quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[EA] Atormentada (De Natanael Vieira)

Sabem que dia é hoje? Não, não é meu aniversário de um ano aqui no MMA. Hoje é o ultimo dia de avaliações da primeira fase do nosso concurso gatíssimo, Escritor Alternativo. E só pra lembrar, hoje teremos 3 posts, então é melhor abrir nossa página em outra aba e ficar dando F5 no teclado HAHAHA!

É brincadeira, mas enfim, vamos a nossa leitura. Apresente o candidato pro povo, Lindoley.


Natanael Viera, tem 15 anos e mora na cidade de Patos de Minas, no interior de GM.

João Lindley: Então Natanael, o que escrever significa pra você?
Escrever pra mim é uma parte da minha vida. Um passa tempo, uma diversão, pois no papel eu posso por minhas ideias mais loucas, alguns delírios, diversões, coisas que não fariam sentido em lugar algum, mas que podem se encaixar em uma de minhas histórias.

João Lindley: Quais autores lhe inspiram a escrever?
- Stephen King, Becca Fitzpatrick e Agatha Christie mas, no fundo mesmo, quem mais me inspira a escrever é Kevin Williamson.

João Lindley: Até onde você acha que poderia chegar na nossa competição?
Minha vontade é de conseguir alcançar a final. Mas tem muitas histórias boas concorrendo e não sei se posso ganhar.


Atormentada

Meus olhos jaziam inchados devido ao choro. A saudade já estava batendo. Meu coração estava apertado. Perder um namorado e ainda ser acusada pela morte dele era mais do que eu podia suportar. Henrique foi encontrado morto há dois dias. A cabeça havia sido decepada. Há horas atrás, eu estava chorando em seu velório, mas sua mãe Samantha me expulsou de lá, me acusando de ser a assassina e me acusando injustamente. Ela achava que eu o havia matado porque havíamos discutido bem na frente dela. Isso culminou com o ódio mortal que ela sentia porque eu estava “roubando o filho dela.”.

Ah Henrique… Você vai fazer falta. Se foi e deixou meu coração partido. Como eu o amava… Deitei-me em minha cama. O telefone toca e eu o procuro. Encontro-o dentro de minha bolsa. Era Cristian, um de meus melhores amigos.

- Oi Cristian. – digo.

- Olá, Anne. Como você está?

- Ah. Razoável na medida do possível.

- Que bom. Você não acredita no que aconteceu!

- Ah droga, o que foi agora?

- Sua sogra tão querida se suicidou.

            - Que? Como assim se matou?

- Do jeito que alguém se mata. Enfiou uma faca no próprio pescoço.

- Uh, me poupe dos detalhes! Isso é serio?

- E claro que é. Um vizinho escutou um barulho estranho na casa dela e quando foi lá ver o que era, encontrou a megera mortinha da silva!

O telefone cai de minhas mãos. Fico pasma com o que acabo de ouvir.

Deito em minha cama e puxo o cobertor até o topo da cabeça. Queria que ele fosse algo que me protegesse de meus próprios pensamentos.

            Acordo no meio da noite, assustada. Senti algo me tocando. A sensação foi estranha. Meu cobertor estava amontoado no canto do quarto e minha porta estava aberta. Estranho, eu tinha certeza de que tinha a fechado antes de dormir. Sento-me.

            - Tem alguém aí? – pergunto, mas não obtenho resposta. Levanto-me e checo a casa, mas não há nada. Volto até o meu quarto e desabo em minha cama.

            Levanto revigorada no dia seguinte. Vou fazer um café e percebo um estranho chiado. Vou ver e descubro que a televisão está ligada. Fato estranho. Eu estava sozinha em casa. Meus pais estavam em lua de mel novamente. Aquela televisão não devia estar ligada. Checo a casa novamente, mas só eu estou ali.

            Mais tarde, por volta das 18h, resolvo sair para espairecer um pouco. Minha cabeça ainda estava confusa e debilitada. Ando e ando pelas múltiplas ruas até o escurecer.

            Já deviam ser umas 20h quando resolvo voltar pra casa. Volto para o carro e dou a partida. Estou a alguns minutos andando até que algo chama minha atenção. Uma dessas luzes malucas que acendem quando se passa por elas acende, mas sem nada ali.

            - Que estranho. – digo.

            Viro para frente para continuar e é quando Samantha aparece ali, toda ensangüentada em minha frente. Aos gritos, piso no freio e o carro derrapa até parar. Meus olhos procuram o corpo a minha frente, mas não há mais nada ali. Atordoada e confusa desço do carro e procuro por qualquer vestígio do corpo, sangue ou qualquer coisa, mas não encontro. Volto pro carro e sigo até em casa. Ao chegar, pego o telefone e ligo para Carol, uma amiga muito querida por mim.

