domingo, 7 de abril de 2013

[EA] Eliminação #6

Como não odiar o Domingo, né geit? Faustão, Gugu, Eliana e Fantástico, só pode ser obra dos Iluminati. E como se não bastasse também tem emilinação no nosso concurso loucurinha. E uma das bem sofridas, por sinal, porque depois de todos esses meses acabamos nos apegando aos nossos concorrentes.

Pra quem não lembra quem ta na reta, deixe-me refrescar sua mermória:
Mateus Antony (Que não teve direito a votação, pois recebeu uma indicação do seu mentor)
Matheus Coelho (Que sofreu o mesmo que seu quase chará aí de cima)
E Lucas Chaves (Que só se juntou aos amigos por causa de uma letra do alfabeto que favoreceu a Aninha na hora de organizar o ranking)

Vamos ler, então?

Participante: Lucas Chaves
Tema: Livre

Haunted
Eu não sei como tudo isso aconteceu, como vim parar aqui ou sequer porque o piso branco da minha suíte está se tingindo pouco a pouco de vermelho. Posso sentir o sangue sendo expulso das minhas veias, escorrendo pela minha pele e meu coração bater cada vez mais devagar, desta vez não é como as outras, os cortes foram mais profundos, estratégicos, não estou procurando apenas o conforto da dor, desta vez quero sentir o abraço da morte. Enquanto sentia minhas pálpebras se fecharem pela última vez, aquelas velhas imagens de sempre voltaram a lampejar diante de meus olhos.

 A chuva fustigava as janelas, eu me lembro de estar enrolado nos edredons, coberto até a cabeça, meu corpo tremia convulsivamente, eu sempre tivera medo da chuva e dos trovões que consequentemente vinham com ela. A porta do meu quarto se abriu devagar e ouvi os passos hesitantes de minha avó, ela se ajoelhou na beirada da cama e a ouvi soluçar baixinho, sussurrava rapidamente, parecia estar rezando, abri os olhos e respirei fundo, ela estava ali, nada de mal poderia me acontecer.

-Vovó? – Minha voz ainda estava empastada pelo sono.

-Nathaniel, volte a dormir, está tarde. – Sua voz não demonstrava a serenidade de sempre, aquilo me arrancou com ainda mais força do sono que me envolvia.

-O que está acontecendo? Onde estão papai e mamãe? Eles já voltaram? Estão dormindo?

-Papai e mamãe não vão voltar, meu querido...


A gilete estava apertado na ponta dos meus dedos trêmulos, minha garganta já estava completamente seca e as lágrimas começavam a se acumular antes mesmo de eu começar a sentir os cortes, encostei a lâmina gelada no meu pulso, eu já sabia o que fazer, havia ouvido histórias sobre pessoas que se cortavam, sobre o alívio que aquilo traria a dor que despedaçava meu coração todos os dias. O corte se abriu facilmente, logo, o sangue avermelhado se destacou na minha pele pálida, um sorriso brincou em meus lábios e em poucos segundos meus dois braços estavam cobertos de sangue, os cortes ficavam mais profundos a medida que eu percebia que a dor interior estava desaparecendo pouco a pouco, minha pele ardia e as lágrimas escorriam por meu rosto, mas mesmo assim, meus lábios sorriam e minha respiração ofegante parecia pedir por mais, voltei a tocar meu braço com a gilete e fechei os olhos, esperando por mais uma fração de alívio para meu coração.


Aquela era uma típica segunda-feira pra mim, o ano letivo acabara de começar e eu estava sentado no fundo da sala, como sempre, onde podia observar todos e continuar sendo “invisível”, observava os garotos da minha idade falando sobre suas experiências estúpidas das férias e as garotas soltando risadas escandalosas para chamar a atenção deles, desviei meu olhar para a porta e meu coração pareceu parar por um instante. Eu nunca acreditei em anjos ou coisas assim, mas naquele momento, parecia que todas aquelas histórias estúpidas eram reais. Ela era simplesmente perfeita, desde as bochechas rosadas ao sorriso tímido que todos carregam ao entrarem numa sala de aula cheia de desconhecidos, os cabelos loiros pareciam esvoaçar levemente e os olhos azuis encontraram os meus no instante em que ela entrou, abaixei o rosto e me amaldiçoei por isso no mesmo instante. Apenas quando senti um perfumo doce e percebi um leve movimento ao meu lado foi que notei que ela havia se sentado ali, meu coração batia tão forte que eu tive medo que ela pudesse ouvir, me odiei mais uma vez por não ter coragem de levantar o rosto e retribuir o olhar que ela me dera quando entrara, apertei com força meus cortes abertos naquela manhã e fechei os olhos, cerrando os dentes enquanto ouvia as carteiras se arrastarem, o professor estava na sala. Eu nunca pensei que um simples encontro me levaria a sangrar por vontade própria.

