quinta-feira, 16 de outubro de 2014

[Crítica] Inatividade Paranormal


Direção: Michael Tiddes
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 86 minutos
Título Original: A Haunted House

Crítica:

Essa m&rd%! não é paranormal!

A franquia Todo Mundo em Pânico certamente se tornou um clássico das sátiras e abriu portas para todo um subgênero de besteiras tentando tirar sarro de todos os tipos de filmes. O problema é que a qualidade nunca foi algo que esteve na preocupação dos produtores, que passaram a usar piadas cada vez mais baixas e sem graça. Em 2013, uma nova sequência da antiga franquia de sucesso irá estreou, o que levou Marlon Wayans, que foi um dos criadores originais dos dois primeiros filmes da franquia Todo Mundo em Pânico, a trazer sua própria sátira aos filmes de terror, voltando às suas raízes.

A história dessa paródia gira em torno de um casal que está tentando se adaptar a mudança e as novidades de morar sozinhos. Logo, eles percebem que há uma entidade na casa e que suas intenções são perturbadoras (pelo menos para o homem da relação). Agora, Malcolm terá que conseguir ajudar para tirar esse espírito obsessor de sua casa antes que ele possua sua mulher, Kisha. Dentre as pessoas que ele recorre estão um psíquico estranho, um padre que já foi para cadeia e uma gangue de irmãos criminosos. Será que, juntos, eles irão conseguir colocar medo nesse espírito?

Se existe uma palavra para definir esse filme, essa palavra é decepção. Não que eu estivesse esperando grandes coisas desta paródia, mas pelo menos eu esperava uma briga com Todo Mundo em Pânico 5. A proposta inicial seria vê-los batendo de frente - até porque iriam estrear na mesma época, mas o outro lançamento foi adiado -, com o Wayans resgatando a qualidade de uma boa sátira que ele mesmo ajudou a criar. Infelizmente, tudo isso ficou apenas na teoria. Esse facilmente é um dos seus piores filmes, deixando claro que Todo Mundo em Pânico 5 não precisa fazer grande esforço para se sair melhor - apesar, de alguma forma, conseguir ser tão ruim quanto este.

As piadas são tão fracas e tão mal formuladas que elas vêm em um intervalo de cinco segundos, mas nenhuma delas consegue nos fazer rir, tornando o filme em um festival de cenas mais idiotas possíveis. Não há grande variedade em torno do que o enredo acha que nos fará rir. Drogas e sexo é o suficiente para segurar um longa? Acho que não. Até que as piadas em torno das drogas foram poucas se compararmos com a dezenas de situações esquisitas ao qual somos expostos. O sexo está praticamente em todas as cenas, desde uma simulação muito impressionante de sexo com um bicho de pelúcia até o protagonista ser estuprado pelo fantasma durante o sono.

Os filmes de terror parodiados são aqueles que foram gravados em primeira pessoa, então a filmagem dessa sátira também é found footage. Obviamente, o enredo dessa paródia gira em torno da franquia Atividade Paranormal, mas também há diversas cenas tirando sarro de Filha do Mal. Poucas cenas se salvam, pois o resultado poderia ter sido muito melhor. Não há muita "liberdade criativa" e o roteiro fica preso - quase que fielmente - ao primeiro Atividade Paranormal. O desfecho é idêntico ao terror original, fechando o filme inesperadamente.

Enfim, eu não recomendo essa bomba, espero que todos passem bem longe. Só é recomendado para quem gosta do estilo desses filmes e não se importe com o baixo nível. A sequência, que recebeu sinal verde logo depois da estreia deste, continuará nos assombrando - pelo menos os corajosos que retornarem para um segundo round. Convenhamos, ninguém deve manter qualquer esperança de que o próximo possa ser no mínimo interessante. Pelo menos o casal protagonista irá retornar. A expectativa é que esse filme vire uma franquia tão grande quanto o seu concorrente. Será que é uma boa ideia trazer os fantasmas novamente ou é melhor que eles tenham morrido junto com esse filme desnecessário?


Trailer Legendado:

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