quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

[Crítica] Switched at Birth - 2x06: Human/Need/Desire


Feliz Dia dos Namorados. Só que não.

Review:
(Spoilers Abaixo)

Mas nem no dia mais meloso do ano essas famílias conseguem ser totalmente felizes, pelo menos não no primeiro tempo. Switched at Birth mais uma vez provou por que é uma das séries que eu mais gosto, trazendo um episódio gostoso de assistir, tudo dosado na medida certa.

Uma história que ainda vai dar muita história para a série é a do assalto à Daphne. Como acontece com a maioria, ela preferiu o silêncio a contar tudo aos pais. Mas as sequelas estavam visíveis. Era como se tivessem trocado a Daphne por uma versão mais deprimida, assustada e traumatizada, nem mesmo as piadas do Travis conseguiram tirar um sorriso dela. Foi só depois de uma aula da Melody que ela resolveu contar tudo, não para os pais, mas para a Melody.

O que mais mexeu com a Daphne nisso tudo foi o fato das pessoas acharem que por ela ser surda não deveria estar sozinha, como se ela fosse uma criança que precisasse de proteção todo o tempo. Essa é a ideia errada que a maioria das pessoas tem sobre os surdos, mas como a própria série vem mostrando, eles são muito independentes e querer bancar o samaritano compadecido da surdez deles definitivamente não funciona. A surdez dá a eles liberdade, perspectiva e identidade.

O motivo de uma das brigas no episódio veio dessa situação da Daphne, só que envolvendo o John, a Regina e a Kathryn. Revoltado com o assalto, o pai coruja vendeu o trailer dela sem consultar a ninguém, o que deixou todo mundo revoltado. É isso que falta nessa família, tomar as decisões junta. Não são mais Kathryn e John cuidando da Bay ou Regina cuidando da Daphne. Agora sãos os três e juntos eles têm de decidir o que fazer. Rolou briga e gente saindo de casa, mas no fim tudo acabou bem.

Bay por sua vez resolveu dar uma festa anti-Dia dos Namorados na casa do Angelo. Uma tentativa para se aproximar do Noah. Tudo começou bem, todo mundo curtindo a música alta. Estava lá a Natalie, a amiga lésbica (adorei isso, primeiro homossexual assumido na série), o Noah, Travis, Emmett, Toby, Nikki e a grande maioria dos surdos da Carlton. Mas quando ficou surdo por um tempo, Noah revoltou-se e acabou se rolando aos tapas com o Travis. O Emmett achou que havia mais nessa briga, talvez uma disputa pela Daphne e que ela estava namorando o Travis para provar que pode namorar um surdo. Não gostei dessa possibilidade, por que eu gosto MUITO do Travis com a Daphne e torço para que o casal dê certo.


A situação serviu para finalmente aproximar a Bay e o Noah. Infelizmente esse envolvimento entre os dois parece que vai durar pouco, já que a Bay ainda é evidentemente apaixonada pelo Emmett. Só não quero que no meio disso tudo o Noah saia magoado, eu gosto muito do personagem e já basta o problema com a doença, um coração partido não deve ser acrescentado à equação.

No fim, quem saiu de coração quebrado mesmo foi o Toby, depois que a Nikki resolveu acabar o namoro por ele não acreditar em Deus. Não vou criticar os motivos dela, pois é fato que num dado momento isso daria problemas entre os dois. Agora tudo são flores e eu te amo, mas, até quando iria durar? Quando que o assunto Deus seria motivo de briga entre os dois? A menos que o Toby veja a luz e se converta, acho que o namoro entre os dois tem um ponto final aqui mesmo.


Finalizando tudo, parece que o Angelo finalmente conseguiu convencer a Lana a não entregar a filha para a adoção. Ele está disposto a não desperdiçar essa segunda chance e ser um pai para a criança. O Angelo fez, e faz, as burradas dele, mas ele merece isso e parece estar realmente decidido, vamos torcer para que tudo dê certo. É isso pessoal, até o próximo episódio. Take care.
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