domingo, 24 de março de 2013

[Crítica] A Escolha Perfeita


Direção: Jason Moore
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 112 minutos
Título Original: Pitch Perfect

Crítica:

Mostre o seu valor!

Quando se fala em um musical adolescente, a primeira coisa que vem à cabeça da maioria dos jovens é o seriado Glee. É inegável que a série de TV sensação (na época!) abriu portas para produtores investirem nesse espaço - que era pouco aproveitado. Não demorou muito para outras séries de televisão com a mesma temática surgirem, como Smash e Nashville. Os filmes também têm apresentado seu gosto pela música. E em uma época onde biografias sobre cantores têm dado as caras nas telonas, é muito refrescante ver que algo original ainda pode sair disso tudo.

A história desse filme gira em torno de Beca, uma garota que prefere se isolar do mundo a ter de escutar o que está saindo da boca de qualquer um. Ao entrar para a Barden University, ela descobre que não se encaixa em nenhuma "panelinha", mas, de alguma forma, entra para uma que ela jamais teria escolhido, cuja única coisa em comum entre suas integrantes é cantar bem. Quando Beca leva esse grupo para além de seu mundo de arranjos tradicionais e harmonias perfeitas para um de novas mixagens, elas vão parar nas competições de música entre universidades, o que poderá acabar sendo a oportunidade e caminho para trilhar seus sonhos.

Antes que alguém pense em levantar o dedo e espalhar que esta é uma cópia de Glee ou qualquer outra parecida, é importante saber que este projeto existe desde 2007, ou seja, antes da série surgir e fazer sucesso. Apesar de ter uma temática parecida, os dos projetos são completamente diferentes. A única ligação é o fato de focar em jovens e números musicais. Comédias adolescentes tendem a serem clichês ao extremo, sempre com as mesmas tiradas. Esperava que o filme conseguisse se diferenciar por causa das músicas. O fato de ser um musical poderia elevar o nível da produção. Porém, eu estava enganado.

Este filme é tão bom que nem ao menos precisava das músicas para fazer diferença. O desenvolvimento dos personagens é completamente original, assim como os acontecimentos. É claro que há aquele casal principal que obviamente ficará no final do filme. Mas isso é basicamente uma regra nesse tipo de filme, certo? O importante é que o enredo consegue apresentar personagens carismáticos e diferentes dos jovens apresentados em outros filmes. Além de todas as presenças marcantes que fazem parte do grupo musical - como a menina que fala baixo -, é impossível não destacar Rebel Wilson, que interpreta a Fat Amy. Simplesmente uma das melhores do filme.

E o que mais poderia ser importante em um musical? Acertou quem disse "músicas". Achei as músicas apresentas no filme de muito bom gosto. Há diversos estilos e épocas diferentes, mas, de alguma forma, todas as músicas conseguem se misturar em um mashup, onde os sons são feitos apenas com a boca. Sequências diretas casam sucessos novos (como Price Tag, S&M, entre outros) com os velhos clássicos (como Eternal Flame, Like a Virgin etc). Em geral, uma faixa contém trechos de diversas músicas, onde o ritmo da música muda freneticamente.

Enfim, esse filme é original, com ótimas e bem interpretadas músicas. E não podemos esquecer que a parte da comédia funciona muito bem, assim como todo o resto do filme. Depois de assistir ao filme, vocês irão querer fazer uma audição, mesmo que não cantem bem. Está mais do que recomendado. O elenco está ótimo em seus respectivos papéis, a maioria formada por rostos conhecidos do público, como Anna Kendrick (Crepúsculo), Anna Camp (da série True Blood) e Brittany Snow (A Morte Convida Para Dançar). Assistam, porque a diversão é garantida.



Trailer Legendado:

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