 
Ela estava parada a centímetros de mim, mas, mesmo assim, eu não conseguia ver seu rosto com clareza, as lágrimas embaçavam meus olhos e eu sentia que precisava me segurar para não me enrolar como uma bola ali mesmo e começar a chorar, como costumava fazer todas as noites. As palavras que haviam acabado de sair daqueles lábios perfeitos não podiam ser verdade, eu não suportava saber que mais uma coisa tão importante estava sendo tirada de mim novamente. Àquela altura meu coração já não existia, existiam apenas pedaços de dor que me mantinham vivo para sofrer cada vez mais.

-Eu te amo, Alexia! Te amo de um jeito que nunca pensei que seria capaz, quando eu pensava que as coisas tinham desabado por completo, que eu nunca conseguiria reconstruir a minha vida, você apareceu e me ajudou, se manteve ao meu lado e nunca desistiu, nem mesmo quando eu queria desistir de mim mesmo!

-Eu também te amo acima de qualquer coisa, Nathaniel, por favor, acredite em mim! Eu amo cada parte de você, cada cicatriz que você carrega em seu corpo e tenho orgulho do amor que você sente por mim, mas eu simplesmente não posso seguir em frente com isso. Eu preciso viver a minha vida, e não a sua, Nate. Você foi e sempre vai ser o maior amor da minha vida, mas agora eu não posso mais ficar ao seu lado, mesmo que isso estilhace meu coração em um milhão de pedaços, eu... eu simplesmente não posso.

Uma única lágrima escorreu do rosto dela, Alexia abaixou o rosto e balançou a cabeça, depois simplesmente virou as costas e correu, correu para longe de mim, para longe de tudo.

O caixão abaixava devagar, aquela seria a última vez em que eu o veria, a ideia de que Nathaniel nunca mais voltaria me destruía por dentro, as lágrimas escorriam por meu rosto sem parar, eu ainda conseguia me controlar, mas, sabia que a qualquer momento desabaria.

-Fique calma, Alexia. – Eu sussurrava para mim mesma.

Levantei a manga da minha blusa devagar e, com as mãos tremendo violentamente, tirei uma gilete do bolso, aquela era uma das várias que eu havia confiscado de Nathaniel, sorri ao pensar que aquela lâmina já havia percorrido a pele macia do maior amor da minha vida. Toquei meu próprio braço e estremeci ao sentir a ponta fria da gilete, fechei os olhos e levantei o rosto.

-Essa é pra você, meu amor.
FIM


 Opiniões:
Nefferson: Já era de se esperar que a parceria entre o Lucas e o Lindley daria certo. É claro que não houve nada de inovador na história de um garoto que ama demais e decide cometer suicídio, mas percebe-se que não foi uma escolha aleatória. Tanto o Lucas quanto o Lindley conseguem bons resultados quando trabalham com o drama. Eu sei que não deveria dizer, mas em breve o MMA diversificará os gêneros de seus Web-Livros, que vão agradar tanto os fãs do horror quanto os fãs do romance. Bem, conversaremos sobre isso mais pra frente. Por agora, basta dizer que o texto me agradou.

Ricardo: Um texto excelente, mas que não foi nem uma surpresa pra mim. Já esperava um drama, e já esperava que fosse ser algo com essa trama. Lógico que tocar nesse ponto é sempre bom pra nos fazer perceber que sempre tem alguém pra estar em uma situação pior que a nossa. Mas teria preferido que o mesmo se arriscasse em algo diferente, afinal, quero ver se ele tem a mesma capacidade pra lidar com outros gêneros além do drama. Já entendi que ele é bom com drama e já sei que ele é um bom crítico, mas ainda falta alguma coisa pra me conquistar.

Luiz: Então Lucas, achei a ideia do seu conto boa. Conheço um pouco essa coisa da dor física para aliviar a dor emocional, mas achei que você deveria ter explorado mais o seu conto, pois algumas partes dele ficaram que meio à cabeça do leitor saber o que aconteceu. Fora isso, sua escrita e narrativa estavam ótimas. Parabéns!

João: Os mentores dos candidatos que estiverem na Morte Súbita permanecerão com a opinião nula.

Participante: Mateus Antony
Tema: Livre

Alma Voraz

Prólogo
Somente a luz provinda dos postes iluminava a avenida. É madrugada de sexta-feira para sábado e todos os pacatos e pacíficos moradores de Goldenfields estão deitados em suas camas confortáveis, sonhando com aspirações possíveis e outras, impossíveis. Nada fora do comum para aquela isolada e pequena cidade de Washington, na Península de Olympic.

Pelo ou menos, até aquele momento.

Um som estrídulo cortou o silêncio. Parecia mais o som de um chicote estalando no asfalto, como o som de um pneu derrapando na pista. Segundos depois de que o som produzido, uma cratera se formou no ar. Uma ruptura na Muralha, que deveria ser fechada em alguns segundos pelo éter, mas não aconteceu. A imagem refletida no portal era de uma Montanha enorme com um castelo junto à ribalta. Nuvens negras cercavam o castelo e raios eram desferidos pelos ares em todas as direções. O céu estava negro e denso. A luz prateada da lua estava oculta pela consistência intransponível das nuvens.