            - Alô? – ela diz

            - Alô, Carol, aqui é Anne.

            - Oi amiga! Como você está?

            - Por favor, amiga, estou assustada. Será que você pode dormir aqui em casa comigo esta noite?

            - O que aconteceu?

            - Tem umas coisas estranhas acontecendo que estão me deixando muito assustada.

            - Está bem amiga, vou falar com meus pais e vou logo, logo pra aí.

            - Muito obrigada. Estou te esperando. Beijo. Tchau.

            Desligo o telefone e vou preparar as coisas. Arrasto um colchão do quarto de hospedes até o meu quarto, o forro e estendo um cobertor sobre ele.

            Carol chega. Vou abrir a porta. Conversamos um pouco. Explico detalhadamente para ela tudo o que estava acontecendo, mas ela, sempre tão cética, não acreditou. Nem se deu ao luxo de tentar inventar uma desculpa plausível e relevante para tudo o que eu lhe disse.

            Já deitadas em nossas camas, o papo continuou, mas tratei de logo o dar por encerrado.

            - Carol, nossas aulas começam amanhã. Temos que dormir mais rápido.

            - Hum. Muito obrigada por me lembrar disso. – disse sarcástica – Boa noite.

            Viro-me na cama, me perdendo em meus pensamentos, mas logo estou dormindo.

Mas uma estranha luz no meio da noite me acorda. Chamo por Carol.

            - Carol, acorda, eu acho que tem alguém aqui! – chamo-a e digo sussurrando em seu ouvido, e a vejo lentamente acordar e reclama

            - O que? O que você está dizendo? – ela pega seu celular e olha as horas. – Você me acordou às 3 da manhã! Quem estaria aqui às 3 da manhã?

            - Não sei, mas alguém está. – digo baixinho.

            Ela acaba de acordar e assente com a cabeça. Me levanto e procuro algo que possa usar com o arma. Pego o tripé da minha guitarra. Quem for que estivesse ali, iria apanhar. Vou na frente e Carol vem atrás de mim. O cômodo brilhava intensamente e ofuscava minha vista, mas eu não conseguia encontrar a fonte. De repente, tudo fica escuro.

            - Mas o que está acontecendo? – me viro para perguntar a Carol, mas me interrompo quando não a vejo ali.

            - Carol? – chamo, mas um silêncio morto se instala ali.

            Até que os gritos de Carol cortam o silêncio como uma faca afiada.

            Viro-me e vejo assustada e desnorteada, mãos misteriosas puxando-a pra dentro de uma parede.

            - Carol! Carol!

            - Anne! Me ajuda! Socorro! – ela agoniza.

            Corro até ela. A parte de baixo do seu corpo já estava dentro da parede. Seguro forte em suas mãos e tento puxá-la, mas uma corrente elétrica atravessa meu corpo e me faz soltar as mãos dela. Todo o seu corpo mergulha na parede e seus gritos cessam, mas ficam ecoando em minha cabeça.

            - Carol!? Carooool!

            Corro desesperada pela casa, abismada com o que vira. O que aconteceu? Caio no choro por Carol. Passo em frente ao espelho e paro ali. Escrito com sangue, amplas letras vermelhas ali diziam "Vá Embora!”. Grito quando a imagem de Henrique se reflete ali no espelho.

            Em desespero, corro até a rua.

            - Socorro! Alguém me ajuda! – grito loucamente, mas ninguém me escuta e a rua está deserta..

            Então o carro que jazia em minha garagem liga sozinho e começa a vir atrás de mim. Saio correndo no meio da rua pedindo ajuda, mas ninguém aparece. As portas do carro se abriam e fechavam, o som se alterava, ligando e desligando.

            - Porque você quer me matar, Henrique? – grito.

            Acuada entre o portão e o carro, pulo em direção ao chão e o carro se choca contra o portão atrás de mim. Corro desesperada até a minha casa, entro e tranco a porta.

            Ao passar em frente ao espelho, não vejo ali o meu reflexo, mas sim o de Carol que me encarava e dizia: Vá Embora. Tampo meus olhos e mergulho em minha cama, tentando deixar tudo aquilo pra trás.

            Uma mão maligna toca o meu pé e se enrola nele, os dedos perversos apertando e deixando marcas quentes. Olho pra lá. Samantha, furiosa, me encarava enquanto suas mãos subiam por minhas pernas. Chega a meu pescoço e começa a me apertar. Começo a sufocar. Exasperada, tento me livrar daquelas mãos raivosas.

