domingo, 3 de março de 2013

[EA] Eliminação #1


Olá pessoal [/anapaulavaladão] hoje é o dia da eliminação.

Vamos saber quem continua nessa disputa de resenhar, criar e surtar nesse lindo blog. Vamos a loucura ou não? João, eu to meio confuso com o que aconteceu, conta pra gente.

João: Então Mateus, estava tudo certo pra nossa disputa de hoje até que recebi uma mensagem do concorrente Guilherme dizendo que deixaria a competição. Ele deu um desculpa esfarrapada, mas ca pra nós, ele realmente não queria estar aqui, e tenho percebido isso desde o começo. Todos os outros competidores sempre comentam, agradecem votos e participam do que propomos, mas esse garoto é como um turista por aqui.

Enfim, essa foi a decisão que ele tomou, então temos que respeitar. Mas eu acho que vocês precisam começar a levar isso aqui a sério. Não é uma brincadeira como alguns pensam, e também não é uma coisa feita apenas pra se divertir. Então, se esforcem, batalhem, ou poderão sair como o Guilherme, alguém que simplesmente achou mais fácil desistir.

Mas como o candidato Gustavo Aguiar fez a sua parte, nada mais justo que postar seu texto, mesmo que já tenha garantido mais uma semana na disputa.

Participante: Gustavo Aguiar 
Tema: Cena Aleatória para a franquia de filmes A Morte do Demônio (Evil Dead) 

EVIL DEAD (final alternativo)

                Scott estava sentado no sofá, muito ferido. Cherryl ainda estava presa no porão e Linda, já possuída, dava gargalhadas para Ash. Ele, nervoso, mandava ela se calar, mas não adiantava.

                -Nós vamos pegar você, nem mais um pio. Hora de ir dormir. – Cantarolou ela. – Ash, possesso de raiva, a golpeou no rosto, mas ela continuava gargalhando.

                -Junte-se a nós, Ash. – Falou uma voz grave que ecoou pela cabana. Linda ficou em silêncio.  Ash percebeu que a misteriosa voz vinha do porão. Logo depois, escutou a voz de Cheryl.

                -Ash, por favor. Ajude-me. Tire-me daqui. Eu já estou bem. – A garota não tentava mais abrir o alçapão. Ash aproximou-se devagar e colocou os ouvidos próximos ao chão para tentar ouvir algo. No entanto, sobressaltou-se quando as mãos de Cherryl quebraram o piso de madeira e tentaram agarrar seu rosto. Ele levantou-se rapidamente, assustado. Linda começou a rir novamente, e ele a esbofeteou no rosto.

                -Calada! – Gritou ele. Linda, novamente, ficou calada. Colocou a mão sobre o rosto e virou-se para o namorado devagar.

                -Ash? – Disse ela – Ash é você? – Seus olhos e todo seu rosto haviam voltado ao normal. Ela aproximou-se dele para abraça-lo, mas Ash a segurou.

                -Linda, é você mesma? – Perguntou.

                -Mas é claro que sou eu. – Os dois se abraçaram apaixonadamente. Ash tirou de seu bolso o colar que havia dado a ela e colocou em seu pescoço.

                -É pra você não se esquecer de quem é outra vez. – Disse ele. Ela sorriu e colocou a mão sobre o colar. – Se sentir que está tomando conta de você de novo, olhe para ele e lembre-se de mim.

                Ash e Linda levavam Scott para o carro. Mesmo do lado de fora da cabana, escutavam os gritos de Cherryl tentando sair do porão. Linda abriu a porta traseira do veículo e Ash, cuidadosamente, deitou o amigo no banco.

                -Você disse que a ponte estava bloqueada. – Disse Linda.

                -E está. Vamos tentar pegar um atalho pelo bosque.

                -Mas a Cherryl disse que foi atacada pelo próprio bosque.

                -Nós temos que tentar, não é, Linda? – Respondeu Ash, entrando no carro.

                Ele deu a partida no veículo e dirigiu floresta adentro. Linda, que estava sentada do seu lado, vigiava Scott, ainda desmaiado, pelo retrovisor. De repente, o carro parou. Ash saiu para checar.