A ruptura continuou aberta até que um vulto passou por ela com um zunido de asas batendo.

O vulto disforme assume contorno estranhos e depois, a sua verdadeira forma. Uma bela dama estava montada em um cavalo alado. A mulher era inegavelmente linda, fosse nesse mundo ou noutro. Sua pele era morena avermelhada. Seus cabelos caíam em madeixas negras cor de ébano que emolduravam seu rosto. Seus olhos eram enormes, mostravam de uma perspicácia e inteligência incomum para a maioria dos seres. Mesmo na mais escura noite, aqueles olhos violetas deveriam brilhar intensamente e talvez até fossem capazes de guiar um cego por um caminho em meio às montanhas íngremes de Galbahorn, reino onde o mal habita. Seus lábios eram grossos e avermelhados. Seu vestido bege estava rasgado e sujo de lama e sangue. Mas nenhum ferimento podia-se encontrar em seu rosto. Sua montaria era um belo corcel negro com asas com mais de quatro metros de diâmetro. O animal relinchou e deu bateu suas asas se mantendo suspenso no ar. Em seu braço esquerdo, a bruxa trazia um embrulho de tecido e no outro braço, trazia seu cetro feito de uma madeira resistente e maleável vinda de seu mundo. Descansando na ponta do cetro, estava uma pedra azul e reluzente, como uma energia misteriosa se movendo dentro dela.

Em seguida, vários vultos enegrecidos e disformes saíram do portal. Eram criaturas medonhas, que nunca deveriam estar acompanhando aquela bela dama. Criaturas essas denominadas de ogros, montando em cima de enormes lobos. Na verdade não eram lobos, mas são as únicas criaturas referentes no nosso mundo que possam ser comparadas com estas. Assim como seus montadores, essas criaturas eram igualmente medonhas.

Eram cinco ogros no total. Todos com os mesmos aspectos desprezíveis. Pele verde e macilenta. Dentes amarelados e tortos, projetando-se para fora da boca pequena demais para abrigá-los. Orelhas pontiagudas e na maioria das vezes cortada, substituídas por um toco por causa das batalhas sangrentas na qual participaram buscando saquear, roubar e matar — e às vezes os três objetivos de vez. Pequenos chifres cobriam a cabeça, curvos e minúsculos, quase imperceptíveis. Eram criaturas baixas, um pouco menor que os humanos, mas tão perigosos quanto um dragão descontrolado atacando um vilarejo. Um ogro armado somente com seu porrete seria capaz de matar vinte humanos facilmente.

As criaturas quais serviam de montarias para os ogros eram os rathorins. Enormes lobos com mais de dois metros de altura. Os olhos dessa criatura não são semelhantes aos de um lobo qualquer, mas são incisivos. Olhos de um predador nato e perigoso, que procura cada minucioso ponto estratégico onde a vítima pode desfalecer em segundos. As orelhas são pontiagudas e peludas, projetadas para frente, como as de um gato. Proporcionando-os assim uma audição direcional.

Os lobos rosnavam enquanto miravam a bruxa. Os ogros brandiam seus porretes no ar enquanto seus braços formigavam e a adrenalina corria por suas veias impulsionando-os ao iminente confronto.

A bruxa estava com a expressão pétrea e ilegível. Seus olhos corriam pelo campo de batalha, analisando cada minucioso detalhe.

Enquanto aquelas criaturas se enfrentavam, os pacatos morados de Goldenfields permaneciam em suas camas, sem nem imaginar que aquele evento que acontecia naquele exato momento estava prestes da dar uma guinada maluca e inimaginável em suas vidas.

Com um grito de guerra a bruxa partiu para o ataque. A pedra na ponta do seu cetro brilhou intensamente e lançou feixes de luz contra o asfalto. O feixe de luz ricocheteou e se dividiu açoitando os ogros que caíram dos rathorins. Quando o cavalo pousou a bruxa desceu e assumiu sua posição diante dos ogros. Os monstros se levantaram dificilmente com suas pernas curtas e desaforáveis. Um deles alcançou seu porrete e avançou em direção a bruxa.

Ela pronunciou uma palavra em seu idioma e novamente a pedra brilhou. Um jato de luz vermelha atingiu o ogro que entrou em chamas. O grito gutural foi o suficiente para pôr em pânico seus companheiros enquanto ele corria em círculos. Outro ogro encarou a bruxa com o olhar semicerrado, enfrentando-a. Eles murmuraram entre si e partiram para cima dela no mesmo átimo de segundo. O corcel escoiceou um deles mandando-o pelos ares. Outro foi atingido pelo cetro da bruxa. Mas um deles conseguiu golpear a bruxa com seu porrete. Por alguns segundos, ela ficou desorientada. Seus ouvidos estavam zunido e ela perdeu completamente sua noção de espaço. Soltou seu cetro no chão e segurou com toda força o embrulho que trazia junto ao peito. Ela caiu no chão e quando uma de suas mãos tocou o asfalto, ela pôde sentir as vibrações arrepiarem seus pelos. Estava ofegante, sua mente trabalhava a mil pensando em uma possibilidade de proteger aquilo que era trazia.

