terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

[Crítica] O Impossível


Direção: Juan Antonio Bayona
Ano: 2012
País: Espanha
Duração: 114 minutos
Título Original: The Impossible

Crítica:

Nada é mais poderoso do que o espírito humano.

Nada tem mais poder sobre as pessoas do que a tragédia - apesar de que suas reações podem variar de acordo com as circunstâncias. É engraçado falar sobre os seres humanos, pois eles tendem a agir de formas completamente diferentes e imprevisíveis. Não há como prever o que cada um faria ao viver uma tragédia, pois as pessoas fazem de tudo para se manterem vivas. É um instinto. Porém, é considerável que - em geral -, nós temos a tendência de nos sensibilizar com a tragédia dos outros. E é justamente do que este filme se trata, baseando-se em uma história real.

A história gira em torno de uma família normal que viaja até a Tailândia para passar o Natal. Suas férias perfeitas acabam se tornando um pesadelo depois que um barulho estrondoso ecoa nos arredores. Um tsunami da qual não se pode escapar. Logo, os sobreviventes terão que lutar para não se afogarem e encontrar seus parentes, que podem já ter se afogado. Além da água, muitos outros obstáculos são colocados na jornada desta família, que fará de tudo para se manter unida novamente. Há certas coisas que nem mesmo a mãe natureza pode destruir.

É inegável o poder que este filme tem sobre os seus espectadores. A história gira em torno de uma tragédia enorme que sensibilizou a todos alguns anos atrás. O que mais surpreende foi o tamanho do impacto, que atingiu a todos de uma forma arrebatadora. Estima-se que umas 300 mil pessoas morreram no desastre. Para os que se lembram, o mais interessante de tudo foi quando alguns países se uniram e mandaram médicos, suprimentos e até ajudaram a reconstrução do local, provando que a humanidade ainda tem o poder de se sensibilidade com a dor dos outros e nem tudo está perdido. E é justamente sobre isso que este filme se trata. Emocionar-nos com uma história de luta honesta.

E, além de todo o drama apresentado na segunda metade, ainda podemos acompanhar uma história de sobrevivência forte. Quando a água cobre a tela, a situação fica muito tenso. Foi interessante poder acompanhar a luta da família na água. E o melhor é que tivemos uma ideia maior dos perigos que se escondiam no desastre, como galhos que cortam e outras ondas perturbadoras. Os efeitos visuais foram esmagadores. Tudo muito bem feito. As cenas com mais adrenalina são fortes e tristes ao mesmo tempo. Algo que realmente vale a pena acompanhar e torcer.

Pode até parecer insensível, mas eu gostaria de ter visto um pouco mais dos personagens lutando na água. Teve um momento que tudo acabou muito rápido. Porém, como brindados com um drama de alta qualidade, mostrando os resultados da tragédia. Foi revelador assistir a reestruturação da família em meio ao caos. A miséria espalhada por todos os cantos sempre em foco, não poupando o espectador nem um segundo. Pessoas em estado grave nos hospitais lotados, choro pela perda dos entes queridos e os cenários completamente destruídos. Completamente chocante e emocionante!

Ainda podemos acompanhar o breve drama de personagens secundários, como o cara que encontrou um bilhete de sua mulher, dizendo que estava na praia na hora da tragédia. Diálogos simples que emocionam. E mais uma vez testemunhamos o apoio sincero de um ser humano a outro. Só gostaria de ter visto mais sobre a paciente que estava do lado da Naomi Watts. Ela apareceu durante alguns momentos e o seu final ficou suspenso. Enfim, este é um filme excelente, sagaz e muito bem feito. Merece ser assistido!


Trailer Legendado:

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