sábado, 1 de junho de 2013

[Crítica] Pânico na Montanha


Direção: Don Coscarelli
Ano: 2005
País: EUA
Duração: 60 minutos
Título Original: Incident on and Off a Mountain Road

Crítica:

Estava com a promessa de trazer postagens especiais sobre essa série, Mestres do Horror, há bastante tempo aqui no blog. Pensei muito na forma que iria introduzir essas treze histórias e, agora que as séries finalmente finalizaram mais um ciclo, decidi desmembrar as críticas e postá-las todos os sábados. Teremos mais seis semanas pela frente, considerando que sempre serão lançadas duas críticas no mesmo dia (com exceção da semana final, onde teremos os três últimos filmes dessa temporada). Até pensei em fazer um artigo detalhando todos os episódios, mas decidi apresentar essas críticas individuais para maiores detalhes.

A história desse primeiro episódio gira em torno de Ellen, uma jovem bonita que quase sofre um acidente em uma estrada deserta à noite. Ela encontra um carro abandonado no meio da estrada e, ao tentar encontrar seu dono, acaba dando de cara com um serial killer bizarro, que tem prazer em matar e remover os olhos de suas vítimas. Agora, Ellen terá usar a inteligência para sobreviver a uma perseguição frenética pela floresta. Conforme a situação vai se desenvolvendo, nem tudo é o que parece e a protagonista começa a apresentar sinais de que não é tão indefesa quanto parece...

Mocinha sendo perseguida na floresta por algo maligno que mal parece ser humano. Vocês também estão com aquela sensação de déjà vu? Jason Voorheers certamente achou ofensivo. Brincadeiras a parte, as similaridades terminam por aqui. Apesar de todos os elementos do enredo serem clichês, o roteirista conseguiu trazer algo original. Considerando que esse é um episódio de uma série, superou minhas expectativas. O responsável pela obra é Don Coscarelli, diretor do clássico Fantasma (que eu, por acaso, ainda não tive o prazer de ver).

Um dos maiores méritos dessa história é a protagonista. Ela é diferente do clássico clichê de mulher indefesa. Ainda que haja momentos de burrice clássica (desmaios, não pegar a faca do assassino quando tem a chance, etc), é inquestionável que a mulher mais parece a noiva do Rambo. Toda montada na armadilha mortal, ela usa de itens de sua bolsa, galhos e pedaços de sua roupa para montar meios de combater o vilão. Definitivamente é eficiente e até mesmo o vilão percebe a preciosidade que está diante dele, uma vez que ele percebeu que ela não era fraca como as outras.

A caracterização do vilão também está excelente. Ele definitivamente não parece humano e não fica claro o que ele é realmente. Porém, o importante é que sua aparência é assustadora e não deve em nada aos grandes vilões clássicos do cinema. Além das condições físicas, o roteiro de encarrega de uma mitologia toda especial envolvendo suas vítimas. Os espantalhos humanos na frente de sua casa dão um toque especial para a fotografia, que é muito boa - sempre com a lua cheia em evidência. Os raios frequentes remetem as produções dos anos 80. Simplesmente nostálgico!

Por último, não posso deixar de mencionar os flashbacks envolvendo o passado romântico da protagonista. Quem acompanha minhas críticas, sabe que eu sempre fico com um pé atrás quando as produções tentam contar algo através de flashbacks, porque eles acabam se tornando desnecessários em algum ponto. Felizmente, isso não ocorre nessa história. Os flashbacks são importantes para ligar os acontecimentos do passado aos do presente. Além de explicar as habilidades de "combate" da personagem principal, também garante uma boa reviravolta no final. Aos meus olhos, a série começou muito bem, apresentando um episódio forte e bem desenvolvido. Quem está pronto para o próximo?

Trailer:

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1 comentários:

  1. Esse foi o único episodio de Masters of Horror que eu consegui ver. Uma outra boa antologia é Fear Itself que passou na NBC

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