quarta-feira, 1 de maio de 2013

[Crítica] Maníaco


Direção: Franck Khalfoun
Ano: 2012
País: EUA | França
Duração: 89 minutos
Título Original: Maniac

» Será distribuído pela Califórnia Filmes, direto em DVD, com o título Maníaco. Traduções literais são sempre a melhor opção. Não poderia ter ficado melhor.

Crítica:

Eu te avisei para não sair esta noite.

Muitos podem não saber, mas esse filme é a refilmagem de um clássico dos anos 80, O Maníaco. Eu nunca assisti o original - de fato, nunca tinha ouvido falar dele antes -, mas depois de uma breve pesquisada, descobri que o enredo de ambos os filmes é a mesma. Então podemos descartar aquele tipo de remake que apenas de aproveita do nome do original, reformulando completamente a trama. Mas nós não poderíamos esperar menos do que isso por um filme produzido e roteirizado por Alexandre Aja (Piranha), não é verdade? Ele é um dos meus diretores favoritos e é experiente em conduzir refilmagens. Portanto, estava muito ansioso para assistir esse filme.

A história gira em torno de Frank, um homem que vive numa antiga loja de manequins em Los Angeles, que pertencia à sua mãe. Ele se dedica a restaurar os manequins acrescentando-lhes um toque especial: o couro cabeludo que ele próprio escalpela de mulheres reais. Sua obsessão convive em meio a lembranças da mãe, que o atormentam constantemente. Solitário, Frank acaba criando uma relação muito próxima com Anna, uma jovem fotógrafa que lhe pede ajuda para uma performance. A medida que seus sentimentos pela moça cresce, Frank percebe que seus impulsos se tornam cada vez mais incontroláveis.

Muitos filmes - e até mesmo séries - relacionados a seriais killers têm sido lançados nos últimos tempos, mas, provavelmente, esse é um dos mais brutais e chocantes. Independente da performance do original, esse remake é certamente muito bem conduzido, com cenas impactantes e bastante tensão. Há tempos não vejo um filme com um assassino tão implacável e violento. Aliás, nos ainda temos a chance de nos conectarmos com o seu passado através de flashbacks e entendermos o que o levou a atacar garotas inocentes pelas ruas da cidade. Pode parecer clichê, mas problemas na infância são sempre ótimos motivos para transtornos futuros.

Um grande diferencial apresentado nesse filme é em torno da posição da câmera. Ela sempre apresenta a visão do assassino. Frank está em todas as cenas mas só podemos ver o seu rosto em alguns poucos momentos. Apesar de ser original e uma boa sacada, a ideia se torna cansativa ao ser conduzida até os créditos finais. A técnica tem seus furos e pode ser um tiro no pé. Não há surpresas em torno dos ataques do assassino, porque sempre sabemos exatamente onde ele está, o que já tira metade do suspense. Outro ponto negativo é não termos a oportunidade de ver a excelente interpretação de Elijah Wood, que surpreendeu a todos e incorporou um assassino doentio e sem piedade com perfeição.

Os poucos momentos em que seu rosto aparece, ele carrega uma expressão perturbada, fria e assustadora. Durante os ataques, frases curtas como "você é tão linda" conseguem gelar nossa espinha. Quem estiver em busca de um filme violento também irá adorar as mortes presentes na história. Apesar de todas as garotas acabarem do mesmo jeito, ou seja, sem o escalpo, há uma pequena diversidade na hora das mortes. Sem duvidas, os assassinatos envolvendo facadas são os mais fortes e impactantes. E tudo parece o mais real possível, tornando a experiência ainda mais perturbadora.

Muitos podem se irritar com o final, que seguiu um caminho previsível, mas ainda acabou ficando abaixo do esperado. O confronto final entre o vilão e a mocinha poderia ter sido melhor desenvolvido. Porém, as últimas cenas são muito interessantes e funcionam como uma espécie de justiça poética. Se você gosta de filmes violentos e seriais killers, pode assistir com segurança, porque não vai se decepcionar. Agora, se você é mais sensível e não está acostumado com algo muito brutal, é melhor procurar outra opção... Ou se preparar para diversas facadas dolorosas.


Trailer Legendado:

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Comentários
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1 comentários:

  1. Faz uma crítica do Filme Ka-boom do Greg Araki pôlemico, filme françês/eua é assim mesmo.

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