quarta-feira, 20 de março de 2013

[Crítica] Bates Motel - 1x01: First You Dream, Then You Die (Series Premiere)

Temos Vagas.

Review:
(Spoilers Abaixo) 

No início da década de 60, – quando o cinema em cores estava prestes a desabrochar – um cineasta chamado Alfred Hitchcock usou toda sua inteligência e ousadia para criar um dos filmes mais respeitáveis no mundo do horror. Não posso dizer que sou um fã árduo de seu trabalho, já que nunca assisti um de seus filmes por inteiro, mas o respeito como um grande desenvolvedor na indústria cinematográfica. Afinal, Psicose – seu título mais conhecido – serviu como ponto de partida para todos os slashers de franquias famosas e dá frutos até hoje, seja através de homenagens ou paródias em geral. 

Bem, mesmo não tendo me familiarizado com o filme original que deu vida ao assassino Norman Bates, decidi me arriscar em seu spin-off pra televisão devido a minha paixão pelo gênero. Se Bates Motel é fiel a todo universo psicótico que Hitchcock criou em 1960 eu não sei, mas a série com certeza tem potencial para se tornar um novo clássico. American Horror Story, você que se cuide, pois acabaram de reabrir o hotel mais perigoso da América.

Este primeiro episódio começa com Norman Bates – nosso serial killer ainda com dezessete anos - descobrindo que seu pai havia morrido. Pela reação de sua mãe Norma, pareceu que ela sabia mais sobre isso que qualquer outra pessoa, mas seu envolvimento na morte do marido ainda não foi bem explorado. Seis meses depois, Norman e ela mudam-se para um hotel que pretendem gerenciar, mas o recomeço que tanto almejavam ainda parecia estar longe de conseguir.

O primeiro conflito após a mudança foi entre mãe e filho. Norman conheceu umas garotas extravagantes no colégio que queriam lhe apresentar ao mundo adolescente que conheciam, mas a mãe, super protetora e ciumenta, tinha medo de perder a conexão com o filho para outras pessoas. Norma é aquele tipo de mãe carente que tenta convencer a si mesma que privando o filho de ter uma vida normal, está privando-o também dos perigos mundanos. Mas quem disse que isso impediria Norman de se comportar como queria? O garoto estava disposto a conhecer tudo o que a mãe queria privá-lo e acabou parando em uma festa com muita droga, sexo e garotas bonitas que desde já parecem ser vítimas perfeitas para quando sua personalidade psicótica começar a aparecer. 

O segundo conflito foi entre Norma e o antigo proprietário do hotel que comprou. Logo na primeira vez que o cara apareceu já sabia que ele traria problemas, mas nunca pensei que ele fosse invadir a casa pra estuprar a mulher que o desafiou. Achei a cena bem impactante e ousada, mas fala sério, o que uma série sobre psicopatas seria sem a ousadia?  Se já temos estupro agora no primeiro episódio, imagina o que foi guardado pras próximas semanas? Ou melhor, imagina como pode ser a Season Finale? Mas isso apenas se a dinâmica da série não mudar drasticamente nas próximas semanas.
Antes que Norma pudesse ser machucada gravemente, Norman salva o dia, mas comete o erro de deixa-la sozinha com o homem que lhe estuprou. Assim começa o terceiro conflito, com mãe e filho envolvidos em seu primeiro assassinato juntos e tentando esconder o corpo. Foi legal vê-los como dois amadores que nem sabiam o que estavam fazendo. Sujaram as coisas, ficaram nervosos, e claro, brigaram por causa disso, mesmo que soubessem que esconder o corpo era a coisa certa a fazer se ainda queriam que alguém se hospedasse naquele hotel. 

A situação complica quando dois policiais veem as luzes do hotel ligadas as duas da manhã e decidem parar pra ver se estava tudo bem. Cidade pequena, né? Todos se conhecem, e com certeza os moradores de lá não têm o costume de deixar as luzes acesas até essa hora. Bem, de nada adiantou, porque a família Bates conseguiu sair dessa ilesa. O Xerife até mijou ao lado do corpo do homem morto que estava na banheira, mas por sorte ele não era um homem curioso e não sentiu vontade de afastar a cortina, Hahaha! Então, o segredo de Norma e Norman vai continuar no fundo do oceano. #FeelLikeDexter

No final, além de Norman ter se interessado pelo livrinho psicótico que encontrou embaixo do carpete de um dos quartos, ainda descobrimos que pode haver um terceiro assassino. Não sei se foi impressão minha ou a cena final queria dizer alguma outra coisa, mas tudo indica que Norman pode ter um mentor que também usa seringas cheias de suco Ades envenenado como a vilã de Salve Jorge. Agora, quem será que matou o Senhor Bates? Mesmo que Norma pareça culpada, ainda acho que que foi seu filho quem matou. Talvez a gente descubra isso mais pra frente, então, vamos ser pacientes. E não se preocupem, ainda essa semana assistirei Psicose – o original e o remake – para entender mais do assunto e complementar minhas Reviews. Mas vou logo adiantando, vai ser um prazer me hospedar no Bates Motel com todos vocês. 

PS: Apesar de estarmos lidando com um Prelúdio de Psicose e de todas as referências sessentistas, Bates Motel é uma história contemporânea. Norman e suas amigas possuem aparelhos modernos de celular, os jovens vivem uma vida mais liberal e a vestimenta é atual, a não ser no caso dos protagonistas. Por mais que isso soe um pouco estranho, foi uma ótima ideia, pois adaptou uma grande história para os dias de hoje no geral, mas manteve alguns aspectos de antigamente, deixando a série cheia de personalidade. Se você ainda não assistiu, recomendo. 

PS2: Atuções incríveis da parte de Vera Farmiga e Freddie Highmore. Me lembrou novamente aquele povinho talentoso que estava hospedado no Asilo Briarcliff na Fall Season passada. 

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