sexta-feira, 19 de abril de 2013

[Crítica] Frankenweenie


Direção: Tim Burton
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 87 minutos
Título Original: Frankenweenie

Crítica:

Um cão eletrizante está de volta do túmulo.

Se vocês repararem a evolução dos desenhos, ficarão de boca aberta. Assim como as crianças atuais, as animações passaram por mudanças, tornando-se mais ágeis. Atualmente, muitos filmes de desenhos têm se aventurado em explorar temas mais adultos, agradando não só os pequenos, como também os seus pais. O caso de Frankenweenie é ainda mais evoluído. Essa animação é praticamente toda voltada ao público já crescidos, trazendo poucos atrativos aos olhos dos menores. Vamos entender melhor esse caso? Então desenterrem seus bichos de estimação mortos e vamos começar.

A história gira em torno de Victor Frankenstien, um garoto solitário e sonhador, que tem como ser melhor amigo, o seu cão, Sparky. Depois de ser alertado que algo terrível iria acontecer, seu cachorro é atropelado por um carro e morre. Infeliz com o cruel destino, Victor decide usar da ciência para trazer o seu cão de volta dos mortos. A experiência dá certo, mas quando seu segredo é exposto, as consequências se tornam maiores do que ele poderia prever. Agora, Victor terá que contar com seu cachorro para reverter uma situação chocante que pode acabar com a cidade.

Todos que conhecem as produções de Tim Burton já sabem exatamente o que esperar do visual dos seus filmes, especialmente suas animações (como A Noiva Cadáver). Seus personagens são esqueléticos - com uma aparência pouco saudável -, e, na maioria dos casos, são depressivos. Junte isso ao fato do diretor trazer uma animação em preto e branco, e vocês entenderão porque essa não é uma animação altamente recomendada para as crianças. O texto também é bastante adulto, com diversas referências. Apesar disso, apresenta algumas poucas situações em preocupação com os menores.

Obviamente, essa é uma versão do clássico Frankenstien. Além do nome do protagonista, é que o mesmo do doutor que dá a vida a uma criatura no clássico de terror, há diversas outras referências que irão fazer os fãs do original darem um sorriso. Posso destacar o pelo da cadela por quem o Sparky é apaixonado, que é idêntico ao usado pela noiva de Frankenstien, incluindo as mechas brancas, que ela adquire no decorrer do longa. E, incontestavelmente, o desfecho da história, que se passa em uma colina, onde um moinho é incendiado - sob circunstâncias muito diferentes, devo acrescentar.

Vários dos personagens apresentados são interessantes, mas nenhum se destaca tanto quanto a Weird Girl (Garota Esquisita, em tradução livre). Ela é extremamente icônica, com seus olhos arregalados e sua voz sussurrada. Sem contar o seu gato, que parece exatamente como se fosse a verão animal dela. Todas suas cenas são sensacionais. Weird Girl merecia protagonizar um filme só dela. Porém, é provável que não teria muitas falas. Apenas olhares. Muitos olhares de tensão. E o que dizer das previsões inusitadas feitas de uma forma inesperada pelo seu gatinho? Deixarei a surpresa para quem ainda não assistiu, mas é impagável.

E, além de todos esses elementos previamente comentados, o terceiro ato é muito emocionante, aos nos apresentar uma versão trash dos filmes de terror antigo, com direito a ataques de criaturas e muito pânico. Em minha opinião, essa foi uma das melhores animações daquele ano. Sou apaixonado pelas produções do Tim Burton e mal posso esperar para poder ver a próxima. Nem preciso dizer que vocês devem assistir, certo? Isso se ainda houver alguém que não assistiu. Recomendado também para os fãs de terror. Não terão corpos mutilados, mas certamente se divertirão bastante.


Trailer Dublado:

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