Um sorriso se abriu em seus lábios e os ponteiros de todos os relógios daquela rua congelaram. O tempo pareceu passar mais lentamente, para todos, menos para a bruxa. Ela estendeu sua mão e o cetro foi até ela. Como um tambor vindo das profundezas do inferno, os passos desproporcionais dos ogros ecoavam na terra. As ondas refletidas voltaram para ela com tal nitidez que mesmo de olhos fechados, ela pode localizar com precisão a posição exata de seus dois inimigos — e daquele que ela ateara fogo, que nesse momento corria em círculos em torno de um poste gritando loucamente.

E quando chegou a hora, ela não precisou estar de olhos fechados. Com um golpe do seu cajado ela jogou um dos ogros contra um carro, que imediatamente acionou o alarme que logo foi silenciado pela mesma. E com um simples movimento de sua mão, ela foi capaz de enlaçar o outro sujeito com cordas que se materializaram no ar.

Os rathorins rosnavam e tentavam abocanhar o corcel que brandia suas asas e desferia coices no ar, afastando aquelas criaturas. Até que um cercando o cavalo por trás conseguiu morder a coxa traseira com força, cravando seus dentes na carne. Os dentes afiados do lobo cortaram o pelo, os músculos, a gordura e os tendões como se estivesse mordendo manteiga derretida. O sangue espichou e escorreu pela boca do rathorin que balançou a cabeça rasgando e mordendo ainda mais fundo. Os outros lobos uivaram de modo supino e lançaram-se em direção ao cavalo.

Quando percebeu o que estava acontecendo com seu fiel companheiro à bruxa correu até ele e petrificou os lobos que tentavam agora encontrar outro ponto fraco em meio a agonia descomedida do pobre animal. Ao lobo que machucara seu corcel, ela reservou um destino especial.

— Maldita seja sua laia e aqueles que servem, ó praga! — esbravejou ela apontando o cetro para a criatura. Um raio azul atingiu o rathorin e o jogou contra um de seus companheiros petrificados partindo-o em milhões de pedaços. O lobo ganiu quando o feitiço continuou fazendo efeito, partindo cada osso em seu corpo.
O estalar dos ossos sendo quebrados alegrou estranhamente aquela dama. Ela tamborilou seus dedos no cetro e afastou o embrulho do peito, revelando o rosto inocente e em força de coração do bebê que trazia nos braços. Com força ela cravou seu cetro no asfalto para acariciar o rosto da criança com delicadeza, contornando a curvatura voluptuosa dos seus lábios pequeninos e avermelhados... Como os da mãe.

Olhando em volta, ela percebeu que seus problemas ainda não tinham acabado. O cavalo relinchava e se debatia com sua perna dianteira estendida em um ângulo estranho. Ela se aproximou do animal e acariciou sua fronte, sussurrando algumas palavras. O ferimento logo estancou e se fechou.

Somente nesse momento, ela percebeu o quanto os feitiços que ela fizera lhe abateu. Estava sentindo-se atordoada e fraca, prestes a desmaiar de tanta dor. Seus membros estavam débeis e ela tinha certeza que o gosto férreo que sentia molhando os lábios era o seu sangue. O corcel se acalmou novamente enquanto seu coração voltava ao seu ritmo normal. Com calma, ela ajeitou o bebê no colo e continuou. Os quatro ogros jaziam no chão, quietos — até o que agonizara em chamas estava mortinho da silva.

Somente um ainda se debatia, tentando escapar. E foi nesse que ela mirou e continuou a andar. Quando percebeu que a bruxa andava em sua direção o ogro tentou se afastar, rolando em direção ao portal que continuava aberto. Ele ofegava pelo esforço que fez tentando se livrar das cordas e agora sentia o peso desse empenho no momento mais decisivo de sua miserável vida. Ouvia o som imperativo do cetro se aproximando, acompanhando as passadas de sua assassina. Mas para a surpresa do ogro, ela não o matou. Com um movimento rápido, ela virou ele pelo ombro e encarou seus olhos cruéis, que agora perderam sua essência demoníaca e foram preenchidos com medo e apreensão.

— Volte a Galbahorn e dê uma mensagem a Ephraim... Ele perdeu, e essa derrota irá ecoar para sempre em sua mente, como um lembrete do quanto ele ganhou traindo nossa raça e sendo o progenitor das trevas. Lembre-o que foi Helena que disse isso. — em seguida, Helena empurra-o em direção ao portal que lhe engole em um fluxo mágico, teletransportando-o para seu mundo pátrio.

