sábado, 2 de fevereiro de 2013

[Crítica] Terror em Silent Hill

Direção: Christophe Gans
Ano: 2006
País: EUA / França / Canadá / Japão
Duração: 125 minutos
Título Original: Silent Hill

Crítica:

Uma vez que você entra em Silent Hill, não tem como sair.

Recentemente, eu critiquei a franquia Resident Evil e citei como é difícil fazer uma adaptação. Apesar de estar focando em adaptações de jogos, na época, gostaria de expandir o conceito, já que TODO tipo de adaptação é tensa. Eu diria que quanto mais famosa é a "coisa" adaptada, maior a responsabilidade e a fúria entre os fãs. Não é fácil agradar a todos, mesmo que você tente. Em 2006, estreou a adaptação cinematográfica de Silent Hill, um dos jogos de terror mais famosos. Já era de se esperar a recuso dos fãs mais chatos, porém, será que é possível uma adaptação ser vista com bons olhos?

A história gira em torno de Rose, cuja filha vive sonhando com um lugar chamado Silent Hill, lugar onde nunca esteve. Tentando decifrar esse mistério, ela parte para a cidade com sua filha, escondida do marido. Depois de um acidente, Rose, acorda em seu carro, sozinha na entrada da cidade. Agora, ela terá que entrar nos lugares mais sombrios de Silent Hill para procurar pistas sobre o paradeiro da menina. E, conforme o horror vai se revelando, a verdade tem à tona. Perseguida por criaturas infernais e um culto de fanáticos religiosos, Rose terá que arranjar um jeito de sair da cidade com sua filha, antes que as trevas a cosuma.

Surpreendentemente, Terror em Silent Hill fez o que Resident Evil - O Hóspede Maldito não conseguiu, e agradou não só os leigos, como também boa parte dos fãs dos jogos. Mais não é para menos, porque a produção em torno do filme teve cuidado para seguir os mesmos passos dos jogos, sem muitas mudanças na história base. A maior diferença entre o primeiro jogo e o filme é a mudança de sexo dos protagonistas. Enquanto no jogo é um pai procurando por sua filha nos ambientes assustadores da cidade, no filme, acompanhamos o desespero de uma mãe. A mudança foi muito bem-vinda, considerando que é muito mais divertido ver uma mulher em desespero (sem machismos aqui).

Rose é perfeita! Ela é uma personagem assustada e forte, que mesmo correndo grave perigo, não desiste de encontrar sua filha. Porém, o que acaba encontrando são criaturas ainda mais bizarras que as anteriores. Gostei de como o roteiro equilibra esses elementos. Ela é uma personagem frágil e determinada. Não podemos subestimar a força de uma mãe. No elenco ainda temos a Cybil, que interpreta a policial que a segue até Silent Hill. Elas fazem uma boa parceria em alguns momentos. A realidade é que, neste filme, as mulheres lideram. Seja no lado do bem ou mal, só elas têm destaque, deixando os homens em segundo plano (literalmente e metaforicamente falando).

Dentre as criaturas que esperam até que o lado negro da cidade acorde, diversas merecem destaque. Os principais - e favoritos dos fãs - são o Pyramid Hed, que está sempre arrastando um corpo e segurando faca enorme, e as enfermeiras cegas, que são atraídas pela luz e som. Os dois são igualmente bizarros e muito bem produzidos. Também acho que a transformação da cidade merece destaque. Quando você ouvir os sinais, já é tarde demais. A cidade que você conhecia se foi e o inferno aparece no lugar, junto de suas crias atormentadas. É muito interessante acompanhar o processo de transformação. Os efeitos visuais do filme são de tirar o fôlego.

E todo o excelente desenvolvimento e reviravoltas no roteiro nos levam para um desfecho extremamente sangrento. A história envolve o espectador durante os dois primeiros atos, nos mostrando os horrores que espreitam na cidade, mas só no terceiro ato testemunhamos o que esse horror pode fazer com a carne humana. Quem gosta de um bom massacre irá aplaudir a cena final na igreja. Enfim, esse é um dos meus filmes favoritos dos últimos anos. Acho excelente em todos os aspectos, até mesmo o final aberto. Não entendeu o que aconteceu no final? Basta ver a sequência, que tudo ficará claro como água. Alguém mais se atreve a voltar para a cidade comigo em Terror em Silent Hill 2? Não se esqueçam das lanternas.

OBS. Adoro a trilha sonora deste filme. Em especial uma música tocada no piano, chamada Alessa's Harmony, que pode ser ouvida brevemente no trailer abaixo.


Trailer Legendado:

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