quinta-feira, 11 de julho de 2013

[Crítica] The Facility


Direção: Ian Clark
Ano: 2012
País: UK
Duração: 80 minutos
Título Original: The Facility

Crítica:

Uma nova droga. Sete voluntários. Dezessete horas de inferno.

Você se ofereceria para ser uma cobaia? Isso é comum nos países afora. Pessoas recebem dinheiro para tomar drogas experimentais e testar seus efeitos colaterais. Se por um lado é muito bom ganhar dinheiro sem esforço aparente, por outro, você está expondo o seu corpo a algo desconhecido, que pode causar severos danos físicos e psicológicos. Baseando-se nessa premissa assustadora, roteiristas veem a oportunidade perfeita para testar os limites da humanidade de seus personagens, alterando-os de maneiras inimagináveis. Você teria coragem de se colocar no lugar deles?

A história gira em torno de sete pessoas que se tornam voluntárias para testar efeitos de uma nova droga chamada Pro9. De acordo com o contrato, elas terão que passar duas semanas em instalações isoladas da cidade para que o resultado não seja comprometido com o mundo exterior. Não muito depois da primeira dose, os voluntários passam a sofrer com severas consequências da medicação, tornando-se violentos e fora de controle. Agora, isolados, os voluntários terão que se unir contra a loucura que tomou conta da instalação, tendo em mente que qualquer um entre eles pode sofrer com os efeitos colaterais.

Não muito tempo atrás, eu critiquei aqui no blog o filme Bloodwork - também conhecido no Brasil como Fase Um. Assim como esse filme, Bloodwork também desenvolve sua história em efeitos obtidos por drogas experimentais. E, apesar de não ser um filme incrível, desenvolve sua proposta de uma forma mais interessante que este. Tirando alguns detalhes, a história desses dois filmes são extremamente parecidas, mas The Facility perde a oportunidade de desenvolver melhor seu enredo, que poderia ter rendido diversas possibilidades.

Logo no começo, quando os personagens descobrem que ficarão presos por semanas, eles soltam perguntas básicas que qualquer pessoa comum faria se estivesse em sua posição. Apesar de obtermos respostas manjadas e superficiais, é interessante que o roteiro tenha sido honesto e tentado explicar o motivo do isolamento e a falta de comunicação com o resto do mundo. E, apesar de ter se esforçado no começo, o próprio roteiro afunda o filme em sua segunda metade. Quem estiver buscando por respostas irá se decepcionar. O enredo não se preocupa em explicar quais eram as funções do teste e deixa todas as nossas perguntas no ar.

Como se estivéssemos acompanhando um found footage baseado em uma história real, o filme abre com avisos sobre o que está para acontecer e fecha com informações sobre o que realmente aconteceu. Já que esse filme não é filmado em primeira pessoa e não há um pingo de realidade nele, o uso das frases explicativas se tornou desnecessário. Ainda mais porque o filme acaba do nada, sem qualquer emoção ou clímax. É como se tivessem cortado o terceiro ato. O filme simplesmente termina, e, para impedir que os espectadores cometam suicídio em massa, há algumas frases de conclusão para todos se situarem e entenderem melhor a porcaria que acabaram de testemunhar.

Apesar dos pontos negativos acima, o filme também apresenta alguns momentos interessantes. Há diversas cenas tensas e cheias de suspense. Em outros momentos desnecessários, alguns personagens tomam decisões incoerentes (e nem estão sob o efeito dos medicamentos). Seria mais eficiente se o roteiro não tivesse entregue tão rápido a lista daqueles que tomaram o Pro9 e aqueles que tomaram apenas o placebo, onde os voluntários poderiam apresentar paranoia entre si, o que causaria um efeito bem mais interessante perto do desfecho. Enfim, tem os seus méritos, mas é um filme completamente dispensável. Teremos que esperar outro filme com uma nova remessa de testes para ver se o próximo irá prestar ou apresentar os mesmos efeitos colaterais.


Trailer:

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