quarta-feira, 24 de julho de 2013

[Crítica] Evidências


Direção: Olatunde Osunsanmi
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 93 minutos
Título Original: Evidence

» Será distribuído pela Swen Filmes, direto em DVD, com o título Evidências. Para variar um pouco, não tenho nada para reclamar aqui. O título foi traduzido corretamente, e o filme definitivamente merecia receber um lançamento em território nacional.

Crítica:

Assassinato é uma arte.

Com a popularização dos filmes de terror gravados em primeira pessoa, produções independentes com pessoas registrando suas experiências horripilantes começaram a ser feitas em massa. Porém, com tanta “realidade” sendo jogada no espectador, esse subgênero acabou se tornando banal, já que ninguém mais acredita que está vendo algo que aconteceu de verdade. Por este motivo, todas as tentativas de fazer o espectador acreditar o contrário são risíveis. Felizmente, de tempos em tempos, alguma produção diferente surge para renovar o gênero, tirando-o da mesmice que o puseram.

A história desse filme gira em torno de uma equipe de especialistas que tem a missão de assistir uma série de gravações a fim de descobrir os eventos que levaram a causa de um grande massacre. Nas gravações, seguimos alguns adolescentes que decidem gravar sua jornada até Las Vegas. Porém, sua viagem acaba depois que o ônibus em que estão sofre um acidente no meio do deserto. Desorientados e sem ter como pedir ajuda, eles encontram algumas instalações abandonadas, mas logo se desesperam ao perceber que há um psicopata disposto a matá-los um por um.

Como vocês podem perceber, esse filme não é um found footage comum. De fato, acompanhamos eventos que acontecem depois que todas as mortes já aconteceram. O enredo é muito inteligente ao liberar algumas informações, mas nunca revelar mais do que deve. Temos uma noção do que aconteceu o resultado do massacre, mas não sabemos exatamente o seu desfecho. Não demora muito para ser revelado que alguém sobreviveu, o que acaba deixando o espectador apreensivo sem saber a identidade do sobrevivente. Esse detalhe também é interessante por fazermos nos importar com os personagens. Afinal, alguém vai conseguir escapar e pode ser qualquer um deles.

O roteiro também se aproveita da narração não linear da história para surpreender e chocar a audiência. Não há sustos falsos e o enredo não prepara terreno para o massacre. Não há um suspense crescente até que os corpos começam a cair. Na verdade, a correria começa quando você menos espera, o que acaba assustando. Outra sacada genial do enredo é apresentar algumas cenas fora de ordem e alterná-las com os diálogos entre os especialistas que estão analisando as filmagens. Ao invés de quebrar a tensão, o roteiro acaba criando uma imprevisibilidade, uma falsa sensação de alívio. Como exemplo, posso citar uma cena extremamente chocante que apresenta uma morte gráfica e tensa, onde não dá para ver quase nada, mas certamente é desesperadora.

Outro ponto que chama atenção é o elenco conhecido. Entre os rostos familiares temos Radha Mitchell (Terror em Silent Hill), Stephen Moyer (True Blood), Torrey DeVitto (Pretty Little Liars), Nolan Gerard Funk (Awkward.) e Dale Dickey (também de True Blood). Não devemos julgar um filme por seus atores, mas certamente é um atrativo, principalmente se eles forem um dos seus preferidos (como é o meu caso). Todos estão muito competentes em seus respectivos papéis. Só acho que a tentativa do desenvolvimento do personagem de Moyer foi falha, já que sua tragédia pessoal do passado não teve qualquer importância para a história do filme si. Esperava que o seu sofrimento fosse determinante em algum ponto, mas acabou sendo completamente irrelevante.

Destaque para a cena inicial, onde a câmera passeia por um frame congelado onde os policiais estão recolhendo as evidências do local do massacre. É algo simples, mas que obteve um resultado visual muito eficiente. Não posso terminar essa crítica sem mencionar o terceiro ato, que deixará qualquer um de boca aberta. Quem prestar atenção na história vai esperar por alguma reviravolta no final, mas nada poderá preparar vocês para o que realmente acontece. Enfim, eu adorei esse filme. Conseguiu me prender e me deixar tenso na cadeira. A caracterização do assassino e a “arma” que ele comete os crimes também são de dar pavor em qualquer um.


Trailer:

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Comentários
4 Comentários

Comentário(s)

4 comentários:

  1. o mais legal é que eles realmente precisam usar a câmera, não é aquela coisa de estar filmando a troco de nada

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  2. O-M-G. Acabei de ver o filme. Tinha visto a crítica e hoje baixei o filme para conferir. O vi em inglês em sem legenda, então teve algumas partes que me perdi, mas o filme é ótimo. O terceiro ato então, nem se fala. A tragédia pessoal do personagem de Moyer não foi tão inútil, pois realmente acreditei que ele poderia ser o autor dos crimes na parte em que ele investiga a Melissa (força do hábito, kisses, -A). Gostei dos personagens, principalmente da britânica que filma, tão feliz com o desfecho da personagem. Os primeiros 20 minutos são MEIO chatos, mas permite conhecer mais dos personagens e gostar deles. Recomendo! Nota 8,5 de 10,0! :)

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  3. Qual a ultima frase que o(a) vilao(a) fala no final,?. Nao deu pra sacar...

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  4. Na proxima filmagem voce pode estar fazendo parte.

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