terça-feira, 12 de março de 2013

[Crítica] Meu Namorado é um Zumbi


Direção: Jonathan Levine
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 98 minutos
Título Original: Warm Bodies

Crítica:

Ele ainda está morto, mas está esquentando.

Filmes de zumbis estão mesmo na moda, não é mesmo? É considerável que os mortos-vivos tenham ressuscitado (perdoem o trocadilho) por causa da série de TV, The Walking Dead, que se tornou um enorme sucesso mundial. Não demorou muito para os produtores mais ambiciosos trazerem suas versões de mortos-vivos. Entre mortos e feridos, a busca por algo original acabou se tornando uma espécie de corrida. Sobreviventes encarando um mundo repleto de zumbis em pleno apocalipse não parece mais ser novidade, então o jeito é procurar novos meios de inovação.

A história desse filme gira em torno de R, um zumbi adolescente que sente um vazio dentro de si mesmo. Ele não consegue lembrar do seu nome ou sua vida antes de se transformar em um morto-vivo. Porém, tudo fica de cabeça para baixo quando ele conhece Julie, um ser humano vivo que deveria lhe servir de comida, mas - por algum motivo que ele desconhece -, acaba sentindo uma grande necessidade em protegê-la. Inicialmente com medo, a garota vai descobrindo um mundo novo que ela não imaginava que poderia ser real. Em paralelo a isso, a atitude desencadeia uma reação geral que não pode ser impedida...

Quem não sabe, este filme é baseado em um livro chamado Sangue Quente. Lembro que fiquei muito irritado com o nome nacional que este filme recebeu. Já não bastava o tema, que poderia ser facilmente ridicularizado, o título nacional ainda fez questão de colocar em evidência - da maneira mais infantil possível - uma proposta sutil. Eu li o livro - quanto que já até o critiquei aqui no blog -, então já sabia exatamente o que esperar. Esse é o novo Crepúsculo? Talvez. Mas certamente as semelhanças só se devem a esses relacionamentos com seres sobrenaturais. Este filme é bem melhor em todos os aspectos.

O diretor acertou totalmente ao inserir um tom mais descompromissado. Contar essa história de um ponto de vista sério e dramático poderia ser um problema. Com mais da metade dos espectadores procurando algo para poder falar mal, o filme conseguiu se superar em sua proposta, nos apresentando um longa-metragem divertido e leve. Tem cenas de romance? Óbvio. Por mais estranho que possa parecer, tudo é narrado de uma maneira aceitável. Não há necrofilia por aqui (não de verdade).

A narração do protagonista, R, é fundamental para desenvolver o filme. Se no livro a sua narração era especial porque tínhamos a chance de entrar na cabeça de um zumbi, no filme a narração é usada para gerar piadas gratuitas sobre a condição cadavérica do protagonista. Quem estiver esperando um filme violento, ficará extremamente decepcionado. Como se trata de uma temática adolescente, não seria mesmo viável fazer um filme com uma classificação indicativa alta. Porém, temos algumas cenas interessantes, como o momento em que um zumbi arranca a pele do rosto. Mas não esperem muito deste quesito.

Os roteiristas também conseguiram trabalhar bem no que deixar do fora do enredo. Só não gostei do final, onde eles mudaram drasticamente o destino de um personagem. Provavelmente visando o forçado final feliz para todos. Enfim, o importante é que este filme vale a pena ser visto. Tem bons efeitos e as características dos zumbis estão bem construídas. Esse detalhe dos zumbis comerem cérebro recebe uma explicação criativa e aceitável. Então eu recomendo. Me diverti bastante assistindo e tenho certeza que muitos irão gostar.


Trailer Legendado:

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