                -Mas que droga é essa? – Disse ele, olhando o motor. Aparentemente, não havia nada de errado. Quando abaixou o capô, viu que Scott havia acordado. No entanto, seus olhos estavam vermelhos. Antes que Ash pudesse fazer qualquer coisa, ele agarrou Linda pelo pescoço e a lançou para fora do carro.

                -Você está bem? – Perguntou Ash a namorada, ajudando-a a levantar.

                -Corre! – Gritou ela. Ambos correram em direção à cabana. Mesmo com os galhos das árvores tentando pegá-los, eles conseguiram chegar até a casa e antes que Scott os alcançasse, fecharam a porta. Os dois respiraram fundo, mas quando Ash olhou para trás, se sobressaltou.

-Linda. Eu acho que ela escapou. – Falou ele, apontando para o alçapão aberto. De repente, Cherryl o agarrou por trás, tentando-o mordê-lo. Ash tentou retirá-la de suas costas, fazendo-a chocar-se contra a parede, mas não adiantou. Estava quase sendo mordido, quando sentiu o sangue expirar em seu rosto. Cherryl caiu no chão com um machado cravado na cabeça.

-Morda isso, vadia. – Disse Linda, tirando o machado da cabeça da garota.

-Obrigado. – Falou Ash que aproximou-se da namorada para beijá-la, mas ela caiu de joelhos no chão. – Linda... O que houve?

-Ash. Estou sentindo alguma coisa... Querendo tomar conta de mim! Afaste-se! – Berrou ela.

-O colar, Linda. Pegue-o. Olhe para mim. Não se perca. Lembre-se de quem você é. – Cortes e cicatrizes começaram a aparecer pelo rosto de Linda, que começou a gargalhar novamente.

-Ash... Ajude-me, por favor! – Gritou ela. De repente seu rosto voltou ao normal outra vez. Ela abraçou Ash, que perguntou confuso:

-O que está havendo com você?

-Eles querem entrar mim de novo. Temos que fazer alguma coisa, não posso deixa-los entrar.

-É claro que não, mas o que faremos?

-O livro... – Disse ela.

-Que livro?

-O “Livro dos Mortos”, Ash. Da gravação. Quem sabe se o destruirmos isso acaba.

-Mas onde está o livro? – Linda olhou para o alçapão aberto.

-No porão. Ele está lá embaixo.

Os dois desciam as escadas do porão. Haviam pegado duas lanternas no quarto. Estavam com medo do que poderiam achar lá, mas nada tirava da cabeça de Linda que se destruíssem o livro, destruiriam os demônios.

-Isso pode ser útil. –Falou Ash, pegando uma espingarda que se encontrava em cima de uma pequena mesa. – Tome. Fique com isso e vigie a entrada. – Disse ele, entregando o machado para Linda, que estava distraída com alguma coisa.

-Ash, olhe. O livro está ali. – Ela correu em direção ao “Livro dos Mortos”, mas quando ia pegá-lo, deu de cara com Scott possuído. Ele a jogou em cima de Ash e os dois caíram no chão, derrubando as armas.

Scott se aproximava dos dois. Foi quando Ash percebeu que havia uma motosserra em uma estante perto do garoto possuído. Ele correu em direção a ela, e a pegou antes que Scott o atacasse. O problema é que ele não conseguia ligá-la. Scott o acertou no rosto, fazendo com que desmaiasse. Ele preparava-se para mata-lo, quando Linda ligou a motosserra, arrancando sua cabeça. Sangue espirrou para todos os lados.

-Ash, você está bem? – Ela passou a mão pelos cabelos dele e sentiu algo em seu pescoço. Quando foi checar o que era, percebeu que ele havia sido arranhado.

-Linda? – Disse ele, ainda tonto. – O que houve? – Ash passou a mão sobre o pescoço e percebeu que estava ferido. – O livro. Onde está o Livro? – Perguntou ele, levantando-se depressa.

-Está ali.

