sábado, 13 de julho de 2013

[Crítica] Madison County


Direção: Eric England
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 81 minutos
Título Original: Madison County

Crítica:

Você não é bem-vindo aqui.

Em filmes de terror, é muito comum acompanharmos a luta pela sobrevivência de jovens que estão sempre indo a um lugar isolado para... morrerem (!!). Apesar de sempre apresentar elementos parecidos, o que nos motiva a acompanhar esses filmes é o jeito que o roteiro desenvolve a ação da história. Infelizmente, certos filmes usam de todos os elementos clichês possíveis para se apoiar, criando um verdadeiro manual de "como morrer perfeitamente até o final do dia". Nesses casos, as decisões estúpidas dos personagens são tão questionáveis que causa raiva no espectador. E é justamente seguinte essa premissa que os personagens de Madison Country são apresentados.

A história gira em torno de um grupo de jovens que viaja até uma pequena cidade em busca do autor de um livro de terror. A intenção deles é conseguir uma entrevista para um artigo do colégio, se aprofundando na terrível lenda de Damien, que supostamente teria matado dezenas de pessoas na região. Ao chegar no local, os jovens são recebidos de forma hostil pelos moradores, o que acaba deixando a entender que algo muito estranho acontece por lá. Se aproveitando da situação, os adolescentes seguem em frente, com a esperança de documentar algo notável. Porém, ao ignorar todos os sinais à sua volta, a única coisa que encontrarão é a morte.

Jovens indo para o meio do nada sem um forte motivo aparente? Confere. Pessoas entranhas avisando para eles irem embora e sendo ignorados? Confere. Amigos se separando por qualquer motivo? Confere. Personagem indo mijar a dois quilômetros de distância do resto do grupo? Confere. Jason Voorhees saindo da mata com um machado para destroçar qualquer um que entrar em sua frente? Conf... Espera, eu me confundi. Mas quem pode me culpar? Essa história é tão genérica e limitada, que não apresenta nada além do que a mesma coisa que diversas outras produções do gênero.

O clichê está presente em todos os momentos. Desde o estúpido motivo para os jovens se embrenharem no meio do mato até o fato dos moradores ficarem olhando estranho para os personagens. Se você consegue engolir o motivo raso dos personagens irem até a cidade, qual é a justificativa para a permanência deles? Eles são abordados na estrada, são ameaçados com uma faca e, basicamente, todos os moradores locais têm potencial para matá-los. E, mesmo depois de todas essas ameaças, os jovens sequer pensam em entrar no carro e vazarem do maldito local.

Não há reviravoltas no enredo e tudo o que é apresentado da forma mais óbvia possível. Dentre os poucos pontos positivos, destaca-se a caracterização do vilão. Ele usa uma cabeça de porco como máscara, é alto e porta um machado - na maior parte do tempo, já que ele mata usando outras ferramentas também. O importante é que ele carrega um estilo especial, apesar do enredo não explorá-lo adequadamente. Ao invés de torná-lo implacável, como o próprio Jason Voorhees, o vilão se mostra fraco e só não morre de vez porque os outros personagens são muito burros. É um desperdício, porque seu visual seria muito mais assustador se ele fosse um caçador talentoso.

Isso me leva a um dos pontos mais irritantes de todo o filme. Como já adiantei que o vilão não é uma máquina imbatível, suas vítimas conseguem reagir e imobilizá-lo diversas vezes. E o que você deve fazer quando o vilão finalmente está desmaiado? Não sei vocês, mas os personagens desse filme simplesmente saem correndo. Tudo isso só para o assassino continuar levantando e perseguindo-os. É tão idiota que eu torci para que todos morressem para pagar pela burrice. O terceiro ato, aliás, tenta apresentar diversos novos elementos e se perde completamente. A última cena ainda tenta fechar o filme com um senso de justiça, mas não consegue deixar de ser patético.

Um dos poucos méritos do filme foi conseguir apresentar um resultado que não foi péssimo, tendo pouco mais de 50 mil dólares como orçamento. O maior problema mesmo foi com o roteiro, que escolheu o caminho mais preguiçoso. Enfim, existem filmes muito piores, mas é impossível terminar de assistir este e ficar com aquela sensação de que já tinha visto tudo o que foi apresentado em outro lugar. Definitivamente não deve valer o seu tempo.



Trailer:

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1 comentários:

  1. Nossa essa crítica me desanimou rs, com certeza não está entre os próximos que eu vou ver. Òtima crítica, parabéns.

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