sábado, 20 de julho de 2013

[Crítica] Dexter - 8x03: What's Eating Dexter Morgan?


É muito mais fácil viver em negação.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Mais uma semana unidos pelo vício psicopata que é Dexter Morgan. Cada semana que passa ficamos mais perto do final absoluto da série e, apesar de eu mal conseguir aguentar a esperar, também me sinto mal porque uma das minhas séries favoritas está chegando ao fim. Porém, apesar dos pesares, os roteiristas parecem decididos em entregar uma última temporada excelente, até porque, não tenho nada do que reclamar. Esses três primeiros episódios foram muitos bons e as tramas levantadas estão sendo muito bem trabalhadas. E tudo isso com um gostinho de despedida que os anteriores não tiveram a oportunidade de apresentar.

O envolvimento entre a Dr. Evelyn Vogel e o Dexter continuou a ser desenvolvido. Ele realmente confia nela, mas o enredo começa a mostrar alguns sinais preocupantes vindos da doutora. Apesar de Dexter não perceber, Evelyn está estudando-o de perto, analisando cada um dos seus "sentimentos", a forma como ele pensa, entre outras coisas. Às vezes de forma sutil - outras nem tanto - Evelyn parece estar montando a estrutura psicológica do Dexter e se deliciando com as diferenças entre ele e os outros psicopatas (aqueles comuns que não são o título de uma série de sucesso).

Nessa semana, ela focou nos sentimentos do Dexter - sua capacidade de amar. Será possível que o Dexter realmente ame sua irmã? Os fãs da série nunca tiveram dúvidas disso - apesar dessa realidade nos livros ser um tanto quanto diferente. Porém, a questão é que a Evelyn está mesmo disposta a cutucar o emocional do nosso psicopata favorito, criando teorias - até mesmo interessantes - em torno dos supostos sentimentos do protagonista. Eu entendo se alguém disser que não gostou das teorias da Vogel, até porque, eu mesmo fiquei incomodado em admitir essa realidade. Infelizmente, sua linha de raciocínio é, no mínimo, interessante.

Deb, por sua vez, conseguiu atingir ainda mais o fundo do poço. Pensei que a personagem já teria se recuperado a essa altura. De fato, achei que este seria o episódio que a faria sair do buraco, mas é preciso piorar para melhor, se é que vocês me entendem. Então, esse terceiro episódio da última temporada foi oficialmente o fundo do poço para a Deb. Logo no começo, ela foi presa por dirigir bêbada e não conseguiu se manter nem mesmo com a tentativa do Dexter de fazê-la acreditar que é uma boa pessoa. Suas intenções foram boas e o caminho que ele usou para tentar convencê-la também foi inteligente, mas o tiro acabou saindo pela culatra.

Ao ser confrontada com um vídeo mostrando seu passado, ela afundou ainda mais. Porém, convenhamos, seria muito triste se você pudesse observar a si mesmo no auge estando no seu pior momento. Juntando isso com o caso de traição que a Deb estava investigando, ela acabou percebendo que estava vivendo em negação e, a única saída, seria confessar todos os seus crimes. Ainda bem que ela teve o apoio do Quinn, que chamou o Dexter na hora para resolver o problema. Essa aproximação da Deb e do Quinn não parece ser gratuita e, muito provavelmente, eles continuarão a se aproximar nessa temporada final.

O relacionamento do Quinn como a Jaime não está mesmo dando certo. Não consigo pensar em um casal mais chato que eles dois. Conseguem brigar em todos os episódios. Essa pressão do Batista pela promoção do Quinn também está muito chata. Vamos todos esperar a Deb ficar melhor e roubar o emprego do quase-ex-marido dela, minha gente. Acredito que no próximo episódio já veremos um progresso por parte da Deb, até porque, agora ela está nas mãos da eficiente Dr. Vogel. Quem está esperando ansiosamente por isso é o Dexter, que está afundando sem o apoio da única pessoa que sempre pôde contar.

PS. E o serial killer canibal? Só eu que pensei que ele não era um assassino, apenas gay?
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