-Ótimo. Vamos terminar com isso. – Ash ligou a motosserra e quando preparava-se para destruir o livro, ouviu um barulho vindo da sala. – O que foi isso? – Perguntou ele.

Linda subia as escadas devagar com a espingarda nas mãos. Ash vinha logo atrás, segurando o livro em uma mão e o machado na outra. O corpo de Cherryl ainda estava lá, decapitado.

-Não há nada aqui. – Falou Ash. Logo depois, escutaram gargalhadas. Quando se viraram, viram a cabeça de Cherryl caída no chão. No entanto seus olhos estavam abertos e ela sorria. Começou a pronunciar palavras estranhas, parecidas com as passagens do livro. Quando Linda ia atirar nela, sentiu a cabana tremer.

-Ash? – Disse ela. De repente, metade da cabana foi completamente sugada por uma luz que vinha do lado de fora. Ash e Linda se seguraram em pedaços de madeira no chão. Estavam sendo puxados para dentro da luz.

-O que é isso?! – Gritou Ashley, que estava quase se soltando.

-Segure-se, Ash! – O corpo e a cabeça de Cheryl foram sugados pelo portal. Ela continuou gargalhando até desaparecer completamente. Era cada vez mais difícil se segurar, pois a cada segundo, o portal ficava maior e mais forte.

-Ash. Junte-se a nós. Junte-se a nós e a deixaremos ir. – Falou uma voz grave vinda de dentro do portal. Ash e Linda se olharam. Faziam uma enorme força para continuarem segurando-se nas tábuas.

-Quem é você?! – Berrou Ash. – Nos deixe em paz, nós não fizemos nada!

-Nós queremos você, Ash. Junte-se a nós e deixaremos ela ir. – Uma das mãos de Ash se soltou. Linda tentou ajuda-lo, mas não conseguia.

-Por favor, Ash. Se segure! – Gritava ela, desesperada.

-Linda... Eu preciso me soltar!

-Não você não pode. Não pode acreditar nele. O que garante que ele me deixará ir?! – Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. – Eu preciso de você, Ashley. “Nós” precisamos.

-Nós?! – Perguntou ele.

-Eu ia te contar após a viagem. Você vai ser pai! – Gritou ela chorando. Ash sorriu. Suas mãos estavam quase se soltando.

-Linda, eu não posso mais me segurar. Eu preciso ir. Preciso fazer isso por você. Por vocês dois. – Falava ele. – Cuide bem do nosso filho. Eu te amo! – Ashley se soltou. Linda gritava enquanto ele era sugado pelo portal. Rapidamente, ele desapareceu e um ruído insuportável foi ouvido. Linda soltou suas mãos, na esperança de ir atrás do namorado, mas o portal se fechou. Ela caiu no chão, batendo a cabeça.

Ash acordou com o sol quente batendo em seu rosto. Ao seu redor, encontravam-se vários destroços da cabana, no entanto, ele não estava mais na floresta. Estava numa espécie de deserto. Foi então que viu de longe, um cavalo negro se aproximando. Em cima dele, estava montado um homem, com uma armadura de ferro.

-Onde eu estou? – Sussurrou ele, enquanto o homem se aproximava.

O cavaleiro desceu de seu cavalo e retirou o elmo.

-Quem é você? – Perguntou ele, empunhado a espada. Ash se assustou. Não tinha a menor ideia do que estava acontecendo. – Responda! – Insistiu o cavaleiro.

-Meu nome é Ash e eu não sei como vim parar aqui. Estava numa floresta e... –Antes que ele pudesse terminar de falar, vários outros cavaleiros apareceram a sua volta. – Não acredito. – Disse ele, com um olhar assustado. – Em que ano estamos? - Perguntou, sem querer acreditar no que havia lhe acontecido.

Linda abriu os olhos. Levantou-se e colocou a mão na testa. Estava sangrando. Quando olhou ao seu redor, percebeu que uma grande parte da cabana havia sido sugada pelo portal. O sol batia em seu rosto e a floreta parecia calma.

