sábado, 27 de julho de 2013

[Crítica] Hannibal - 1ª Temporada


Status: Renovada
Duração: 45 minutos
Nº de episódios: 13 episódios
Exibição: 2013
Emissora: NBC

Crítica:

Alimente o seu medo.


Encontramo-nos em uma época onde o gênero terror/suspense tem ganhado bastante destaque. Cada vez mais, séries e filmes com essa temática sombria vêm conquistando o coração do público e arrancando o coração de seus personagens. Porém, de todas as criaturas que podem despedaçar o ser humano, talvez a mais assustadora seja o próprio... Homem. Vampiros... Lobisomens... E outras criaturas sobrenaturais. Todos eles têm uma desculpa para matar pessoas. Qual é a desculpa do ser humano comum? E é justamente seguindo essa premissa que encontrarmos em séries com Dexter e, agora, Hannibal.

A série gira em torno do agente especial Will Graham, um talentoso fornecedor de perfis criminosos que está em busca de um serial killer, com a ajuda do FBI. A forma única de Graham pensar dá a ele a habilidade de ter empatia com qualquer um – até mesmo psicopatas. Ele parece saber o que os afeta. Entretanto, até mesmo a mais brilhante das mentes precisa de ajuda, até mesmo para Graham, portanto, ele busca por Dr. Lecter – um dos maiores psiquiatras do país. Conforme Will tenta desenvolver suas habilidades sociais e seus problemas psicológicos, ele também encontra em Lecter o amigo que precisava para encarar seu trabalho sombrio...

Quem nunca ouviu de Hannibal Lecter? Seu nome é lendário. Ele é um dos seriais killers mais famosos de todos os tempos. O personagem foi inventado por escritor Thomas Harris, onde cresceu e acabou tomando a história para si. A saga recebeu continuações, dando à Lecter cada vez mais espaço. Os livros foram todos adaptados para o cinema, garantindo ainda mais fama ao assassino. Agora, seu status volta a ser explorado em uma série de televisão que, além de respeitar a mitologia do que já vimos, preenche informações não mostradas pelos livros. A história dessa primeira temporada se passa antes do primeiro livro, O Dragão Vermelho.

Muitas pessoas não gostaram da série e isso até que é compreensível. O começo é extremamente complexo e o enredo "enrola" o espectador ao tentar mascarar os fatos. O nível da série é muito bom, então eu achei desnecessário esse suspense estabelecido em torno das ações sombrias do Lecter, já que todos nós sabíamos que ele era o responsável. Porém, podemos assumir que o começo é uma preparação, mostrando o personagem embaixo de sua máscara social, só para depois mostrá-lo por quem ele realmente é. De qualquer forma, muitas pessoas não gostaram da forma como a série abordou os personagens, especialmente Graham, que se mostra problemático e doente psicologicamente.

Um dos maiores pontos positivos da série é a interação entre o Will e o Lecter. Eles se conhecem logo no primeiro episódio e, aos poucos, vão se ligando de uma forma surpreendente. Talvez o maior catalisador dessa amizade seja por causa de Abigail, uma personagem envolvida logo no primeiro caso. Sua participação, porém, não se limita apenas ao começo da temporada, e ela continua aparecendo de forma recorrente em diversos episódios. Hannibal a usa para chegar perto do Will e também se sente ligado a ela por causa dos segredos sombrios que eles mantêm. Abigail é uma importante personagem nesse primeiro ano.

Os casos semanais são os mais impressionantes visualmente que eu já vi nos últimos anos. O bizarro se confronta com a arte. Em praticamente todos os casos apresentados por essa temporada, os mortos são apresentados de forma única. Sempre chocantes e violentos, mas também organizados e posicionados dramaticamente. O efeito do visual das vítimas é muito mais interessante do que a resolução do crime em si. O enredo nunca perde muito tempo em solucionar o assassinato e prender o suspeito. Geralmente acontece de forma simples e sem destaque, porque esse não é mesmo o foco do roteiro.

Quem leu os livros irá se surpreender ao perceber que a Dra. Alana Bloom e a repórter Freddie Lounds são mulheres na série (nos livros, a duas são figuras masculinas). Apesar de ainda não ter tido a oportunidade de ter livro a saga literária, reconheço que gostei bastante da troca de gênero. Essas duas mulheres têm personalidades fortes e ganham espaço na trama, que, se seguisse de acordo com os livros, só teria homens como os principais. Aliás, a ideia de um romance entre a Alana e o Will me agrada. Por último, gostaria de destacar a participação de Gillian Anderson (que interpreta a psiquiatra de Lecter). É impressionante como sua presença consegue elevar ainda mais o nível da série. Enfim, eu gostei bastante dessa temporada, apesar de reconhecer que só fui conquistado depois de alguns episódios. Merece ser vista!

E você gostaria de ver a segunda temporada de Hannibal da grade do blog no próximo ano? Infelizmente todos no meu mundo estão muito ocupados, então, a oportunidade fica com você. Se quiser assumir as críticas semanais da série, basta mandar uma crítica de qualquer episódio dessa série para avaliação no meu e-mail: nefferson_2@hotmail.com. Boa sorte!
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