sábado, 9 de fevereiro de 2013

[EA] Cabeça de Coelho (De Pedro Oliveira)

Bem vindos a REPESCAGEM da loucura do Escritor Alternativo. Desde já desejando um bom carnaval, usem camisinha, cuidem com a herpes e bebam muito e não dirijam nada. Não sou um exemplo, essa hora, pois você sabe que esse programa é "gravado" não é? Essa hora eu devo estar caído em alguma valeta, esperando o príncipe encantado chegar com alguns litros de Jack na bolsa. HAHAHAHA!

Capaz mesmo. Estarei em casa lendo vocês. Porque minha opinião vale muito nos bastidores (Aquele espirro, enfim!) Já que sou o mentiroso do ano, vamos ao texto dessa semana com o Pedro Oliveira que é novo na disputa (Thanks God!) e está aqui pela vaga de escritor pop nesse blog cult.

Vamos ver essa Cabeça de Coelho então.

Pedro Willame de Oliveira Barboza, tem 17 anos e mora em Fortaleza/CE.

João Lindley: Então Pedro, como começou sua paixão pela escrita?
- Bem. Minha paixão pela escrita começou há alguns anos atrás. Eu não era muito chegado a livros e etc. Mas depois que comecei a ler, não quis mais parar. Foi dai que nasceu minha paixão pela escrita: A leitura.

João Lindley: Vocês escreve outros gêneros além de Terror?
- Eu sou apaixonado por gêneros de terror. Já tentei escrever romance, mas eu tive de dar um tempo, pois não estava a vontade com o gênero. Também já tentei escrever aventura... Neste eu me dei mais bem do que romance, mas meu gênero mesmo é Terror. Nada supera.

João Lindley: Por que você gostaria de ser aprovado?
- Eu gostaria de ser aprovado, porque eu me dou muito bem com a escrita, além disso, este é um blog muito maneiro e inspirador. Também quero ser aprovado, pois é mais uma chance para mim poder mostrar meu trabalho e minha escrita.

João Lindley: Ok Pedro. Que a sorte esteja com você e sua cbeça de coelho, haha.
 


Cabeça de Coelho
O vento soprava forte naquela noite.  A pobre garota de cabelos negros andava com dificuldade. Isso, devido a algumas sacolas pesadas de compras que estava carregando, enquanto percorria as vielas de um beco úmido e podre. As poças em que Susan pisava faziam um “splash”, sujando parcialmente suas botas pretas. Sua face preocupada dizia tudo. Era feriado de ação de graças, e ela sabia que as ruas estavam desertas. Entretanto, ela não poderia bobear com sua mãe, pois qualquer fosse a desobediência, e ela lhe espancava. Susan já estava acostumada com estes atos de violências cometidos por sua mãe. Já não via chegar a hora de sair de casa.

Quando ela sentiu o peso das compras contra seu peito, começou a respirar com dificuldade, mas não arriscaria parar naquele lugar sujo. Ela era apenas uma adolescente de quinze anos, que tinha algumas obrigações, mesmo que essas custassem a sua vida. Susan sabia dos perigos que a cidade lhe proporcionava, e mesmo com tudo isso, ela tinha de realizar os caprichos da mãe.

Ela sabia que aquele era o único atalho até sua casa, que ficava uma rua após o beco. Qualquer que fosse o outro caminho, ela dispensava. Ela necessitava passar por ali. Repentinamente uma neblina vasta e densa invadiu o beco, o tornando mais sombrio do que era de costume. As pequeninas lampadazinhas que o enfeitavam estavam quebradas, além do único poste ali apresentar defeito. As bandeirolas azuis balançavam freneticamente com a força do vento, era o que mais chamava atenção no beco. Isso, além da escuridão.

