sexta-feira, 7 de junho de 2013

[Crítica] Kiss of the Damned


Direção: Xan Cassavetes
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 97 minutos
Título Original: Kiss of the Damned

Crítica:

O amor dela nunca morrerá.

Vampiros, que outrora eram amantes condenados da noite, passaram a ser conhecidos por outras características no cinema moderno. Para os fãs dessas criaturas sedentas por sangue, é inegável que a mitologia é extremamente mutável. Desde Nosferatu até os tempos atuais, os vampiros foram apresentados das mais diversas formas, sempre se mantendo na mídia. Os mais respeitados, porém, são os antigos - os grandes clássicos -, que apresentavam aquele tom gótico e solitário, sem se importar em um embelezamento, ainda que tenham sido sexualizados por diversas vezes. Atualmente, essa visão está apagada, focando em uma abordagem diferente, porém, ainda podemos encontrar produções que buscam um tom mais clássico, como Kiss of the Damned.

A história gira em torno de Djuna, uma vampira solitária que vive em uma casa isolada de campo. Sua existência ganha um propósito depois que ela conhece Paolo, um escritor promissor. Sentindo uma atração incontrolável um pelo outro, eles não conseguem se manter afastados, e Paolo é rapidamente transformado em um vampiro. A perfeição da relação dura apenas até a chegada de Mimi, irmã de Djuna, que também é uma vampira, mas encara sua "condição" de uma maneira muito diferente do que sua irmã. Sendo imprudente, Mimi testará os limites não só de sua única familiar, como também de seu namorado, iniciando um conflito entre vampiros que só poderá terminar em sangue.

Esqueça tudo o que vocês já viram sobre os vampiros modernos. Está na hora de olhar para trás e resgatar aquelas regras clássicas, que fizeram essas criaturas famosas, em primeiro lugar. Kiss of the Damned certamente tenta de tudo para ser reconhecido como um fruto das obras originais, resgatando diversos pontos aclamados desse subgênero. Ainda que tenha um formato clássico, a obra não deixa de ser atualizada, apresentando alguns benefícios da atualidade, mas também descartando algumas características que se tornaram ultrapassadas, como o pavor de alho dos vampiros e o fato deles não aparecerem em espelhos.

A ambientação é, certamente, o maior trunfo da produção, assim como a trilha sonora. Todas essas características remetem às produções antigas. A fotografia é gótica e solitária, como um espelho da própria protagonista. E a trilha sonora é melancólica e nostálgica, combinando perfeitamente com o tom do filme. A diretora vai ainda mais longe ao apresentar os créditos em gritantes e chamativas letras roxas. Particularmente, achei brega e desnecessário. Cores fortes também aparecem em cena, principalmente nos momentos que acontecem dentro de um bar. Esse uso de cores chamativas lembram bastante as produções dos anos 80, o que é válido.

Infelizmente, os méritos da produção se resumem ao parágrafo acima. Nada mais chamou a minha atenção a esse filme, principalmente porque ele gira em torno de um roteiro chato e preguiçoso. Depois da introdução da personagem Mimi, o casal protagonista perde totalmente o foco e, o que antes era a história deles, se transforma sob o ponto de vista de outro personagem. Não há nada realmente concreto sendo apresentado na tela, o que torna o filme cansativo. Esperei durante todo o tempo que algo realmente interessante acontecesse, mas, antes que pudesse perceber, o filme tem seu desfecho e os créditos finais começam a subir, deixando diversas perguntas no ar.

O filme se resume a muitas cenas de sexo e algumas mortes aleatórias. Sinceramente, não há nada chamativo, principalmente porque não há uma história concreta direcionando a trama. É realmente uma pena, porque se o roteiro fosse decente, esse filme poderia ter sido incrível. Xan Cassavetes é responsável pela direção e o roteiro, mas só foi feliz no primeiro cargo. Eu achei chato e superestimado, apenas. Mas apesar de eu não ter gostado, tenho certeza que muitos de vocês irão adorar. Viva a diferença de opiniões, seja qual for, eu respeito a de vocês.


Trailer:

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