Helena olha com asco aquela Montanha ensombrada pelas nuvens negras e dá as costas aquela visão. Ela andou lentamente até a casa que escolheu dias antes. Onde um casal de coroas bem-apossados — não que esse detalhe tenha contado em sua escolha — tinha o sonho de ter um filho, pois seu primeiro morreu no parto. Bons cidadãos de acordo com as normas daquele mundo, decerto. Com um movimento do dedo indicador, Helena fez com que uma cesta se materializasse ali. Em seguida assentou com cuidado a criança no interior dela. Helena sentia como se estivesse arrancando seu coração do peito e depositando-o no peito de outra pessoa. Mas fora preciso. Um dia, sua pequena iria entender. Iria entender o sacrifício da mãe.  Mas, sobretudo, essa criança teria que ser forte.

Pois um batalhão gerenciado pelas trevas será direcionado contra sua vida. Helena odiava a ideia de condenar sua filha a esse destino inescapável, mas nunca faria se não soubesse que o sangue do clã Vance corria em suas veias. Tantos vassalos se ofereceram para a tarefa, tantos! Mas Helena sabia, que somente sua filha seria capaz de cumprir o destino que já fora pré-determinado para ela.

Com sutileza, Helena dá um beijo na testa do seu bebê e observa seu peito. No peito da criança, descansava um brilho ondulante e forte, incandescente. Era o éter, palpitando dentro do corpo da pequena criança, se fundindo com cada fibra do seu ser.

Opiniões:

Nefferson:  Interessante o tema escolhido, mas infelizmente não passou disso. Apesar de não ter identificado nenhum problema na sua narração, seu texto não conseguiu me passar emoção. Talvez se não fosse tão previsível, mas é algo que não se pode mudar agora.
 
Ricardo: Err...Você revisou isso antes de mandar pra cá, né? Encontrei vários erros bobos e confusões de palavras, logo na sinopse já tem uma...Eu sei que vai soar como perseguição, mas eu não ligo. Achei uma história mais do mesmo que não apresentou nada original, se eu juntasse alguns dos vários livros que já li e juntasse todas as histórias no mesmo lugar, daria um texto igual esse que li agora. Não sei se sua intenção é fazer referência a clássicos que já conhecemos ou se você não é criativo o suficiente pra criar um estilo seu. O fato é que sua narrativa me cansa, me dá sono, talvez até mais que as tramas que você escolhe. Mais um vez, você provou pra mim que merece estar aqui tanto quanto meu cachorro (e olha que eu nem tenho um).

Luiz: Os mentores dos candidatos que estiverem na Morte Súbita permanecerão com a opinião nula.

João: Eu estaria mentindo se dissesse que não adorei seu texto. Você escreve muito bem, Mateus, principalmente se levarmos em conta a sua idade. Acho que talento realmente é de família, porque sua irmã que ainda é mais nova está no mesmo caminho. Só quero que você fique atento a algumas coisas. Ainda acho que você escreve pra impressionar os jurados e não de maneira natural. Eu posso estar errado, é claro, mas se quiser um conselho, procure colocar mais de você mesmo nos textos ao invés de fazer tantas referências a vários autores que conhecemos. Assim seu texto fica mais pessoal e ninguém vai poder dizer que você não é um autor de personalidade. Parabéns!

Participante: Matheus Coelho
Tema: Livre

O Ritual Proibido
Yuki olhou através da pequena janela do quarto ao perceber que a lua voltara a aparecer. Não conseguia lembrar quando foi a última vez que vira uma lua cheia tão grande como aquela. A forte luz que brilhava nas águas escuras só deixava a vista dali mais incrível. Se realmente tinha que ficar isolada para a purificação aquele definitivamente era o melhor lugar. Tudo que se ouvia naquela região era o som das ondas do mar batendo nas rochas. Yuki gostava, mas não escutava mais nada há dias e já estava começando a se irritar.

Um dos sacerdotes acabara de deixar sua refeição, mas ela nem conseguiu tocar na comida. Não conseguia parar de pensar na sua irmã, que não via há dias. Se Miya estivesse ali provavelmente iria obriga-la a comer, mas não tirava da cabeça as palavras de seu pai. “O futuro da nossa comunidade agora depende inteiramente de vocês, esse será o destino das duas.” Seu pai era o Sacerdote Chefe da vila, e ele próprio um Remanescente. Ele havia realizado o Ritual do Sacrifício com seu irmão gêmeo há quase 25 anos e ele mesmo tivera a ideia de oferecer as filhas para o próximo, após o ritual dos irmãos Miura ter fracassado. Para ele e para quase todos da vila era uma honra. Uma glória eterna para a família. Mas Yuki e Miya Kimura pensavam diferente. Yuki achava extremamente cruel e desnecessário e nunca iria conseguir estrangular a própria irmã.

O novo ritual era dentro de apenas alguns minutos, mas Yuki e Miya tinham armado um plano com o irmão Miura Remanescente. Akira Miura havia orientado as irmãs que quando fossem ser levadas para o ritual elas deveriam correr o mais rápido que puder até o Grande Carvalho, que ficava ao sul da vila. Lá ele iria deixar as irmãs aos cuidados do seu amigo folclorista da cidade, que concordou em ajudar. Akira foi tomado por uma profunda angústia após ter estrangulado seu irmão gêmeo no Ritual do Sacrifício anterior e não queria aquele mesmo destino para suas amigas Yuki e Miya. Yuki sabia que aquele era o único jeito. Não queria mais fazer parte daquele lugar. Teria que se despedir de todos para sempre e iniciar uma nova vida com sua irmã.

