sexta-feira, 31 de maio de 2013

[Crítica] Terror na Ilha

Direção: Katie Aselton
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 83 minutos
Título Original: Black Rock

» Será distribuído pela Califórnia Filmes, direto em DVD, com o título Terror na Ilha. Não dava para esperar algo diferente, não é mesmo? A própria história clichê não deixava muita opções e, como Pânico na Ilha já foi usado, colocaram "terror" mesmo.

Crítica:

Nada corta mais fundo do que traição.


Qual o melhor lugar para se juntar com seus amigos e comemorar/restaurar o velho relacionamento? As pessoas normais diriam que um bar estaria ótimo, mas pessoas em filmes de terror pensam diferente. Para elas, o melhor modo de restabelecer a amizade, se divertir e/ou viver uma aventura, é indo para o lugar mais inóspito possível. Porque se tiver a presença de policiais ou for um ambiente com muitas pessoas, isso irá bloquear sua tentativa de ser feliz. Acrescente também alguém se escondendo nas sombras no meio de tudo isso e você terá a fórmula para a felicidade - porém, em um período bem curto.

A história desse filme é justamente uma síntese de tudo o que falei acima. No filme, três amigas de infância decidem esquecer pequenos problemas entre elas e fazer uma viagem juntas em uma ilha, na costa leste americana. No local, elas descobrem a presença de três homens, que logo se tornam amigos e propõem passar a noite com elas. Mas um grave incidente faz com que a vida das amigas esteja em perigo. Logo, elas conhecem as verdadeiras intenções destes homens. O trio precisará mostrar sua força e o quanto se importam umas com as outras para sobreviver a este final de semana trágico.

Como vocês não podem deixar de perceber, essa história é um clichê ambulante. É como se elas tivessem lido um manual para sobre participar de um filme de terror, porque elas seguiram todos os passos corretamente. Pode até incomodar a alguns a falta do roteiro de criar situações mais convincentes, mas no quadro geral, poderia ter sido muito pior. Em primeiro lugar, as garotas já conheciam a ilha e se reuniam nela quando eram crianças. Em segundo, os homens que aparecem no mesmo lugar que elas são conhecidos de escola. Apesar desses argumentos serem fracos, não passam despercebidos e conseguem passar um pouco mais de credibilidade à história.

Certamente o maior destaque fica por conta de Katie Aselton. Muitos não sabem, mas, além de protagonizar e dirigir o filme, ela também é a produtora e roteirista. Apesar de não ser o filme mais interessante dos últimos tempos, ele tem os seus méritos. Katie entregou algo consistente e merece ser elogiada pelo seu trabalho e esforço. Trabalhando sozinha em todos esses cargos, ela conseguiu entregar algo mais digno que muitos filmes pretensiosos onde há uma extensa equipe técnica. É notável que esse projeto não teve um grande orçamento. Não há cenas gráficas ou muito elaboradas.

Provavelmente, o maior gasto foi com atores. Apesar do filme ser composto por apenas seis rostos, há alguns bastante conhecidos, como Kate Bosworth (Sob o Domínio do Medo). Todos estiveram muito bem em seus respectivos papéis. As meninas são todas carismáticas, principalmente a personagem da Bosworth. O enredo ainda prepara uma surpresa, surpreendente o espectador com a ordem das mortes. A questão da amizade é muito bem trabalhada no decorrer da história e nota-se a evolução dos personagens que conseguiram chegar até o terceiro ato. Como já disse, não há muitas cenas de perseguições ou mortes muito violentas, mas há uma tensão crescente.

O confronto final é muito bom, com as vítimas sobreviventes tendo que encarar o último dos vilões no braço. A luta é bem elaborada e tensa, certamente elevou o nível do fechou, encerrando-o acima da média. Apesar dos pontos positivos, essa história não apresenta nada de novo. Tudo o que vemos nesse filme já foi apresentado antes. Só estava acima da média porque é a trama é conduzida de uma forma inteligente e apresenta a trama de uma maneira inteligente. Se vocês esperam algo mais produtivo, irão perder o seu tempo. Porém, se vocês estão procurando algo para matar o tempo, certamente não irão se decepcionar. Esse filme é recomendado para uma diversão passageira e pode até surpreender alguns.


Trailer:

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1 comentários:

  1. Os papéis, principalmente dos vilões são mal executados, chegando ser tosco as ações dos vilões. Cenas de confronto corporal muito mal feitos

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