sexta-feira, 5 de julho de 2013

[Crítica] Sentença de Morte


Direção: Michael Greenspan
Ano: 2013
País: Canadá
Duração: 95 minutos
Título original: Kill for Me

Crítica:

O que você faria pela sua colega de quarto?

É comum vermos, em filmes, pessoas normais que, quando forçadas ao limite, tornam-se perfeitamente capazes de matar alguém para salvar a si mesmas. Esse não é um tema inovador, porém, é sempre interessante acompanhá-lo. Jogos Mortais serve como um perfeito exemplo, já que, na franquia, as vítimas muitas vezes tinham que escolher matar alguém para continuar vivos. Porém, a grande questão é: Se pessoas normais seriam capazes de tirar a vida de outra pessoa quando a própria vida delas não está em jogo. Ironicamente, não pensamos nos outros quando é para o nosso próprio benefício. É justamente em torno dessa dificuldade que o enredo de Sentença de Morte trabalha.

A história gira em torno de Amanda, que perdeu sua melhor amiga há pouco tempo - considerada desaparecida. Não demora muito para ela ter que procurar outra pessoa para dividir a casa, e é aí que ela conhece Hayley. Elas rapidamente ficam amigas e percebem que há grandes obstáculos na vida uma da outra. Enquanto Amanda tem que lidar com seu ex-namorado abusivo, Hayley apanhou de seu pai bêbado durante toda sua vida. Focando em suas tragédias, as duas garotas se unem e essa relação acaba se tornando mortal. Quando algo que não pode ser desfeito acontece, elas serão obrigadas a ir até o final, para se libertarem das pedras em seus caminhos.

Qual é o melhor jeito de escapar cometendo homicídio? Fazer com que ele não seja direcionado até você. Não estou dando uma aula de como escapar da justiça, só estou revisando os fatos apresentados pelo filme. Então você que está pensando em matar alguém e começou a tomar notas, é melhor parar. Brincadeira à parte, o roteiro de Sentença de Morte não é original, mas trabalha muito bem os seus pontos. A trama soube aproveitar a história apresentada e manteve um equilíbrio em torno do seu desenvolvimento. Para se cometer o crime perfeito, nada melhor do que cortar as conexões.

Se o seu namorado aparece morto, quem você acha que a polícia vai entrevistar no dia seguinte? Você. Mas e se você tiver um álibi? Já temos outra história. Apesar de simples, é bastante inteligente, mas como não estou julgando o modus operandi dos crimes, voltemos para o filme em si. Quem estiver em busca de um filme sangrento vai acabar se decepcionando. Obviamente, isso é um suspense e o ponto alto são as reviravoltas que o roteiro proporciona. Há alguns momentos que superaram minhas expectativas, já que o filme apresenta algumas cenas frenéticas de perseguições e combates.

As protagonistas são interpretadas por Katie Cassidy (Arrow) e Tracy Spiridakos (Revolution). Além de serem lindas, elas estão ótimas em seus respectivos papéis. Há uma enorme química entre elas, incluindo algumas cenas envolvendo lesbianismo, que apesar de ficarem avulsas na trama em si, serve para afundar o relacionamento entre as duas personagens. Eu sou apaixonado pela Cassidy, então estava quis assistir esse filme quase que exclusivamente por ela. Não esperava muito do resultado final, então acabei de surpreendendo positivamente. As personagens principais formam uma ótima dupla e cuidam uma da outra nos momentos mais tensos.

É certo que a trama muda de ângulos diversas vezes, mas as reviravoltas mais impressionantes são as finais. A última revelação do enredo é um pouco óbvio, se você prestar atenção nas pistas que a história vai apresentando. Não que isso tire a graça de ver o que acontece. Enfim, esse filme se saiu melhor do que eu esperava. Apresentou uma trama redondinha, com diversas reviravoltas e bons atores. Certamente irá agradar quem estiver procurando por um bom suspense. Destaque também para o ator Donal Logue, que fez um excelente trabalho na pele do pai de uma das protagonistas. E você mataria por mim se eu matasse por você? Brincadeira... Ou não.


Trailer Legendado:

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