domingo, 30 de junho de 2013

[Crítica] Pacto com o Demônio


Direção: William Malone
Ano: 2006
País: EUA
Duração: 60 minutos
Título Original: The Fair-Haired Child

Crítica:

Depois de várias semanas amargando episódios ruins, a série finalmente dá a volta por cima e apresenta o seu melhor capítulo até o momento. Eu confesso que já estava perdendo minhas esperanças quanto à qualidade da série, mas são episódios desse nível que fazem valer o meu sacrifício. Obviamente, o quadro geral da série é negativo e, como já estamos quase terminando essa primeira temporada, mudar esse quadro é impossível, porém, confesso que cada episódio tem o seu charme, até mesmo o pior deles. Felizmente, alguns te surpreendem e apresentam uma história interessante. Esse é um dos casos.

A história gira em torno de Tara, uma adolescente que é sequestrada por um casal em uma estrada deserta. Não demora muito para ela ser jogada no porão da casa deles e encontrar um outro jovem, Johnnny, que aparentemente foi mantido cativo por muito tempo. Juntos, eles terão que decifrar as mensagens na parede, que parecem anunciar um mal iminente. Logo, Tara vai perceber que é um sacrifício e que somente a sua morte pode ser a chave para algo maior. Ela não tem muito tempo, porque assim que as luzes começarem a piscar, um ser demoníaco levantará do chão.

Esse provavelmente é o título mais apelativo dessa primeira temporada. Apesar de ser adequado com a história em si, é escrachado e clichê. Não tem nem comparação com o título original, que soa quase poético, algo como A Criança de Cabelos Claros. Obviamente esse detalhe não é importante, é apenas uma curiosidade, porque eu realmente gosto do título original. O importante é que esse é o melhor episódio até agora, sendo superior que o primeiro (que estava reinando), Pânico na Montanha.

Ironicamente, o diretor responsável por essa obra não é considerado realmente um "mestre". Em seu currículo, ele tem filmes como A Casa da Colina e Medo.com.br. Apesar desse primeiro ser bastante conhecido entre os fãs do gênero, não chega a ser considerado um clássico absoluto, como Halloween e Grito de Horror. Sendo assim, é surpreendente ver que esse diretor conseguiu entregar um resultado superior do que os episódios de Joe Dante e John Carpenter, por exemplo. É por esse motivo que nunca devemos julgar algo sem antes conferir, porque nada é certo no cenário cinematográfico e é justamente essa possibilidade de surpresa que torna tudo ainda mais divertido.

Essa é uma daquelas obras que facilmente poderia ter se tornado um longa-metragem, porque o desenvolvimento foi tão interessante que deixa a vontade de querer assistir mais. Um dos maiores pontos positivos fica por conta da caracterização do demônio apresentado no filme. Sua aparência é completamente bizarra e assustadora. Além disso, o jeito que ele se move é agonizante. O visual do vilão certamente ajudou a aumentar ainda mais a credibilidade do episódio em geral. Gostaria de ver uma possível sequência dessa história - apesar de não abrir portas para uma nova parte -, mas com a mesma temática e a mesma criatura, o que seria muito gratificante.

E quem pensa que só de demônios bizarros que esse filme é feito, está muito enganado. Além dos elementos de terror e satanismo, o filme também apresenta uma história de romance muito cativante. É justamente essa subtrama responsável pela reviravolta final, que fecha o filme da melhor maneira possível. Enfim, se vocês não estão querendo acompanhar a série porque estão vendo que o nível não é lá essas coisas, vocês devem assistir esse. Desde já, um dos melhores - senão o melhor - da série. Agora basta esperar e ver se outra obra-prima dessas aparece pela frente. Dedos cruzados ou pacto?

Trailer:

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