sexta-feira, 24 de maio de 2013

[Crítica] Aftershock


Direção: Nicolás López
Ano: 2012
País: EUA / Chile
Duração: 90 minutos
Título Original: Aftershock

Crítica:

A única coisa mais aterrorizante do que a Mãe Natureza é a natureza humana.

Se há uma situação que filmes de suspense e terror gostam de apresentar é a cruel natureza humana. Filmes de psicopatas existem aos montes, assim como aquelas pessoas inocentes que têm a capacidade de matar até mesmo conhecidos quando estão em perigo. Também não temos dúvidas de que a Mãe Natureza é tão devastadora quanto a humana. A única diferença é que ela é uma força da natureza e os seres humanos escolhem ser cruéis. Apesar de suas diferenças, essas duas naturezas podem ser mortais. Agora imagine uma produção onde elas acabam se encontrando...

A história gira em torno de um grupo de turistas que estão passando as férias no Chile. Conhecendo um novo país, eles só querem saber de beber e se divertir em boates. Infelizmente, o que deveria ser uma época para relaxar, acaba se transformando em um verdadeiro inferno quando um terremoto transforma a cidade em um verdadeiro caos. Conforme os jovens lutam para sobreviver os acidentes causados por prédios caindo aos pedaços, um alerta de tsunami toca. Agora, eles terão que procurar por lugares mais altos, porém, acabam se deparando com detentos que conseguiram escapar no desastre e não querem nada além de trazer a morte.

Seres humanos são cruéis e matam sua própria espécie por prazer? Claro que sim. Há diversas produções abordando o assunto. O enredo trata logo de colocar prisioneiros em fuga como os elementos principais de crueldade. Prisioneiros têm um estereótipo clássico e todos eles são usados nessa produção. Muitos podem achar que esse argumento é extremamente inválido, considerando que os presos não gostariam de chamar atenção para si mesmos, agora que estão livres. Além do mais, há as tragédias acontecendo por todas as partes, mas apenas os jovens parecem se importar com isso.

Fica claro que o argumento do filme não cobre essas questões, então temos que relaxar e acompanhar o desespero das vítimas, que se encontram em um local desconhecido, onde a nacionalidade americana deles não tem qualquer importância aos olhos dos moradores do local. De fato, podemos observar um pouco dessa arrogância dos americanos, ao pensar que sua nacionalidade é uma desculpa para que eles sejam atendidos antes que todos os outros. Em outro momento, os personagens acham que eles são dignos de confiança e não respeitam nem os moradores que estão armados.

Há bastante violência. E mais do que mortes chocantes e gráficas, há crueldade em sua forma mais bruta. Prisioneiros e mulheres nunca é uma boa combinação, então vocês já podem imaginar como parte do filme se desenvolve. Apesar da Mãe Natureza fazer parte da história e tirar a vida de diversos personagens, eu senti falta de mais cenas envolvendo acidentes. No começo, quando os personagens ainda estavam se divertindo na boate, o terremoto poderia ter causado mais mortes.

Apesar de não fazer qualquer diferença na história, a atriz e cantora Selena Gomez fez uma participação mais do que especial do filme. Demorou menos de um minuto em tela. Quando soube que ela faria uma participação, esperava pelo menos que ela morresse de uma forma digna, mas não aconteceu nada demais. Foi apenas uma conversa antes do propósito real do filme ser engatilhado. Enfim, eu gostei bastante. Os cenários estão bem feitos, assim como os efeitos visuais - menos as cenas envolvendo uma pessoa sendo queimada viva. O terceiro ato ainda nos reserva uma reviravolta interessante, que bate com algo que eu questionei no meio dessa crítica. Recomendo!

PS. O trailer carrega um enorme spoiler da última cena do filme. É preferível que vocês não o assistam, porque a curta cena revela exatamente como ele termina. Aliás, o desfecho é bastante irônico.


Trailer:

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