Susan respirou fundo, tentando não enxergar a enorme escuridão que transformava o lugar no mais apavorante de todos.  De súbito, um medo sufocante se fez presente no corpo e na mente da jovem, fazendo seu coração pulsar o mais rápido possível. Ela cerrou os cílios, avistando uma silhueta no meio da neblina. Por um segundo, ela pensou em voltar, mas desistiu quando a escuridão tomava todo o beco, não deixando uma visibilidade mais nítida a ela. Naquele momento ela só enxergava a silhueta.

Suas pernas ficaram trêmulas, e ela segurou as sacolas com força, pensando em sua mãe.

– Olá? – Perguntou, num ato de diminuir seu medo. – Droga! O que estou fazendo? – E sentiu-se a garota mais burra de todo o mundo.

Em vão.

A silhueta se extinguia, enquanto dava forma a um ser, que saia da neblina aos poucos. Neste momento, Susan sentiu sua mão ficar lisa, e as sacolas escorregarem. Ela segurou-as com mais força, sentindo um vendo fraco e ameaçador bater em sua nuca. Ela comprimiu os lábios, quando viu a estranha figura que se apresentara em sua frente. O ser tinha o corpo de um humano, mas não fora isso que intrigara a jovem. Sim, sua cabeça semelhante à de um coelho.

Coelho medonho, com: olhos esbugalhados vermelhos, orelhas apavorantes e dentes afiados. Ele se aproximou da jovem com uma velocidade absurda. Em um piscar de olhos ela arfou algumas palavras, antes de largar as sacolas e ser arremessada contra a parede com um empurrão. Ela o repelia com xingamentos, mas não fora o bastante.

– Me solta, por favor! – Ela gritou, mas ele não lhe deu ouvidos.

Os olhos dela ficaram de frente aos olhos esbugalhados do bicho. Em algum momento ele liberou um hálito terrível, deixando-a com os olhos marejados. Ele agarrou seus cabelos e empurrou sua cabeça contra algumas grades ali próximas, com muita violência. O baque fora inevitável.

Susan caiu desacordada. Mas, abriu os olhos rapidamente, e se viu diante da imagem do homem com cabeça de coelho. Então, ele apertou seu pescoço, e viu que sangue saia da cabeça da garota. A cabeça de Susan ficava cada vez mais vermelha, e ela não conseguia falar. Ele comprimia ainda mais seu pescoço frágil, e com um único movimento, ergueu-a do chão. Ela achou que estava livre dele, mas ele empurrou-a até várias latas de lixo.

Ela caiu contra um enorme tambor de lixo, que destampado, deixou que todo o lixo se espalhasse sobre ela. Susan sentia a cabeça latejar, quando a tocou e voltou ao olhar seus dedos, viu o sangue que saia do ferimento. A pobre garota sentia os músculos doerem e seus membros não respondiam. Então, o homem com cabeça de coelho se aproximou dela, apalpando um objeto afiado. Com a neblina, ela não pode ver muito bem o que ele segurava.

Quando a vista dela voltou ao normal, soltou um grito agonizante. O ser estava mais próximo, erguendo o objeto pontudo que segurava. Assim que o objeto tocou a altura da lua, ele brilhou e ela arregalou seus olhos castanhos, para soltar um último grito. Então, o objeto pontudo penetrou em seu crânio violentamente, atravessando o soquete de seu olho. O sangue respingou no rosto do coelho e deslizou pelo rosto alvo da jovem, enquanto caia no chão e se misturava com as poças d’água do beco imundo.

O coelho medonho sumiu novamente na neblina, deixando ao lado de Susan, a arma de seu feito. Uma barra de ferro. A garota mexeu a mão uma última vez, depois silenciou para sempre.

Perto dali, um casal jovem se aproximava. A garota era pressionada na parede de tijolos, enquanto o homem simplesmente tocava-a de maneira excitante. A jovem deixou que ele tocasse seus seios, enquanto dizia palavras quentes ao pé de seu ouvido. Ela gemia e ele passou a segurar sua coxa com ferocidade.

– Meu safado! – E deu-lhe um beijo demorado.