            Começo a perder as forças. Luto contra ela, mas é em vão.

            Meus olhos vêem vacilantes atrás dela, o fantasma de Henrique surgir. Tento gritar, mas não consigo. Eu ia morrer. Junto com Henrique, o fantasma de Carol também aparece. Tento suplicar com o olhar, mas estou perdendo as forças.

            Então me surpreendem e começam a lutar contra Samantha. Depois de muito custo, conseguem tirá-la de cima de mim. Respiro aliviada, ainda com dificuldades devido a esganadura. Não entendia nada do que estava se passando. Os fantasmas somem. Minha casa começa a tremer. Desesperada, luto para sair dali o mais rápido possível, mas as portas e janelas se trancam. Quando passo pelo espelho, Samantha olha pra mim furiosa, enquanto ri histericamente.

            A casa começa a desabar. Sinto mãos misteriosas me tocarem e me puxarem em direção a parede. Minha visão se turva, e quando volto a enxergar, estou do lado de fora da casa. Henrique e Carol estão ao meu redor.

            A casa cai. Observar aquilo doeu profundamente. Todas as minhas lembranças estavam ali. Por pouco consegui escapar.

            Aliviada, olho para Henrique e Carol. Eles estavam juntos na frente do portal claro e alvo. Despedem-se com um aceno de mãos e entram lá dentro.

            Um portal negro se abre e um ser escuro e sombrio sai de lá de dentro. Ele entra em minha casa e sai puxando Samantha por uma corrente. Ele entra no portal e puxa ela pra dentro. O portal se fecha.

            Um ultimo olhar de Samantha antes do portal se fechar é o suficiente para me fazer arrepiar e o medo se espalhar em meu corpo. Seu olhar expressava raiva, ódio fúria. E ficará para sempre em minha memória. 

OBS: Não houve edição na postagem deste texto.

Nefferson: Eu vou ser bem direto, então hoje é NÃO. Seu texto não é péssimo, mas também não empolga. Há diversos detalhes que devem ser melhorados. Um dos principais é o diálogo dos personagens, que é conduzido de forma artificial e robótica. A narração também se apresenta pobre, ainda mais se considerarmos que é em primeira pessoa. 

Ricardo: Atormentado estou eu depois de ler esse texto. Mais superficialidade impossível, né? Querido, acho que seu conto tinha tudo pra dar certo, mas vamos combinar que faltou em tudo. Como bem disse o Nefferson, eu que gosto de ficar ressaltando “os erros e as gafes” do autor, mas nesse caso, não sei nem por onde começar. Acho que algo necessário de se comentar é a escolha da pessoa em que o texto está sendo narrado, contar uma história em primeira pessoa é algo – na minha opinião – extremamente complexo, que depende de vários fatores pra dar certo, não só da escrita. E algo essencial é a criação do narrador-personagem e claro, a maneira como o autor vai conseguir organizar a ideia desse personagem em beneficio pra história. E pra começar o Natanael já falha miseravelmente nisso. E um texto que já vai mal na narrativa, não tem como ser bom. Hoje é... NÃO. 

Luiz: Olha, sempre tive um pé atrás com texto escrito em primeira pessoa. Você tem de ser muito bom para isso e eu particularmente não me arrisco. Várias coisas me incomodaram no seu texto e principalmente a história. Você tinha um tema bom, mas por vários momentos eu ficava: what the hell? Mas eu acho que você tem potencial para melhorar com a orientação correta. Então hoje vou lhe dar um voto de confiança e acreditar que você possa melhorar esses e outros pontos. Para mim é SIM. Boa sorte. 

João: Natanael, você está escrevendo um livro ou narrando resumidamente um filme que você assistiu semana passada? Não há emoção, não há elaboração, não há nada que me faça querer continuar lendo o que você preparou. Porque em primeiro lugar, a história não faz sentido algum. E em segundo lugar... Bom, não há segundo lugar, então apenas direi que foi péssimo. Pra mim é NÃO. 

Mateus: Já vi que só o Luiz ta de bom humor hoje! HAHAHA! Então Nat, não foi dessa vez. 3 Não's e 1 Sim não te levam pra próxima fase.

E vocês, concordam com a opinião dos nossos jurados polêmicos? Eu sim, mas é só porque quero manter meu emprego HAHAHAHA!
 
Vejo vocês daqui a pouco, porque essa loucura está apenas começando.
 
Bêj.

Reação de Gasparzinhaney Spears:
Como assim dedos perversos? Fomos pro Brazzers, produção?

         








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