quinta-feira, 11 de abril de 2013

[Crítica] Cidade Fantasma


Direção: Todor Chapkanov
Ano: 2009
País: EUA
Duração: 85 minutos
Título Original: Ghost Town

Crítica:

Aqui todos correm perigo.

Eu realmente ainda não consigo entender porque eu continuo assistindo estes filmes feitos direto para o vídeo. Ainda mais aqueles que são produzidos pela Syfy. Acho que eu pensei que poderia sair algo diferente, desta vez. Até porque, este não se trata de um filme de monstros ou animais assassinos. Estamos falando de fantasmas, o que não requer muitos efeitos visuais defeituosos. Se o diretor for inteligente, na verdade, não requer efeito visual algum. Mas, essa opção esteve somente em minha imaginação, porque o resultado final é tão ruim quanto qualquer outro.

A história gira em torno de um grupo de estudantes e alguns professores que estavam viajando dentro de um ônibus, depois de uma competição que eles perderam. Logo, eles se perdem e acabam encontrando uma cidade abandonada. Não demora muito para eles perceberem que não estão sozinhos, porque a cidade é assombrada por um grupo de fantasmas pistoleiros (!!) que estão presos no local por venderem suas almas mortais ao diabo. Agora, a única saída dos jovens, é encontrar um totem perdido e enterrá-lo em seu devido lugar, para acabar com o mal de uma vez por todas.

Clichê. Clichê. E clichê. Esta é a palavra que define e define e redefine este filme. Sinceramente, o roteiro é tão raso e idiota, que ele nem tenta explicar qualquer coisa. Somos obrigados a testemunhar uma série de burrices de adolescentes idiotas que só pensam em transar em todos os cômodos assombrados do local. Como se transar na poeira e sujeira fosse tão excitante, que eles não agüentam ficar mais vestidos em uma cidade abandonada com aquela. É muita estupidez para poucos personagens. E ainda temos uma protagonista semi-bruxa, para definir o clichê de vez.

Os efeitos visuais são usados com tanta freqüência, que chega a ser irritante. Alguém apresenta o poder da maquiagem para esses produtores, por favor? A cara dos fantasmas sempre aparece se transformando em caveira por computação gráfica, como se isso fosse divertido e assustador. As mortes, uma pior do que a outra, também contam com uma grande quantidade de CGI. Como exemplos, temos covas que abrem sozinhas e uma tempestade sobrenatural muito da cretina. Mas o prêmio de “Pior CGI do ano”, fica por conta da morte do motorista, que vomita a computação gráfica, literalmente.

Ainda temos uma pequena reviravolta, onde um personagem, aparentemente morto, retorna como se nada tivesse acontecido. E se vocês pensarem que esse sobrevivente fará algo para valer o seu retorno, está completamente enganado. Outra coisa sem o menor fundamento, são os fantasmas atirando com suas balas fantasmas em suas vítimas. Em um filme de cidade fantasma, tem algum sentido vermos um tiroteio entre os vivos e os mortos? É, foi o que eu pensei.

Enfim, corram o mais longe possível desta porcaria. É igual a qualquer outro filme produzido pela SyFy. Sem roteiro, sem personagens carismáticos e sem bons efeitos. É uma verdadeira pena, não é verdade? Tenho certeza que muitos diretores competentes e independentes fariam muito melhor por muito menos. E eu ainda não consigo imaginar como estes diretores sem qualquer talento continuam fazendo filmes. Tudo bem que é direto para a TV, mas não vamos produzir qualquer porcaria, pessoal. A dignidade ainda existe... Ou pelo menos é o que eu acho. Fujam para as colinas!


Trailer:
 Não há trailer para esse filme.
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