sábado, 29 de junho de 2013

[Crítica] No One Lives


Direção: Ryûhei Kitamura
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 86 minutos
Título original: No One Lives

Crítica:

Todos correm. Todos se escondem.

Não importa quão terrível você pensa que é, sempre terá alguém pior do que você. Essa é a regra da vida, e não importa se você faz parte de uma gangue da pesada. Nada impede que um psicopata mutile você e seus amigos, mostrando quem é que realmente dá as ordens. Esse é justamente o caso de No One Lives e, se você ainda não entendeu o recado, está claro que não adianta se esconder ou tentar escapar, ninguém vai sobreviver para acompanhar outro dia... Ou será que vai?

A história desse filme gira em torno de um casal em viagem, que se depara com um grupo de criminosos cruéis. Não demora muito para eles serem capturados e terem suas coisas roubadas. Quando as coisas passam a se tornar sangrentas, a história sofre uma reviravolta e a caça se torna um caçador. Agora, aquele que antes era uma vítima, se erguerá como um psicopata que não descansará até ter sua vingança, ou seja, garantir que todos em seu caminho morram. Em paralelo a isso, os criminosos encontram uma jovem que parece saber o que é necessário para acabar com a ameaça iminente que planeja eliminá-los um a um...

Estava na esperando esse filme há um bom tempo. Além da história, que carrega uma reviravolta interessante, o diretor também chamou minha atenção. Apesar dele não ser muito conhecido, destaco o ótimo trabalho que ele entregou no filme O Último Trem. Quem assistiu sabe que o diretor não poupa o espectador e apresenta cenas gráficas e violentas. Apesar de não ser tão chocante quanto seu trabalho anterior, No One Lives segue basicamente a mesma linha. Não é uma obra prima do gênero, de fato, o roteiro tem diversos furos e pontos fracos, mas certamente irá divertir aqueles que buscam por um bom massacre e luta pela sobrevivência.

Começando pelos pontos negativos, como já disse, temos o enredo como o maior representante. Apesar da reviravolta na metade do filme fugir do lugar comum, ela não é exatamente uma surpresa. Apenas aqueles que não sabem nada a respeito desse filme irão se surpreender. O mais legal é que acompanhamos pessoas malvadas sendo massacradas por alguém ainda mais terrível. Se de um lado temos um grupo de criminosos que não vê problemas em atirar em pessoas inocentes, de outro, temos um psicopata muito bem equipado com gosto de sangue. Infelizmente, o grupo de criminosos não convence muito bem e acaba parecendo o típico grupo de jovens estúpidos que não sabe as regras básicas para se manter vivo.

O enredo apresenta algumas situações que são esquecidas no decorrer da história, o que torna essas cenas insignificantes para o desenvolvimento do filme em geral. Há alguns flashbacks, que ajudam a entender a relação entre dois personagens, que conseguiu surpreender por fugir do lugar comum. Dentre os atores no elenco, há diversos rostos conhecidos. Entre eles, Luke Evans (O Corvo) - que esteve perfeito no papel do vilão -, Adelaide Clemens (Silent Hill: Revelação) - que poderia ter sido mais ativa durante o terceiro ato -, America Olivo (Perigosas), Lindsey Shaw (Gritos de Horror: O Renascimento) e Laura Ramsey (As Ruínas).

Enfim, certamente não irá agradar aqueles que estão esperando algo mais inteligente. O maior propósito desse filme é divertir aqueles que esperam mortes violentas. Infelizmente, o roteiro não se preocupa em justificar alguns clichês do gênero, como os personagens que se separam se motivo aparente, ou um grupo de jovens que dão carona para um desconhecido coberto de sangue sem achar isso estranho. O importante é que o filme cumpre o que promete e apresenta uma história ágil, cheia de mortes criativas e um vilão implacável e carismático. É impossível não torcer pelo psicopata. Aqueles que gostam desse tipo de filme não irão se decepcionar.


Trailer:

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Comentários
2 Comentários

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2 comentários:

  1. Baixei o filme e assisti por causa da crítica, simplesmente amei o filme. Realmente, obrigado pela dica! kkk O FINAL FOI MUITO BOM!

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