Yuki vestiu o quimono branco que havia sido deixado para ela pela manhã e esperou. O Senhor Kimura, pai de Yuki, destrancou a porta minutos depois e entrou no quarto. Yuki pôde ver os Sacerdotes Velados do lado de fora, alguns seguravam tochas e outros carregavam varais budistas de metal.

-Está pronta, minha criança? – disse o pai de Yuki, quebrando o silêncio.

Ela apenas o encarou com seus olhos negros, deixando seu medo transparente. Seu pai forçou um sorriso cínico e estendeu a mão para ela. Como ele podia deixar a filha nessa situação? Como ele podia obrigar que sua própria filha estrangulasse a irmã em um ritual sem sentido? Yuki naquele momento desejou que seu pai estivesse morto.

- As Trevas não irão tolerar outro ritual fracassado. Nós precisamos de vocês – disse com calma.

Yuki nunca entendeu o que seu pai queria dizer com essas tais “Trevas”. Ele também costumava dizer às filhas que gêmeos tinham um poder espiritual muito grande e que elas um dia, assim como ele, iriam participar de uma cerimônia importante.

Yuki andou em direção aos sacerdotes, deixando seu pai com a mão estendida. Os sacerdotes usavam um manto todo preto com apenas um cinto de corda vermelho, o que era incomum para sacerdotes tradicionais. Porém o que era mais incomum era o véu que encobria seus rostos completamente. Yuki não entendia para o que servia aquilo e esperou o sinal de Akira, enquanto seu pai andava em sua direção.

De repente um forte estrondo rugiu. Os sacerdotes olharam surpresos para o clarão. Yuki soube imediatamente que Akira havia conseguido explodir alguma coisa e sabia que aquela era sua única chance. Então, ela começou a correr rapidamente para o sul da vila com seu coração quase escapando pela boca. Ela olhou para trás e viu seu pai gritar alguma coisa, enquanto apontava furioso para ela. Imediatamente vários sacerdotes arrancaram o véu do rosto e correram atrás dela. O local todo estava muito escuro e talvez fosse fácil despista-los. Yuki iria encontrar com Miya no Grande Carvalho se tudo tivesse dado certo pra ela.

Yuki começou a atravessar a ponte de madeira que separava os participantes do ritual do resto da vila. Ela rapidamente pulou o guarda-corpo e se pendurou para fora segurando nas tábua de madeira. Os sacerdotes cruzaram a ponte sem perceber Yuki e entraram na vila. Ela fez força nas mãos, subiu de volta e foi na outra direção.

Yuki viu Miya de costas para ela aos pés do Grande Carvalho e a chamou. Miya virou-se e pareceu que Yuki estava diante de um grande espelho. Além de gêmeas, Miya parecia ter a mesma expressão doce e suave no rosto. Apesar de ser mais nova Miya sempre cuidou de sua irmã, as vezes quase sendo uma segunda mãe. As duas irmãs se abraçaram forte.

-Você está bem, irmã? – disse Yuki enquanto uma lágrima escorria do seu rosto até cair no ombro de Miya.

-Estou... – Miya olhou para a irmã e continuou – Akira foi capturado, eles o descobriram. Ele disse que o amigo folclorista da cidade estará a nossa espera à beira do lago. Temos que ir pra lá rápido!

-Vocês estão cientes do erro que estão cometendo?

Yuki e Miya gelaram ao verem o Senhor Kimura diante delas e vários sacerdotes atrás dele carregando tochas. As duas começaram a correr rapidamente, adentrando a floresta.

-Peguem-nas! – gritou o Senhor Kimura para os sacerdotes.  Eles prontamente obedeceram as ordens e começaram a perseguir as garotas.

Miya era mais ágil e estava deixando Yuki para trás. A floresta era muito densa e nenhuma das duas conseguia enxergar mais que um palmo à frente. Yuki virou-se e viu a luz das chamas das tochas dos sacerdotes se aproximar.

-Miya! Espera! Não me deixa para trás!

-Vem rápido! – virou-se para Yuki enquanto corria.

Miya mesmo assim apressou o passo enquanto tentava lembrar qual era o caminho do lago, mas estava muito escuro... E silencioso de repente. Não conseguia mais ouvir Yuki ofegante. Miya parou e virou-se. Sua irmã não estava mais lá, não tinha mais ninguém.

-Yuki?! Yuki!

Miya começou a tremer, voltou um pouco pelo lado que veio, mas não havia sinal algum de Yuki.

Yuki estava a poucos metros dali e pôde ouvir sua irmã. Ela tentou gritar de volta, mas sua voz não saiu ao virar-se e dar de cara com os sacerdotes. Ela tentou recuar, mas os sacerdotes a agarraram. Ela se debateu com fúria e tentou chuta-los, mas eles começaram a leva-la de volta a vila. Yuki viu alguns sacerdotes irem atrás de Miya.

