sexta-feira, 22 de março de 2013

[Crítica] A Fuga


Direção: Stefan Ruzowitzky
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 95 minutos
Título Original: Deadfall

Crítica:

Não tente escapar do seu passado.

Como uma distribuidora pretende lucrar com um filme nos cinemas, se ele já foi lançado nos EUA e, inclusive, já está nas locadoras? Esse descaso obviamente facilita o download ilegal, considerando que uma pessoa que vai esperar para ver um filme nos cinemas, se ele está ao alcance de um simples clique e com uma imagem perfeita. Este é o caso deste filme, que demorou meses para ser lançado no circuito nacional e, consequentemente, foi muito mal nas bilheterias. E a explicação disso é mais do que óbvia, não é mesmo? Enfim, deixando isso de lado, vamos ao filme em si.

A história gira em torno de dois irmãos que, depois de assaltarem um cassino, sofrem um acidente de carro em uma estrada remota, em um lugar dominado pela neve. Logo, eles se separam para evitar a atenção dos policiais. Depois de quase congelar na beira da estrada, Liza consegue a ajuda e carona de Jay, que também está fugindo da polícia pelos seus próprios motivos. Não demora muito para os dois terem uma conexão especial que os levará a um cofronto com o irmão de Liza, Addison, que espera pelos dois na casa dos pais de Jay.

Ao assistir o trailer e ler a sinopse, eu fiquei muito interessado neste filme. Parecia ser um suspense eficiente, com uma mistura de romance trágico e vingança familiar. Os dois primeiros atos seguiram basicamente da forma como eu esperava, mas todo o encanto foi quebrado com o terceiro ato, que, além de ter me deixado de boca aberta, me deixou com raiva por ter acompanhado um filme por mais de uma hora para nada. Eu simplesmente não consigo entender como o roteirista pôde encerrar o filme de uma forma tão infeliz e covarde como ele fez.

Antes de falar sobre os pontos negativos, mencionarei as qualidades que o filme apresenta. A fotografia certamente deveria ser a maior qualidade para qualquer um que já assistiu. Neve para todos os lados, cenários vastos cobertos de branco. Algumas belas tomadas das florestas congeladas. Muito diferente de outros filmes cercados por neve, porém, pouco convincentes. O desenvolvimento dos personagens também acontece de uma forma interessante. Em especial a personagem de Kate Mara, Hanna, que interpreta uma policial competente que sofre nas mãos de seu pai, o Xerife, preconceituoso.

Porém, aos aventureiros, alerto que não devem se apegar a qualquer subtrama que os personagens venham a apresentar. Antes que vocês possam perceber, o filme acaba e tudo permanece no ar. Eu simplesmente surtei depois de levantar tantas perguntas que sobre o destino dos personagens. Depois de criar algumas tramas interessantes, como o preconceito do pai com o trabalho de sua filha, o próprio desfecho dos personagens e qualquer outra situação construída ao longo do filme, nada é finalizado de uma maneira correta. Confiem em mim, vocês irão odiar ter milhões de perguntas em suas cabeças.

Dentre todas as coisas, as principais que permanecem na cabeça, depois do filme acabar repentinamente, são o desfecho do casal protagonista. Eles foram presos? Os dois eram culpados. A polical Hanna ganhou o reconhecimento do seu pai? Do que adiantou a morte envolvendo o chefe do protagonista se isso foi completamente esquecido da trama? Rolava incesto entre os dois irmãos criminosos? Enfim, são perguntas que nunca saberemos as respostas. E só para completar a decepção, a conclusão da cena do jantar, perto do desfecho, é miserável. Cadê a emoção? Corram para as colinas, ou fiquem para apreciar a beleza da Olivia Wilde.


Trailer Legendado:

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