sexta-feira, 22 de março de 2013

[Crítica] Amanhecer Violento


Direção: Dan Bradley
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 93 minutos
Título Original: Red Dawn

Crítica:

Bem-vindos à terra dos bravos.

Há algumas semanas, Amanhecer Violento estreou nos cinemas nacionais. Muitos não sabem, mas esta é uma refilmagem de um clássico dos anos 80, de mesmo nome. No entanto, existe outra franquia que tem uma história muito similar com a apresentada neste filme, Guerreiros do Amanhã, onde podemos acompanhar jovens indo à guerra pela cidade pequena em que nasceram. Depois de uma breve pesquisa, descobri que Guerreiros do Amanhã é baseado em um livro que foi publicado no começo dos anos 90. Escrito por John Marsden, o livro se inspira no filme clássico de 84.

A história desse filme gira em torno de um grupo de adolescentes que tem sua cidade natal atacada por soldados Coreanos. Desnorteados com um ataque preciso, eles se isolam nas florestas, enquanto a cidade que eles conheciam é dominada por inimigos muito bem armados. Determinados a retomar a cidade, os jovens montam uma série de operações elaboradas para reassumir o controle da situação e acabam criando um grupo rebelde chamado "Wolverines". Agora, eles terão que usar a inteligência para criar o caos e provar para seus inimigos que escolheram a cidade errada.

Ainda não tive a oportunidade de assistir Guerreiros do Amanhã, então não terei base para comparar os dois filmes. Só o citei na introdução desta crítica porque já conhecia sua história e a achei incrivelmente parecida com a apresentada neste filme. Porém, vi que muitas pessoas disseram que Amanhecer Violento é um plágio, o que não é verdade, considerando que este é um remake de um filme antigo e a outra franquia só ganhou vida muito depois do lançamento do Amanhecer Violento original. De qualquer forma, essas informações só serviram de curiosidade para os leitores que estavam confusos por esta semelhança.

Este remake em si consegue se sair bem, apesar de erros óbvios. Definitivamente, o melhor que este filme a apresentar são as cenas de ação frenéticas. O diretor acertou ao não enrolar para a ação começar a tomar conta da tela. Antes que vocês percebam, Coreanos já estão caindo do céu e atirando para todos os lados. Essa cena em que os protagonistas se encontram desnorteados com o ataque elaborado dos Coreanos é uma das melhores de todo o filme. Os efeitos visuais ajudaram muito para cenas mais ousadas, como explosões e acidentes.

Porém, admito que senti falta da violência. Não é entendam mal, pois há mortes, tiroteio, bombas e luta a todo o momento, mas o diretor optou por apresentar algo bem limpo. Quase não dá para ver sangue na tela, o que é decepcionante, considerando que o título parece passar uma imagem mais violenta/sangrenta (até mesmo no título original, onde o "red" faz menção ao sangue). Outro detalhe que pode incomodar os espectadores mais exigentes é o fato de que adolescentes sem experiência podem acabar com todo um exército experiente. Tudo bem que há um pequeno treinamento, mas não deixa de ser forçado. A ideia é apenas sentar e curtir as explosões, sem pensar muito nesses pontos mais críticos.

O elenco principal é liberado por jovens conhecidos atualmente, como Chris Hemsworth, Josh Hutcherson e Adrianne Palicki. Infelizmente, o filme não impressionou nas bilheterias e acabou afundando. É provável que a violência nunca mais apareça ao amanhecer, se é que vocês me entendem. Enfim, vale a pena assistir. É um bom filme com alguns pontos negativos, mas certamente irá proporcionar uma diversão passageira. A reviravolta final também é óbvia demais, praticamente um insulto, porém, tem consequências inesperadas.


Trailer Legendado:

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