sábado, 13 de abril de 2013

[Crítica] Anjos da Noite 3: A Rebelião


Direção: Patrick Tatopoulos
Ano: 2009
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título Original: Underworld: Rise of the Lycans

Crítica:

Toda guerra tem um começo.

Acho que todos têm de concordar que a franquia Anjos da Noite é ótima. Além disso, ela vem tendo ótimas bilheterias e críticas. Apesar da história da Selene não ter tido fim ainda, os produtores resolveram que o terceiro filme seria uma prequel, para mostrar o que aconteceu exatamente no passado trágico e como se originou a rixa entre os vampiros e os lycans. Apesar de muitas pessoas não gostarem, eu considero uma prequel inteligente e difícil de ser feita. É quase impossível pegar uma história que já aconteceu, respeitar uma cronologia já existente e, principalmente, torná-la útil.

A história deste filme gira muito antes do anterior, onde o Viktor era respeitado pelos vampiros, tinha um filha valente diante do conselho e escolheu um lobisomem para tratar como filho, Lucian, por ele ser diferente dos outros. A situação se complica quando Viktor descobre que sua filha e o lycan estão apaixonados. Temendo uma combina das espécies, o que Viktor considera uma abominável, o casal passa a ser caçado, na mesma medida em que Lucian descobre no lado dos lobisomens, a força para vencer esta batalha.

Como eu já disse, tirar uma história do passado pode ser um verdadeiro tiro no pé, porque o passado sempre voltar para te assombrar. Neste caso, a situação é ainda pior. Afinal, a saga de Selene ainda não havia atingido sua conclusão e a mudança da protagonista poderia afastar o público de uma forma devastadora. Quem poderia ser mulher o suficiente para assumir o lugar de Kate Beckinsale? A resposta que procuramos é Rhona Mitra, que desempenha muito bem o seu papel de mocinha, mostrando que pode literalmente tomar uma franquia nas mãos.

O mais interessante desta história, é que ela não se passa nos dias atuais. Então a ambientação pode ficar livremente de acordo com o que os dois filmes anteriores apresentaram. Temos grandes florestas escuras e carruagens. Além disso, temos aqueles castelos rústicos dignos do conde Drácula. As roupas também são interessantes e condizem com a época, apesar deu sentir falta do couro preto e apertado usado pela Selene. É simplesmente insuperável, não é mesmo?

A história segue basicamente como havia sido contada no primeiro filme. Quem tem boa memória, sabe que não acaba nada bem. E este é um fato que nós carregamos todo o filme. Como fazer um filme com um final obviamente ruim ficar interessante? Não podemos esquecer, a mocinha morre e o Viktor está presente no primeiro filme. Sendo assim, não são spoilers, são duras realidades. Felizmente, o roteiro não se resume apenas a ele, mas também, a ascensão dos lobisomens, de simples selvagens controlados a inimigos poderosos, que podem lutar e revidar por igual. É sobre isso que esta sequência trata, com muito bom senso, por acaso.

Esta é uma prequel digna, apesar do trágico final que não pode ser mudado. Não é necessário ser assistido para a compressão da saga da Selene nos dias atuais, mas seria realmente uma pena pular esta parte, porque ela é muito digna. E o mais legal é que o final deste, leva exatamente ao começo do primeiro filme. Um toque interessante. Destaco a cena em que um verdadeiro exército de lobisomens vem em direção aos vampiros. Os efeitos visuais estão ótimos, como sempre. Partiu para o quarto filme? Selene está doida para entrar em ação!

Trailer Legendado:

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