quinta-feira, 27 de junho de 2013

[Crítica] Terror no Pântano 3


Direção: BJ McDonnell
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 81 minutos
Título original: Hatchet III

Críticas Relacionadas:
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Crítica:

Algumas lendas nunca morrem.

Não adianta correr ou se esconder. Se você teve a coragem de entrar no pântano de Victor Crowley, você dificilmente irá conseguir sair inteiro. Tenho certeza que todos aprenderam isso nos dois primeiros filmes, porém, Adam Green chega com essa terceira parte, para acabar com aqueles que ainda permaneceram em pé. Curiosamente, esse é o primeiro filme da franquia que não tem Green na direção. Ele apenas assina o roteiro e deixa a cadeira de diretor para o novato BJ McDonnell. Os fãs dos filmes anteriores ficarem preocupados. Será que essa mudança é a mais inteligente?

A história dessa terceira parte volta a girar em torno de Marybeth, uma jovem traumatizada que sobreviveu a dois massacres. Depois de conseguir escapar do pântano pela segunda vez, ela vai até a delegacia da pequena cidade coberta de sangue e segurando a cara de Victor Crowley na mão. Apesar das provas, os policiais acreditam que ela é uma assassina fria e decidem montar uma equipe para verificar o pântano, onde ela alegava ter diversos corpos. Ao chegar ao local, eles se deparam com dezenas de corpos dilacerados e, ao anoitecer, descobrem que a lenda era real e que Victor Crowley não pode ser morto. Ainda na delegacia, uma repórter afirma saber um jeito de acabar com a maldição, mas ela precisará de Marybeth para acabar de uma vez por todas com a carnificina que assombra a cidade.

Assim como a sequência anterior, essa também começa exatamente de onde o último filme parou. Marybeth dando um tiro na cara do Crowley e "matando-o" de vez. Porém, o que mais surpreende é que somos presenteados por uma sequência estendida, que poderia muito bem ter funcionado como o desfecho do segundo filme. A cena de abertura é uma das melhores de toda a franquia. Além de ser bastante violenta, ela entrega uma das mortes mais incríveis que essa saga já apresentou. Só o começo já tornou essa terceira parte superior à anterior. Então eu fiquei muito empolgado em acompanhar o resto do filme.

Infelizmente, essa sequência é apenas um pouco melhor que a segunda parte da franquia. Ainda há os mesmos erros aqui, apesar de apresentar um desenvolvimento mais interessante. O começo é espetacular, mas acaba ofuscando o resto do filme. Seria muito mais digno se o filme fechasse com aquela cena ao invés de abri-lo com ela, especialmente se o enredo não consegue manter o resto do filme no mesmo nível. Pelo menos quem estiver esperando por mortes violentas não irá se decepcionar. Um dos maiores pontos dos filmes anteriores era entregar ao espectador uma violência explícita, usando os clássicos efeitos práticos. Essa sequência continua o excelente trabalho e não decepciona nesse quesito.

Além disso, há diversos rostos conhecidos no filme. Além de Danielle Harris, que volta a interpretar a protagonista, também há o surpreendente retorno de Parry Shen, que esteve presente - e morreu - nos dois filmes anteriores. Shen volta a interpretar um personagem diferente, que aparentemente não tem ligação com os outros. O roteiro não perde tempo e entrega uma piada em torno disso. A participação de Shen é sempre tão marcante quanto da protagonista e, se você pensa que o vilão é imortal, é porque você não olhou para suas vítimas, que insistem em voltar para mais. Destaque para a participação de outros atores conhecidos do gênero, como Caroline Williams (O Massacre da Serra Elétrica 2) e Sid Haig (Rejeitados Pelo Diabo).

Dentre os pontos negativos, temos o roteiro que dá espaço para coisas sem importância e deixa de aproveitar cenas interessantes, como o confronto entre Victor Crowley e o personagem de Derek Mears (que interpretou Jason Voorhees no remake). Mears é conhecido por ser grande, forte e interpretar diversos monstros nos cinemas, incluindo o Predador. Porém, sua participação nesse filme é muito mal aproveitada. Esperava pelo menos uma luta entre essas duas lendas do terror. Entre mortos e feridos (literalmente!), essa sequência não consegue ser tão divertida quanto o original, mas é melhor que a segunda parte da franquia. Certamente irá divertir os fãs dos filmes anteriores e quem deseja ver sangue jorrando freneticamente da tela.

PS. Só eu que morri de rir com a rápida participação especial de um dos protagonistas do primeiro filme? Prestem bem atenção. A cena é super rápida e termina da forma mais improvável e engraçada possível. Ponto positivo para o enredo, que tenta resgatar o bom humor do primeiro filme.


Trailer:

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