Yuki foi levada até a casa de um dos moradores. Ela sentou no chão quase soluçando enquanto ouvia os sacerdotes e residentes da vila ao seu redor tentando decidir como eles realizariam o ritual agora. Seu pai estava entre eles.

-Não temos mais tempo, Miya não voltará! O ritual deve ser realizado hoje ou as Trevas reinarão sob nossa comunidade! – disse o Sacerdote Chefe, o Senhor Kimura.

-Pai, por favor... Não faz isso! – Yuki soluçou.

O Senhor Kimura curvou-se para Yuki e limpou suas lágrimas do rosto.

-Não chore, minha criança. Há sacrifícios que devem ser feitos para um bem maior.

Yuki não percebeu nenhuma emoção na frase dele. Ela e sua irmã haviam sido criadas por seu pai com mãos de ferro. Ele sempre fora severo e duro, mas ela não imaginaria que um dia iria implorar por sua vida a ele. O Senhor Kimura ordenou que levassem Yuki até o Abismo Oco.

Yuki andou no meio dos Sacerdotes Velados até uma parte da vila onde nunca tinha ido antes. Ela viu uma corda improvisada amarrada em uma parte de madeira do telhado de uma casa próxima.  A ponta da corda estava atada de modo a formar um círculo, onde sua cabeça podia entrar facilmente. Yuki sentiu um frio maior percorrer sua espinha ao ver o Abismo Oco. Era um enorme buraco que estranhamente formava um quadrado perfeito de mais ou menos 8 metros em cada lado e com a lua cheia posicionada exatamente em cima. Yuki foi guiada até a corda, enquanto os sacerdotes começaram a rodear o abismo. Ela, a essa altura, já não acreditava mais que sua irmã voltaria para salva-la.

Miya finalmente havia achado o caminho de volta à vila. Tinha que salvar sua irmã. As duas eram unha e carne. Miya nos últimos dias tinha pensado como seria viver sem sua irmã e não conseguia suportar a ideia. A amava tanto que podia facilmente abandonar seu povo e não voltar nunca mais. Aquele ritual era sádico. Cruel. Desumano. Akira havia dito que para apaziguar as Trevas era preciso de jovens gêmeos idênticos. Ele mencionara que a energia liberada quando o irmão mais velho estrangulava o mais novo era tão forte que o povo da vila acreditava que era suficiente para acalmar as Trevas que viviam no Abismo Oco. Miya tentou afastar os pensamentos ruins e continuou correndo na esperança de encontrar o local do sacrifício.

O Senhor Kimura passou a corda sobre a cabeça de Yuki e em seguida apertou o nó no pescoço. Ela se equilibrava em pé em cima do corrimão da varanda no segundo andar da casa com as mãos atadas.

-Chegou a hora, filha – disse o Senhor Kimura antes de dar um beijo no rosto dela.

O Senhor Kimura a empurrou forte. Yuki gritou ao cair da varanda, seu corpo ficou suspenso pela corda em volta de seu pescoço. Ela começou a agitar as pernas histericamente e tentou soltar as mãos, mas nem sequer conseguia chorar mais. A corda balançava o tempo todo e seu corpo girava enquanto ela tentava desesperadamente respirar. Então Yuki começou a sentir sua visão escurecer, suas pernas vagarosamente acalmaram e a última coisa que pensou foi por que Miya não havia voltado por ela.

Após cortarem a corda, o corpo de Yuki foi levado pelos sacerdotes até a beira do abismo. O Senhor Kimura conduziu o processo de perto, enquanto alguns moradores murmuravam preces. Dois sacerdotes levantaram o corpo de Yuki e o mergulharam na escuridão infinita que habitava aquele lugar.

Miya atravessou a ponte de madeira em busca de Yuki quando de repente ouviu um estrondo enorme. Ela sentiu o chão tremer e ouviu um forte zumbido no ouvido. Miya seguiu o barulho até um grande portão no lado norte da vila. Ela viu alguns moradores e sacerdotes correrem desesperados para fora, gritando de pavor. Eles nem pareceram nota-la, só estavam preocupados em fugir dali.

Miya adentrou o local confusa e viu Abismo Oco. O zumbido parara e o lugar parecia estar vazio. A lua encoberta pelas nuvens deixava tudo mais escuro. Miya andou em direção ao buraco quando de repente um relâmpago iluminou tudo. Vários corpos mutilados estavam espalhados em volta da área toda. Sacerdotes e moradores jaziam banhados em sangue. Miya gritou, recuando para trás e tropeçou. Ela virou e viu seu pai engasgando sangue na sua frente. Ele tentou dizer algo para ela, mas foi interrompido quando seu pescoço girou sozinho para o lado rapidamente.  Miya gelou ao ouvir o estalo dos ossos. Ela rapidamente se levantou e ouviu uma risadinha.

