sábado, 13 de abril de 2013

[Crítica] Anjos da Noite


Direção: Len Wiseman
Ano: 2003
País: EUA
Duração: 121 minutos
Título Original: Underworld

Crítica:

Uma batalha imortal pela supremacia.

Esse tema de vampiros está mesmo desgastado ultimamente, certo? Depois do sucesso de uma certa franquia adolescente, várias pessoas passaram a pensar que todos os vampiros são uma espécie de piada. E convenhamos que eles são umas das criaturas mais letais e cruéis dos cinemas, certo? Será que vocês se esqueceram de 30 Dias de Noite? Ou até mesmo do pouco conhecido Stake Land - Anoitecer Violento? Pois, para calar a boca de todos, mais uma vez, os vampiros surgem em mais uma franquia interessante e, desta vez, eles não estão sozinhos... Vampiros vs. Lobisomens, por quem vocês torcem?

A história deste primeiro filme segue a vampira Selene, que é uma verdadeira guerreira dos tempos modernos, combatendo, com todas as suas forças, os temíveis e fortes lycans – os lobisomens, seus eternos inimigos. Não demora muito para a vampira desconfiar que os lobisomens têm interesse em um humano em particular, Michael, e precisam dele para vencer uma guerra de espécies que dura anos. Agora, ela terá que convencer os outros vampiros de seu covil, mas as coisas parecem complicar quando o humano é mordido e um poderoso ancião vampiro volta à vida. Quem vencerá esta batalha?

Este definitivamente não é o primeiro filme a explorar esta rivalidade entre vampiros e lobisomens, mas o roteiro é tão bem construído, que parece que estamos vendo uma proposta nunca antes mostrada antes. Uma das coisas mais importantes, é a fotografia. Apesar do filme se passar nos tempos atuais, ele não perde em nada para os filmes passados em épocas passadas. Temos um charme e belas locações. Além disso, o tom azul-prateado de todas as cenas combina perfeitamente com a temática da história. É como afundar nas entranhas do goticismo – e tudo com muitos tiros, é claro.

Talvez, uma das principais causas do sucesso, foi a quantidade de gêneros diferentes em apenas um roteiro. Temos terror, suspense, ação, aventura e... Romance (oi?). Calma, odiadores de Crepúsculo. O romance é apenas um detalhe na trama, o que ganha força mesmo são as cenas de ação e tiroteio desenfreados. Além disso, temos uma boa dose de violência, com direito a mutilações e outras séries de barbaridades que adoramos. É claro que não podemos esperar um O Massacre da Serra Elétrica, mas a violência é suficiente para animar os fãs do gore.

Os efeitos visuais, tão criticados hoje em dia, são fundamentais na maioria das cenas. Principalmente na transformação dos lobisomens, que é muito bem feita. Não temos do que reclamar, neste caso. É óbvio que choveria CGI, porque não daria para usar os efeitos práticos nas cenas mais tensas, onde os lobisomens saltam loucamente ou se transformam diante dos nossos olhos. Mesmo assim, o diretor faz questão em não usar efeitos visuais em todas as cenas, optando para fantasia de lobisomens em diversas cenas. As fantasias estão muito bem feitas, por sinal. Os lobisomens deste filme lembram bastante aqueles vistos em Cães de Caça.

Bem, esta é uma das minhas franquias favoritas, então eu nem preciso dizer que vocês têm que correr e assistir, certo? Até porque, aposto que a grande maioria já assistiu, assim espero. Só tive pena do desfecho do lobisomem líder, que mostrou o seu verdadeiro potencial no terceiro ato. Pelo menos, seríamos consolados mais tarde, com uma prequel, onde ele é o grande protagonista. Mas nós ainda vamos chegar lá, temos que esperar, até porque, ainda falta a segunda parte para começarmos a falar primeiro. Vocês ainda estão com fome de batalha?

Trailer Legendado:

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