domingo, 16 de junho de 2013

[Crítica] Candidato Maldito


Direção: Joe Dante
Ano: 2005
País: EUA
Duração: 60 minutos
Título Original: Homecoming

Crítica:

Apesar do desastre que foi o episódio anterior, tinha grandes expectativas quando a esse. Nas últimas três semanas tivemos histórias envolvendo psicopatas, vadias deformadas e mortos dançarinos (não podemos contá-los como zumbis, certo?), mas nenhum episódio focado em mortos-vivos. Sabia que não iria demorar muito, já que os zumbis são uma das maiores criaturas sobrenaturais mais populares do gênero. Para quem não sabe, apesar desse episódio ser o primeiro, ele não será o último a abordar esse tema. Ainda nessa temporada, mais especificamente no penúltimo episódio, A Terrível História de Haeckel, terá mortos-vivos como os vilões principais da trama.

A história desse filme gira em torno de um futuro breve onde os mortos-vivos levantam de suas covas com um objetivo bastante peculiar. Se enganou quem pensa que eles querem comer os cérebros e carne dos vivos. Eles querem votar (!!). Além disso, não são todos os mortos que levantam, apenas os soldados que morreram na guerra. A intenção deles é acabar com as guerra e violência saindo de suas covas e votando nos candidatos que eles conseguiram apto para fazer a paz reinar. Porém, nem o direito de cidadania os mortos podem exercer, afinal, algumas pessoas manipuladoras não deixarão ninguém passar pelo seu caminho, nem que eles tenham que matar a concorrência pela segunda vez.

Eu sinceramente não consegui montar uma sinopse séria para este episódio. Sério isso? Eu comecei a assistir ao filme com a intenção de ver um bom e velho apocalipse zumbi, sem grandes complicações, e acabei me deparando com essa besteira sem fim. Será que é difícil planejar uma história mais ou menos aceitável sobre zumbis? Não precisamos de algo grandioso para nos divertir, apenas algo básico já estava bom. Mas nada de ressuscitar os mortos para algo bobo como alimentação, estava na hora de apresentar algo original, nunca feito antes. E, claro, existia um motivo óbvio para ninguém ter se aventurado.

Os primeiros minutos são os melhores de todo o filme. Logo no começo, eu pensei que esse episódio seria fantástico, porque os primeiros minutos conseguem enganar qualquer um. Infelizmente, a história tem guardadas mil e uma reviravoltas, uma pior do que a outra. A violência passou muito longe nesse filme, o que é de se espantar. O enredo tenta se desenvolver em um contexto político, deixando os zumbis para um segundo plano. De fato, os mortos-vivos não estão nenhum pouco preocupados, eles só querem exercer seus direitos e parar de sofrer bullying da população. Agora eu pergunto de novo: Sério isso?

A única coisa que o roteiro consegue fazer direito é uma crítica ácida para os políticos e as pessoas no meio. Temos uma cena curiosa, um debate, onde os entrevistados defendem suas opiniões com o objetivo de arrecadar votos. Quando os zumbis aparecem, é assumido que eles foram mandados por Deus, para eleger a pessoa certa. Porém, quando os zumbis abrem a boca e revelam e estão ali justamente para fazer o contrário, imediatamente as mesmas pessoas disseram que eles vieram do inferno e não têm direito de voto. Sem qualquer intenção de mascarar esse equívoco, apenas jogando os fatos que melhor lhe servem na cara do espectador. É basicamente assim que a política real se constrói. Então, nesse ponto, o filme conseguiu algo positivo.

Porém, esse é um episódio de Mestres do Horror e não um filme com o objetivo de conscientizar o espectador sobre a manipulação política. Nem preciso dizer que esse episódio falha miseravelmente ao tentar construir qualquer clima com a intenção de assustar. Seus melhores momentos se resumem aos dramas envolvendo o passado trágico do protagonista e algumas cenas envolvendo a bondade de alguns seres vivos ao interagir e se preocupar com alguém que já morreu. Esse episódio foi um dos mais decepcionantes, apesar de ter grande potencial. Já é o segundo filme sobre "mortos-vivos" que não mordem ninguém. Espero muito que A Terrível História de Haeckel consiga mudar esse quadro.

Trailer:

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