As línguas se entrelaçavam, enquanto os dois brincavam com elas. A garota parecia incomodada com algo, talvez fosse o forte fedor do lugar. Foi no momento que a garota tocou o zíper da calça do rapaz, que os dois escutaram um ruído estranho. De primeiro momento acharam que havia sido somente os ratos nas latas de lixo, mas depois o barulho só aumentou.

– Você ouviu? – Vanessa olhou para o lado, avistando somente o breu em que o lugar se encontrava.

– Não ouvi nada. Vamos continuar! – Jason beijou seu pescoço, na intenção de desviar a sua atenção novamente para o que os dois faziam há alguns segundos atrás.

– Espera Jay! Eu realmente escutei alguma coisa. – Explicou Vanessa.

Então, Jason se afastou e observou o lugar, mas a escuridão não o deixou perceber nada ali ao redor. Ele suspirou e virou-se para a namorada.

– Tem certeza de que quer acabar com o que a gente estava fazendo por causa de alguns ratos? Ou talvez, deva ser só as tubulações de esgoto.  – Jason queria acalmá-la, mas as tentativas falharam quando Vanessa gritou.

– Jay!

Jason correu para próximo da namorada e a viu tapar a boca, abafando um grito de agonia.

Diante dos dois estava o corpo totalmente ensangüentado de alguma jovem que havia se descuidado no feriado de ação de graças. Jason vomitou, antes de abraçá-la.

– Quem poderia fazer uma coisa dessas? – Vanessa estava apavorada.

Uma enorme poça do líquido espesso rubro havia se formado embaixo da cabeça da garota de cabelos negros, estirada sobre o lixo do beco úmido. Jason se abaixou na intenção de olhar o rosto da jovem. Vanessa se afastou um pouco, sentindo borboletas na barriga. Ela estava muito nervosa.

– Vamos sair daqui Jay? Por favor.

– Espere um pouco, eu acho que conheço essa garota! – Um estalo ocorreu na mente do jovem, vagamente ele se lembrava do rosto da garota morta no beco.

De repente, a mesma neblina de antes invadiu o local novamente. Vanessa virou-se e viu uma silhueta andar pela neblina. Não poderia ser Jason, pois ele estava abaixado bem à sua frente. A garota loira arregalou os olhos quando viu algo saltar da neblina.

– Jay! – Ela gritou, desviando de um provável soco do vulto que saiu da neblina.

Assim que se ergueu, Jason pôde ver o que estava assustando sua namorada. Um homem com cabeça de coelho ameaçava com algo pontudo em mãos. Ela estava bem à frente dele, estóica, sem saber o que fazer.

Em um movimento rápido, Jason empurrou a mão do bicho, jogando o objeto contra a parede. A arma afiada ricocheteou e caiu ao lado de um saco de lixo rasgado. Vanessa ganhou tempo para correr, mas antes retirou as sandálias de salto alto. Ela pisava nas poças fazendo um “splash”, que era muito mais ecoado agora. Jason a seguiu, vendo que o homem com cabeça de coelho havia se abaixado para pegar a barra de metal, ao lado da garota morta.

Os dois correram para fora do beco com uma velocidade que até eles desconheciam que conseguiam fazer. Na primeira curva Vanessa tombou e tropeçou. Caiu de joelhos na calçada e gritou para que Jason voltasse e a ajudasse. Com seu joelho ferido ela não poderia correr como antes. Os postes de iluminação piscavam como pisca-piscas de natal. Ela só queria que essa sensação passasse, que aquilo tudo fosse somente um pesadelo. Os dois acreditavam que uma hora, aquilo teria fim.

Jason ergueu a namorada, mas logo sentiu seu corpo escorregar novamente de seus braços. Ele olhou bem em seus olhos azuis e a viu chorar.

– Ei! O que houve? Não fique com medo.

Mas não era isso que ela sentia. Foi fechando os olhos devagar que Vanessa caiu nos braços de Jason. O jovem deu um grito quando viu a enorme barra de metal atravessando o pescoço de Vanessa, quebrando-o instantaneamente. Sangue fora salpicado em seu rosto e ele gritou o mais alto que pôde.

