sexta-feira, 5 de abril de 2013

[Crítica] 666 Park Avenue - 1x13: Lazarus (Series Finale)


O legado do diabo.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Chegamos ao último episódio de 666 Park Avenue, finalmente. Apesar de um cancelamento prematuro, os produtores nos garantiram um final amarrado, o que pode ser considerado um luxo para os fãs da série, uma vez que é difícil uma novata receber um tratamento especial. E eu devo confessar que eu gostei muito deste último episódio, que fechou a história de uma forma surpreendente e digna. Preparem-se para o Series Finale, porque todo o inferno está a solta.

Como todos os inimigos do Gavin foram eliminados no episódio passado, neste, só restou o destino de suas vítimas, ou seja, os dois casais que estamos acompanhando desde o começo da série. Sendo este o final absoluto, eu não esperava que os dois casais se dessem bem, então um deles provavelmente seria tragado diretamente para o inferno. E, considerando que a Jane é a grande protagonista da série, não esperava que fosse ela. Muitos poderiam considerar que o Gavin seria vencido e o Drake liberto de todo o mal, porém, essa opção nunca passou pela minha cabeça. Como eu já disse, com todos os inimigos derrotados, só bastava o Gavin administrar o destino de suas vítimas.

O pai da Jane apareceu no episódio passado, mas não fez nada de relevante, tanto que esqueci de mencioná-lo na crítica. Porém, suas ações foram determinantes para o final dessa série. Soubemos mais sobre a misteriosa morte da mãe da Jane, que se afogou na própria banheira. É claro que tem o dedo do Gavin no meio disso tudo, mas eu me surpreendi quando ele revelou que eles tinham um caso. Voltando ao foco, o pai da Jane foi até o Drake para tirar a sua querida filha a força do prédio. Mas o diabo já havia previsto isso e o usou para atirar no Henry. Resultado? Papai recebeu um ticket direto para o inferno.

Aliás, nem pai da Jane ele era de verdade. Em uma das reviravoltas mais legais da trama, foi revelado que o próprio Gavin para o pai dela. Realmente não esperava por esta revelação e foi muito legal ver que a Jane recorreu ao Gavin quando teve a chance, ao invés de ficar ao lado do homem que achava ser o seu pai de verdade. Ela já havia feito a sua escolha antes mesmo de saber dos segredos mais profundos do Drake. E, claro, para salvar o Henry, ela não hesitou ao aceitar o acordo do seu verdadeiro pai. Sendo assim, Henry venceu nas eleições e Jane ficou ao lado do Gavin, com todo o luxo e sucesso que poderia querer. Não foi ruim, certo?

Já o outro casal ignorado da trama, Louise e Brian, foram emparedados pelo Gavin. Em uma decisão estúpida, eles decidiram voltar para o lugar onde emparedaram o corpo da Louise, mas acabaram sendo surpreendidos pelo Gavin, que revelou que ser o dono deles. Confesso que esse desfecho poderia ter sido bem melhor. Eu imaginei algo como o corpo da Louise todo quebrado voltando do inferno, perseguindo-os e os levando para o inferno pessoalmente. Seria muito mais legal e teria bem mais impacto visual do que eles abraçados e condenados ao inferno.

Então, no final do mal venceu, como já era de se esperar. Gavin conseguiu ficar ao lado de sua filha, afinal de contas. O diálogo final entre pai e filha foi muito bom e serviu para mostrar ao espectador o que aconteceria daquele momento por diante. Com a Jane grávida, Gavin planeja colocar o anticristo no mundo para dominar o mundo. Gostei bastante desse desfecho e considero que os roteiristas fizeram um ótimo trabalho em dar uma conclusão rápida a história. A única que ficou de fora foi a Nona, que pode ser a única que tem chances de parar o mal, considerando que ela sabe de tudo. Porém, como não veremos mais nada a respeito, o mal realmente ganhou e o inferno irá se abrir na terra. Fugir para as colinas não salvarão vocês.
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