Miya virou-se e deu de cara com Yuki de cabeça abaixada, em pé, à beira do abismo. Seu quimono branco estava encharcado de sangue. Yuki levantou seus longos cabelos negros expondo uma terrível marca vermelha em volta do pescoço e começou a gargalhar. Os risos agudos eram assustadores, não pareciam ser humanos. Miya percebeu que aquela não era mais sua irmã e sentiu uma forte onda de medo percorrer seu corpo. Ela virou-se rapidamente preparada para sair, mas de repente os risos cessaram. Então, Yuki apareceu de frente para Miya de repente. Ela caiu para trás e se pôs a recuar.

-Você vai me deixar de novo? – Yuki sussurrou numa voz medonha enquanto se aproximava rápido de Miya – Você vai me deixar pra trás de novo, irmã? Você deveria ter cuidado de mim – Yuki riu.

Miya gaguejou, mas não conseguiu dizer uma palavra. Ela virou-se para o abismo e viu uma onda negra de escuridão engolir toda a vila. Virou de volta para o que um dia foi sua irmã e a última coisa que viu foram seus enormes olhos negros tomados pelas Trevas.


Opiniões:
Nefferson: Eu achei que o Lucas já estava com a batalha ganha, mas seu texto acabou me surpreendendo igualmente. Dessa vez você fez um bom uso do clichê e empregou uma narrativa bem estruturada como havíamos aconselhado. Parabéns!

Ricardo: Definitivamente essa é a história que mais me agradou nessa noite. Apesar de não ser a nona maravilha do mundo. Ele soube criar uma história interessante em cima de uma trama clichê. Apesar de ter uns errinhos bobos, nada que tenha comprometido a história.

Luiz: Mateus, gostei muito da sua história, de início não me chamou muito a atenção. Mais aos poucos eu fui me envolvendo e entrando no universo das irmãs. Além do mais, gosto muito dessa coisa oriental e tudo mais, ainda não cheguei ao fim do conto, mas se continuar nesse ritmo, sinto que será muito bom. Parabéns!

João: Os mentores dos candidatos que estiverem na Morte Súbita permanecerão com a opinião nula.

Mateus: Como vocês viram, nossos jurados essa semana tiveram opiniões completamente diferentes. E agora é hora do babado. Quem vocês eliminam?

Ricardo: Bom, por incrível que pareça, essa foi a MS mais fraca que tivemos. Até algumas MS em que houve desistentes foram mais emocionantes. Parece que nenhum dos autores mostrou todo seu potencial. O que é uma pena. Saibam que os que ficam, não ficam por terem sido melhores e sim, por terem sido menos piores. Meu voto é no Mateus Antony, pelos motivos já citados na minha avaliação do texto dele lá em cima. Além disso, analisei toda a tragetória dos participantes dessa MS e na minha opinião o Mateus foi o que menos se esforçou pra se manter na competição.

Nefferson: Me identifiquei bastante com o que o Coelho e o Lucas apresentaram. E como disse lá encima, o texto do Antony não conseguiu me passar emoção. Então meu voto será pra ele.

Luiz: Ai, sempre a hora tensa. Lucas meu lindo, minha opinião você já sabe. Você também Mateus. Nessa semana, por se sobressair na história, eu salvo o Mateus e elimino o Lucas. Sinto que você não mostrou todo o seu potencial na história, pois você escreve muito bem! Não fica bolado comigo tá? *-*

João: Nossa, nem acredito que um de vocês vai sair. Juro que demorei décadas pra tomar uma decisão porque gostei do trabalho de todos vocês. Mas preciso ser justo independente da amizade que tenho com os concorrentes. Então meu voto vai pro Matheus Coelho. Adorei o que você preparou, de verdade, mas o Antony e o Lucas me deixaram bastante satisfeito. Bem, acho que nem vai fazer muita diferença, porque já temos um mais votado.

Mateus: Isso mesmo Lindley. Acumulando dois votos, o eliminado da semana é o Mateus Antony. Ai chará, que triste =\. E eu achei seu texto super maneiro, mas enfim né geit. Jogo é jogo. Uns ganham e outros perdem.

Caso tenham alguma reclamação, sugestão, elogios ou queiram fazer barraco por causa da eliminação, usem os comentários, HAHAHA!

Vejo vocês amanhã no post de votação,

Bêj.

 Gif exclusivo do momento em
  que Ricardo elimina Antony:
Porque rir é o melhor remédio.









          
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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. Poxa, eu torcia para o mateus! mas parabéns lucas e matheus coelho, vcs mereceram! achei o conto de mateus recheado de fantasia, como os bons e clássicos textos de tolkien e rowling :D

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  2. "Mais um vez, você provou pra mim que merece estar aqui tanto quanto meu cachorro (e olha que eu nem tenho um)." Nossa, achei o Ricardo um pouco grosso nesse comentário. Poxa, o garoto escreve bem, ele merece estar no concurso, assim como todos que passaram para essa segunda fase mereciam.

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  3. Torcendo para o Valdir, as histórias dele foram as que mais me agradaram. Então o Luiz que me perdoe, porém é isso.

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