terça-feira, 28 de maio de 2013

[Crítica] Paixão Mortal


Direção: Malik Bader
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 94 minutos
Título Original: Crush

» Será distribuído pela Paris Filmes, direto em DVD, com o título Paixão Mortal. Eu sinceramente não esperava algo diferente. As distribuidoras adoram colocar algo apelativo e didático no título nacional, então ele não viria sem um aviso.

Crítica:

Cuidado com o que você deseja.

Quem tem um quedinha por uma pessoa especial ou até mesmo seu stalker (termo popular em inglês para "perseguidor") particular? Atualmente, essa expressão - assim como bullying - ganhou força e pode ser ouvida frequentemente entre os jovens. Um dos fortes motivos é a facilidade em conseguir acompanhar os passos das outras pessoas, mesmo que a distância. A maioria dos jovens revela coisas pessoais o tempo inteiro na internet, lugar onde todos têm acesso. Por este motivo, é possível afirmar que se tornar um stalker se transformou em uma tarefa extremamente fácil e não requer muitos movimentos. Porém, como lidar quando um perseguidor não está mais contente vivendo à distância?

A história desse filme gira em torno de um popular atleta do colégio, Scott, que sofreu um acidente e teve que operar seu joelho, sendo obrigado a dar um tempo em seus treinos. Enquanto se esforça para melhorar, ele é constantemente observado pela tímida Bess, que tem uma queda secreta por ele. As coisas se complicam depois que Scott percebe que alguém está tentando entrar em sua vida, na medida em que tenta tirar os outros que já estão nela - da forma mais radical possível.

Tramas envolvendo pessoas psicóticas que passam dos limites ao tentar se aproximar de outras existem aos montes. Provavelmente um dos mais populares é o Fixação, que trata dessa mesma temática e ganhou certo destaque na época de seu lançamento. Porém, como já alertei, os filmes atuais têm uma chance única que usar o avanço da tecnologia ao seu favor. Crush mostra diversas cenas envolvendo redes sociais, onde a personagem da Bess se informa de diversas coisas que acontecem com o garoto que gosta. Apesar do enredo não se aprofundar nesse detalhe de perseguição online, vemos alguns bons exemplos nesse filme, como o momento em que a protagonista sabe onde o Scott está por causa de um check-in online.

A direção também tem um toque inteligente ao nunca mostrar a protagonista tomando atitudes mais extremas, sempre fazendo essa oposição de timidez inocente e psicopata fora dos limites. Por esse motivo, a protagonista se torna carismática, porque só vemos seu lado mais frágil, mesmo tendo consciência do que ela poderia ser capaz de fazer. Crystal Reed está muito bem em seu papel, muito diferente dos outros que ela está habituada (como na série Teen Wolf). A atriz consegue cruzar a tênue linha entre estranha e tímida e ainda fazer com que o espectador torça por ela.

Há outros rostos conhecidos no elenco, como Lucas Till (X-men: Primeira Classe) e Sarah Bolger (Relação Mortal e a série Once Upon a Time). Os dois se saíram bem e se encaixaram para seus respectivos personagens. O personagem de Till é o mais explorado, principalmente fisicamente, porque está constantemente sem camisa e com foco em seu corpo. Apesar do filme ter uma quantidade de maior de personagens femininas, nenhuma delas recebe grande atenção física, até mesmo porque o personagem idolatrado por quase todos é o de Till.

Não há nenhuma morte extraordinária e, de fato, se não houvesse morte alguma teria o mesmo resultado. O maior foco fica por conta do suspense e as declarações "amorosas" cada vez mais ousadas da stalker. No começo do terceiro ato há uma enorme reviravolta - que pode ser previsível para alguns -, mas deu um valor todo especial para o filme em geral. Sugiro que vocês nem prestem atenção no material de divulgação, porque há spoilers gritantes neles. Alguns ainda irão se decepcionar com o modo que o filme termina, que é diferente das nossas expectativas. Gostei bastante do filme, me surpreendeu e conseguiu cumprir com sua proposta. Recomendo.


Trailer:

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