domingo, 30 de junho de 2013

[Crítica] Detention of the Dead


Direção: Alex Craig Mann
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 87 minutos
Título original: Detention of the Dead

Crítica:

Quando não houver mais espaço no inferno, os mortos irão pra detenção.

Produções que misturam terror e comédia (conhecidos como terrir) têm ganhado forças nos últimos anos. Curiosamente, os mortos-vivos parecem ser o alvo principal desse subgênero, o que provavelmente deve ter começado com o clássico Todo Mundo Quase Morto. Com o perdão do trocadilho, produções seguindo a mesma linha se espalharam como uma infecção e contaminaram o gênero, nem sempre trazendo algo digno. Como sempre costumo dizer, algo que é muito explorado acaba se tornando cansativo, o que aumenta a chance de um filme abaixo da média.

A história desse filme gira em torno de um grupo de estudantes do ensino médio que foram parar na detenção. Tudo se complica quando um deles aparece mordido e acaba se transformando em um morto-vivo. Não demora muito para eles perceberem que estão no meio de um apocalipse zumbi e agora terão que encontrar um lugar seguro dentro da escola para se isolarem das criaturas sedentas por carne fresca. Escapar não é uma opção, porque as ruas estão dominadas por zumbis, então o melhor jeito de sobreviver é colocando suas diferenças de lado e trabalhando em equipe.

Apesar de não ser péssimo, esse filme não consegue se manter acima da média. Há diversos problemas em seu desenvolvimento e exageros que rebaixam a qualidade da produção. Como já disse, o fato de já haver outros filmes com o mesmo estilo torna inevitável fazer comparações. Detention of the Dead é vendido com uma combinação entre O Clube dos Cinco e Todo Mundo Quase Morto, mas, na verdade, não passa de uma versão ruim de Dance of the Dead. Por esse motivo, se vocês gostaram da proposta do enredo e ainda não assistiram Dance of the Dead, recomendo que esqueça esse, porque o outro é melhor em todos os quesitos. Diversão garantida!

Voltando o foco para o filme em si, há diversas mudanças bruscas no tom da história. Em um momento todos estão se comportando como idiotas e, no outro, querem fazer um grande drama em torno de suas vidas sofridas. Porém, é difícil acompanhar algo de forma séria quando os personagens beiram o ridículo. Aliás, como é de costume nesse tipo de filme, há aquele grupo de adolescentes caricatos que estão presentes em zilhões de outras produções. Nerd, gótica, líder de torcida loira, fortão burro e drogado. Esses são os maiores estereótipos de adolescentes e o enredo trata de aumentar a futilidade em um nível absurdo.

Pelo menos o diretor foi inteligente ao manter a violência. Apesar de não ter momentos muito inspirados, há uma boa quantidade de sangue, apesar das mortes não serem muito empolgantes. É notável que o baixo orçamento prejudicou o resultado final, porque há uma carência de tripas ensanguentadas e alguns efeitos toscos. Felizmente, a caracterização dos zumbis não é de todo mal. Destaque para a "perseguição" que acontece dentro dos dutos de ventilação. Aparece um inimigo completamente inesperado, o que nos rende boas risadas.

Aliás, a comédia é um dos pontos mais fortes do filme. Apesar de apresentar diversas tentativas falhas, há algumas cenas muito divertidas, o que mantém um equilíbrio em geral. As tiradas mais inteligentes envolvem referências a elementos da cultura moderna, como a associação entre Rob Zombie e Gossip Girl. Enfim, esse filme não é bom, mas também não é ruim. Certamente há muito melhores no gênero, mas deve ser uma boa opção para quem não tem mais nada para assistir. Ainda assim, eu volto a recomendar que vocês procurem por Dance of the Dead, porque o filme simplesmente samba sobre o cadáver desse.


Trailer:

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