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[Crítica] Valente



Direção: Mark Andrews & Brenda Chapman
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 93 minutos
Título Original: Brave

Crítica:

Mude seu destino.

Eis mais uma animação com a marca Disney/Pixar, que estreou nos cinemas nacionais em 2012, e - assim como esperado - foi muito bem recebido pelo público e crítica. Foi vendido como uma animação inovadora para os padrões da Pixar, sendo este, o primeiro longa-metragem focado em uma personagem feminina, neste caso, a ruiva Merida. A ideia era surpreender com o óbvio, uma vez que histórias com princesas existem aos montes, porém, era a hora de acompanhar sob a perspectiva de Pixar, que sempre dá um toque de inovação aos seus projetos.

Na história, Merida é uma princesa frustrada, pois está sempre sendo limitada a fazer papel de mocinha, o que impede os seus verdadeiros desejos de ser uma guerreira. Sua mãe é controladora e se esforça para que a filha tenha a postura de uma princesa de classe, mas todos os esforços são tolos diante da postura rebelde de sua filha. Depois de descobrir que três príncipes nada formosos iriam disputar sua mão, Merida busca desesperadamente por saídas alternativas. Uma vez na floresta, ela segue estranhas luzes azuis - que supostamente deveria guiá-la ao seu verdadeiro destino. Não demora muito para ela encontrar com uma bruxa, que pode fazer todos os seus problemas desaparecerem... Ou simplesmente mudarem.

Antes de parecer injusto, gostaria de declarar que esta é uma ótima animação, mas não foi uma das minhas preferidas do ano passado. De fato, fiquei muito mais empolgado com Frankenweenie e, até mesmo, ParaNorman. Alguns podem apontar que os dois filmes que citei como exemplo usam de elementos dos filmes de terror, mas isso é apenas uma coincidência, afinal, gosto de todos os tipos de animações. Eu, inclusive, adorei a nova versão da Rapunzel, Enrolados. O problema é que eu esperava bem mais, considerando que este é um filme produzido pela Pixar. O filme em si está OK, mas não há nada inovador, o que é decepcionante.

Então vocês podem imaginar a minha surpresa quando soube que Valente recebeu o Oscar de Melhor Animação. Até voltei a assistir o filme, tentando encontrar uma nova perspectiva, porém, minha opinião não mudou. Valente não surpreende e poderia ser bem melhor, apesar de ainda ser bom. Geralmente não falo muito sobre o assunto, porém, é impossível deixar passar a trilha sonora. Eu não gostei. Assisti na versão original e dublada, e, apesar da original ser milhões de vezes melhor, não chega a altura dos grandes clássicos. Além do mais, fazer versões em português das músicas na voz da Manu Gavassi foi um erro grotesco.

Como de costume, temos diversos personagens carismáticos no filme. Em destaque há a bruxa que deu início à trama do roteiro. Ela é uma das melhores personagens, mas o roteiro a desperdiça completamente. Esperava que ela voltasse para a história em algum momento, mas não aconteceu. Pelo menos há uma cena muito engraçada com um recado pré-gravado dela. As relações familiares também são muito bem exploradas na história, o que não deixa de ser uma surpresa. A protagonista não acha sua vida justa e está sempre contra as ideias de sua mãe sobre o seu futuro.

Essa história de princesa guerreira era um ótimo tema para se explorar. Não digo que é original, pois já foi visto antes, mas reviver a história em um cenário Viking, onde as mulheres não tinham direito de serem fortes e ainda deveriam se conformar com casamentos arranjados, deveria garantir um ar fresco para o enredo. Infelizmente, essa subtrama só teve o destaque merecido no começo da história, e acabou sendo pressionada por outros conflitos da história. Em contrapartida, a relação de mãe e filha é um dos detalhes mais bem trabalhados pelo roteiro, o que garante uma boa conclusão. Como já disse, é bom, mas existem melhores.


Trailer Dublado:

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