Decidiu ligar para a polícia, enquanto ainda tinha forças para correr. Quando olhou para trás viu o “cabeça de coelho” sumir na névoa que encobria parcialmente a rua deserta. O rosto de Jason já estava vermelho de tanto correr. Hesitou em olhar para trás, apenas queria chegar ao posto de polícia e se salvar das garras daquela besta.

E foi correndo dois quarteirões depois que ele viu uma grande neblina cobrir a rua. Seu grito foi agonizante, e a neblina o cobriu. Ela o calou para sempre. O cabeça de coelho estava ali, e queria somente o que o pertencia.

FIM

OBS: Não houve edição na postagem deste texto.


Ricardo: Confesso que tive que ler e reler esse texto pra poder criar uma opinião com base nele, mas mesmo assim, ainda estou bastante confuso. O texto contém alguns erros que não passam despercebidos, temos alguns pontos fora de lugar e a falta de concordância e coerência entre algumas frases, que acabam ficando desconexas. Além do que a dinâmica da escrita parece estar apressada demais, fiquei esperando que qualquer momento fossémos ver um mês se passar em uma linha. Já os personagens não deixam de me parecer superficiais, mas ao mesmo tempo, eu consegui me preocupar com o que ia acontecer com eles. Bom, apesar dos pesares, gostei do autor ter apelado pra algo mais trash, e também curti a ousadia de matar todos os personagens. Então, como gosto de atirar pro alto e ver aonde a bala vai cair, meu voto é SIM...Só espero que a bala não caia em mim. 

Luiz: Sem dúvida SIM. Adorei todo o clima do conto, os personagens, a narração, as mortes. Você soube conduzir muito bem a trama e já fiquei com gosto de quero mais. Só falta você pensar num nome fodástico pro seu serial killer. Parabéns pelo conto!

Mateus: Interessante. Achei que o rapaz escreve bem. E mesmo o texto não tendo aquela coisa forte que deixa interessado em saber o resto, acho que, vale pela boa escrita e pelo interesse de querer fritar mais um suspense em nossas cabeças. Meu voto é SIM.

João: Pedro, você narra de maneira excelente e realmente parece entender daquilo que escreve, mas eu não gostei nada do que você preparou. Talvez se tivesse deixado apenas a primeira morte no conto ou eliminado alguns detalhes desnecessários, mas enfim, isso é uma coisa que não dá pra mudar agora. Vou dar SIM apenas porque sei que na segunda fase você pode consertar esses erros. Só quero que você lembre de uma coisa: Nem sempre o horror está ligado a violência ou trash, então, aconselho você a trabalhar melhor todas as outras áreas antes de implementar tudo isso na história.
 
PS: Nefferson tirou férias pra pular o desunjido carnaval do Rio. Mas não se preocupem, bitches, já já ele volta. Aliás, se o virem por aí nos blocos mundanos da vida, tratem de nos informar.

Mateus: Pedrin, apesar de tudo, você recebeu 4 Sim's. Achei digníssimo.

E vocês? Se concordam, discordam ou têm algo a acrescentar, podem ir na caixinha de loucura ali embaixo deixar sua opinião.

E não se esqueçam que amanhã tem mais! Bom fim de noite pra todos nós.

Reação de Pascoaney Spears ao dar
de cara com o Cabeça de Coelho:
Masoq? Você vai sair numa escola de samba, meu filho?
 









               
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Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. Gostei do texto também. 4 Sim's merecidos! Que dia vocês vão postar a história vencedora daquela enquete?

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  2. Anônimo, a enquete era apenas pra saber quais os favoritos. Não se esqueça que ainda temos a enquete dos textos da repescagem.

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  3. Gostei da história,queria ler mais e fiquei curiosa em saber a origem do Rabbit Head.Parabéns pelos 4 sim's :D!!

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