domingo, 24 de março de 2013

[Crítica] A Primeira Vez


Direção: Jon Kasdan
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 95 minutos
Título Original: The First Time

» Depois de anos esquecido, o filme finalmente será lançado oficialmente em território nacional. Será distribuído pela Califórnia Filmes, direto em DVD, com o título A Primeira Vez - que é a exata tradução do título original. Antes tarde do que nunca, né?

Crítica:

Ficar nervoso é normal.

Virgindade certamente é um tema que assombra ou apenas perambula pela cabeça de todas as pessoas. Obviamente é um assunto universal, porque todos já foram virgens alguma vez e, na maioria dos casos, fantasiam sobre o grande momento em que irá perdê-la. E este é um assunto que afeta homens e mulheres. É claro que ambos os sexos lidam com o assunto de uma forma completamente diferente. Enquanto a maioria dos homens sonha em perder a virgindade o mais rápido e da maneira mais épica possível, as a maioria das mulheres quer algo especial, porque é um evento único. O importante é que todos concordam com uma coisa: Eles querem algo inesquecível.

A história gira em torno de Aubrey e Dave, dois adolescentes que se conhecem em um beco com o objetivo de escaparem temporariamente de uma festa. Por serem estranhos um para o outro, eles compartilham seus verdadeiros sentimentos a respeito de suas vidas e acabam tendo uma incrível conexão. Ambos inexperientes, eles veem o seu mundo girar de lugares totalmente opostos para si mesmos. Com um forte sentimento, eles terão que arriscar um caminho que nunca percorreram: Sexo.

Geralmente eu não assisto este tipo de filme. Quem me conhece, sabe que eu gosto mesmo é quando o sangue corre solto, e não um romance adolescente sobre virgindade. O que mais me chamou atenção neste filme foi o casal de protagonistas. Ambos são atores que eu conheço e gosto. Dylan O'Brien interpreta o atrapalhado Stiles na série Teen Wolf, e Britt Robertson protagonizou a cancelada The Secret Circle. Não esperava nada do filme, até porque, parecia ser bem clichê, então minhas expectativas estavam baixas.

Talvez seja por isso que eu gostei, em partes. Não me entendam mal, o filme não está perto de receber cinco estrelas, mas consegue se manter acima da média. Além dos atores principais que têm uma enorme química, a história é ágil e se desenvolve sem enrolação. Alguns clichês óbvios são evitados e os dois protagonistas se encontram logo na primeira cena do filme. Não há uma introdução para conhecermos cada um dos personagens. O enredo não prepara o espectador. Nós simplesmente observamos os dois personagens se conectando logo de cara.

E isso pode ter sido interessante no começo, mas não ajudou o enredo a se manter interessante até o final. Cada personagem tinha o seu próprio interesse amoroso, então parecia que cada um iria desenvolvê-lo até perceber que, o que realmente queriam, estava bem ao lado deles. Eu sei que soa extremamente clichê, mas ocuparia um espaço na trama. Além desses outros personagens serem completamente esquecidos na segunda metade do filme, o roteiro não se sustenta e o que deveria ser o clímax do filme, a relação sexual, é entregue bem antes do filme terminar.

Por isso somos obrigados a acompanhar os dramas dos dois adolescentes no terceiro ato, onde deveríamos já ter visto o final feliz e as letras subindo. E, assim como a história se manteve por vários minutos desnecessários, ela também termina do nada. Estava esperando algo mais significativo na última cena. Bem, apesar desse detalhe negativo, a primeira metade é muito divertida de se acompanhar. Temos algumas cenas fofas e outras divertidas. A proposta do filme em si, que é apresentar esse tema sobre virgindade, é bem desenvolvida. Os momentos fofos, confusos, tristes e embaraçosos estão presentes, o que deve agradar a maioria que gosta desse tipo de filme.


Trailer:

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