-Ash! – Gritou ela – Onde está você?! – Não ouve resposta. Ela começou a chorar e ajoelhou-se. Não podia acreditar se seu namorado havia ido embora. Colocou suas mãos na barriga e fechou os olhos.

-Você está bem? – Perguntou uma voz masculina. Quando Linda foi checar de quem era a voz, percebeu que um homem estava parado a sua frente. – Qual é o seu nome? – Perguntou ele.

-Como você chegou aqui? – Disse ela, confusa e assustada.

-Pela ponte. Eu estava tentando ir para a cidade, mas ouvi gritos na floresta. – O homem não parecia estar possuído. Parecia ser um cara normal que havia se perdido. Linda sorriu e levantou-se.

-Devemos ir embora daqui. Antes que anoiteça.

-Anoiteça? Mas acabou de amanhecer. – Disse ele rindo. – Mas se quer ir embora, vamos, meu carro está logo ali.

-Espera. Antes eu preciso fazer uma coisa.

Linda correu para dentro da cabana enquanto o homem a esperava lá fora. Com um pouco de receio, desceu ao porão. Correu em direção ao livro dos mortos, pegou-o e subiu as escadas.

-Ninguém nunca mais vai tocar nesse livro. – Disse ela pegando um caco de vidro no chão. Fez um corte em sua mão, e usando a ponta ensanguentada do caco de vidro escreveu uma mensagem em uma das páginas: “Deixe esse livro em paz”.


20 ANOS DEPOIS

David dirigia floresta adentro. Enquanto Eric dormia no banco de trás Mia conversava com Olivia e Natalie.

-Tem muito tempo que eu não venho aqui. – Dizia ela. – Minha mãe sempre me contava histórias estranhas sobre esse lugar.

-Que tipo de histórias? – Perguntou Olivia.

-Que a cabana era perigosa, que eu nunca deveria descer no porão, essas coisas.

-Então por que ela comprou ela comprou o lugar se era tão horrível assim? – Disse Natalie, rindo.

-Ela dizia que era para ninguém nunca mais pra lá. – Depois de atravessarem uma velha ponte, chegaram finalmente na pequena cabana. Eles desceram do carro e David tirou do bolso as chaves que Mia havia lhe entregado.

A sala da cabana estava muito empoeirada e algumas janelas estavam trincadas.

-Nossa, achei que tinha falado que a sua mãe gostava de manter esse lugar limpo, Mia. – Falou Natalie. – Qual era mesmo o nome dela?

-Linda. – Respondeu. – Ela cuidava muito bem desse lugar quando era viva. Dizia que se lembrava do meu pai aqui. Acho que ela odiaria ver a cabana desse jeito.

FIM 

PS: Como não houve disputa, os jurados não vão opinar sobre o texto.
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Nossa, que chato essa desistência né gente? Mas enfim, quem sai perdendo é o próprio Guilherme.

Antes de me despedir, preciso dar uma notícia. Acabei de ser informado pela produção que teremos uma surpresa essa semana. O vencedor da Morte Súbita de hoje terá que escolher um participante pra entrar diretamente a Morte Súbita da semana que vem sem direito ao voto do público. E ele já tomou sua decisão.

Gustavo Aguiar: Então, já que vou ter que indicar alguém, eu indico o Diogo Ferreira do Nascimento, já que ele foi o terceiro menos votado nessa primeira Morte Súbita =D

Então Diogo, é melhor ir se preparando, porque a Tripla Morte Súbita da semana que vem vai ter você no elenco rs. Boa sorte a você e aos dois menos votados que descobriremos quarta. Lembrando que essa semana teremos DOIS ELIMINADOS.

Não entenderam? Bem, vamos selecionar os três menos votados dessa semana e o terceiro menos votado será eliminado na quarta, enquanto os outros dois entrarão na disputa junto do Diogo no Domingo. Ou seja, é melhor pedir voto o quanto puder ou então é tchau e bênção.

E foi isso geit, mas prometo que semana que vem tem mais!
Uma ótima semana pra quem passa por aqui,

Bêj.
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