roteiro em filmes que não são realmente do gênero terror. O enredo foca principalmente em O Grito, Guerra dos Mundos e A Vila. Apenas o primeiro consegue representar bem o gênero que deve ser parodiado e, por consequência, apresenta os melhores momentos nesse filme da saga. As aventuras da Cindy tendo que lidar com os horrores do espírito japonês são hilárias, deixam todas as outras tentativas no chão, principalmente as cenas envolvendo A Vila.

Para a surpresa de todos - ou não -, Brenda está de volta. Ela já morreu duas vezes na franquia e ainda continua voltando para futuras sequências. Assim como a Cindy, Brenda também é a alma da franquia, e ninguém quer acompanhar um filme da franquia sem sua presença. Seu retorno é questionado rapidamente pela Cindy, só para mostrar uma surpresa pelos eventos anteriores. O roteiro também se encarrega de explicar outras coisas, como o paradeiro do sobrinho da Cindy e o que aconteceu com o seu marido, em uma paródia de Menina de Ouro. Destaque para a cena envolvendo a morte do Charlie Sheen, que é uma das melhores partes do filme.

Curiosamente, a atriz Carmen Electra também retorna para a franquia - em um papel diferente. Ela interpretou a vítima na abertura do primeiro filme. Sim, aquela que teve seu silicone arrancado com uma facada. Enfim, é claro que eu gosto dessa sequência, apesar de admitir que ela não é tão boa quanto as outras. Mas eu recomendo, porque há diversas cenas hilárias. Além do mais, sempre vale a pena acompanhar as loucuras da Cindy e da Brenda. Pessoalmente, a franquia acabou nesse filme para mim. Vamos ver porque eu guardo tanto "rancor" pela quinta parte? É a última parada da nossa jornada.


Trailer:

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