domingo, 16 de junho de 2013

[Crítica] Chocolate: O Gosto da Obsessão

Direção: Mick Garris
Ano: 2005
País: EUA
Duração: 60 minutos
Título Original: Chocolate

Crítica:

Depois de uma primeira semana particularmente boa e uma segunda bastante catastrófica, chegamos a terceira rodada de críticas à primeira temporada de Mestres do Horror. Apesar de não ter sido tão traumatizante quanto a semana anterior, confesso que a qualidade não se manteve muito acima. Sei que a série tem muitos episódios bons, mas, essa primeira metade da temporada tem conseguido me decepcionar profundamente. E, começando com um sabor diferente, temos Chocolate: O Gosto da Obsessão, que apesar de fazer parte da série, passa longe do gênero proposto.

A história gira em torno de Jamie, um cara relativamente normal com uma vida equilibrada socialmente. Seu destino muda depois que ele passa a experimentar casos de privação sonora e visual. Porém, ele logo percebe que, apesar de não conseguir enxergar o que está na sua frente, tem a oportunidade de "ver" outros ambientes que nunca havia visto antes. Não demora muito para ele perceber que está ligado com uma misteriosa mulher e, por alguns momentos, consegue ver, ouvir e sentir o mesmo que ela. Sua obsessão alcança outro nível quando Jamie coloca na cabeça que a mulher está em perigo e tem que protegê-la a qualquer custo, mesmo que ela não precise de sua proteção...

Provavelmente, ao ler a sinopse acima, a primeira pergunta que vem à nossa cabeça é: O que Chocolate tem a ver com a história em si? Absolutamente nada. Digo, o roteiro até acrescenta alguns momentos onde os personagens principais estão comendo chocolate, mas nada que justifique colocar o título do episódio com esse nome. Além de ser pretensioso, provoca expectativas no espectador, que obviamente não se justificam. Como já disse anteriormente, apesar de ser um episódio de Mestres do Horror, não há nenhum "horror" na trama, podendo se passar como um suspense leve.

Esse é facilmente um dos episódios que eu menos estava com vontade de assistir, então minhas expectativas não poderiam estar mais baixas. No final de tudo isso ajudou no quadro geral, porque o filme acabou apresentando um pouco mais do que eu estava esperando. A história até que é interessante - um homem sentindo tudo o que uma pessoa desconhecida sente -, mas só de olhar o trailer, dava para ver que a trama não seria conduzida adequadamente. Em primeiro lugar, o enredo prefere focar em sexo, o que é desnecessário. E o mais entranho é que a obsessão do protagonista começa quando ele sente como é ser "possuído" pela primeira vez. Isso faria um cara se apaixonar? Não acredito.

Quem estiver em busca de explicações em torno da história - como o protagonista conseguiu acompanhar alguns momentos da vida de uma total desconhecida -, vai sofrer uma grande decepção. O roteiro não faz questão de explicar nada, além de desperdiçar diversas oportunidades para melhor desenvolver a história proposta. No final das contas fica a ideia de que a trama funcionaria melhor se fosse um romance ou invés de uma tentativa falha de criar um terror/suspense. Fica claro que a introdução das mortes aconteceu de forma forçada, assim como o terceiro ato, que não condiz com todo o desenvolvimento do filme.

Dentre alguns poucos pontos positivos temos a escolha de intercalar a história do que aconteceu com o depoimento do protagonista (apesar deixar claro desde o começo o que acontecerá no final) e também o confronto final, que apesar de ser injustificável, é um dos melhores momentos do filme. Enfim, foi um desperdício de uma boa ideia. Não há nada de interessante nesse capítulo da série. Apesar do nome do filme, só conseguimos sentir o gosto amargo quando os créditos finais começam a subir. Alguém está servido?

Trailer:

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