quarta-feira, 26 de junho de 2013

[Crítica] Pesadelo Mortal


Direção: John Carpenter
Ano: 2005
País: EUA
Duração: 60 minutos
Título Original: Cigarette Burns

Crítica:

A situação está mesmo difícil para quem está esperando por um episódio de qualidade nessa primeira temporada de Mestres do Horror. Apesar de sempre ter algo interessante para apresentar, os episódios que já critiquei não foram realmente bons. Apesar disso, até mesmo o pior deles tem o seu atrativo e deve ser visto, mesmo que seja para falar mal. Como a qualidade dos últimos episódios foi muito baixa, minhas expectativas foram diminuindo cada vez mais, porém, me recuperei emocionalmente quando vi que esse episódio era dirigido pela lenda do suspense, John Carpenter. Sem querer puxar saco, mas eu gosto dele, então estava esperando algo acima dos outros episódios apresentados.

Na história, um homem é contratado por um ricaço para achar a cópia única de um filme dado como perdido. O homem é Kirby Sweetman, um pesquisador de filmes raros e dono de uma sala de cinema “pulgueiro” onde exibe só filmes de horror. O milionário é o misterioso Sr. Bellinger e o filme chama-se La Fin Absolue du Monde (O Fim Absoluto do Mundo), uma peça obscura de um falecido cineasta chamado Hans Backovic, que quando exibido no Festival Internacional de Cinema Fantástico de Sitges teria sido responsável por uma violenta histeria coletiva que tomou conta da sala de projeção. Agora, Kirby vai perceber que alguns filmes não foram feitos para serem vistos e que, uma vez que ele começa, não tem como virar o rosto.

 O fato de John Carpenter ser um excelente diretor e que tem obras-primas em seu currículo não são pontos firmes em que podemos nos apoiar. Não estou desconsiderando Carpenter - de forma alguma -, mas é certo que todos os diretores dessa série são "mestres" no que fazem, e mesmo assim, erram no ponto e não entregam o melhor de si. Talvez seja por causa do orçamento e/ou duração limitados, mas os episódios apresentados por esses "mestres do horror" acaba sendo inferior aos seus conhecimentos trabalhos anteriores. Infelizmente, Carpenter segue o mesmo caminho que os outros e não consegue trazer algo excelente, apesar de estar longe de ser ruim.

Eu sou um pouco suspeito para falar porque não gostei muito da história em si. Sinceramente, acho que toda a trama envolvendo a investigação do protagonista pelo filme misterioso bastante chata. Ainda há algumas partes não lineares, onde somos apresentados à situações bizarras e não vemos como ela teve sua conclusão. Destaque o momento em que o protagonista é capturado e torturado por desconhecidos. Não há muitas informações no decorrer dessa sequência e ela acaba sem grandes explicações e o roteiro nunca mais volta nela. Pelo menos os fãs de cenas violentas irão se deliciar com a decapitação bastante realista que o diretor entrega de bandeja.

O uso das alucinações poderia ter sido melhor aproveitado. Não há muita criatividade nas visões do protagonista. De fato, é muito tosco que ele passe a ver um círculo com sua ex-namorada morta gritando dentro. As alucinações poderiam ser muito mais intensas, combinando com o terceiro ato, onde a calmaria vai embora e os personagens passam a se enfrentar. É irônico acompanhar todo o processo de investigação do protagonista para ver tudo desmoronar no final. Destaco a criatura bizarra que, aparentemente, foi "retirada" do filme proibido. Poderia ter tido bem mais destaque.

O grande atrativo para vocês acompanharem esse episódio fica por conta do protagonista. Ele é interpretado por Norman Reedus (o badass, Daryl, da série The Walking Dead). Tenho certeza que o ator é motivo suficiente para acompanhar essa trama. Felizmente, a história consegue se manter acima da média e se mantém um nível acima da maioria dos episódios anteriores. Não é excelente, mas certamente irá divertir o público menos exigente. Esse é um episódio tenso, conduzido de uma forma séria. Pelo menos é admirável que o diretor tenha tido o esforço para trazer algo digno aos fãs, ao contrário de outros...

Trailer:

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