terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

[Crítica] Agora e Para Sempre


Direção: Ol Parker
Ano: 2012
País: UK
Duração: 103 minutos
Título Original: Now Is Good

» Será distribuído pela Califórnia Filmes, direto em DVD, com o título Agora e Para Sempre. Não é exatamente a tradução literal (que seria algo como Agora é Bom), mas é uma variação aceitável de acordo com a temática do filme.

Crítica:

Viva cada momento. Ame a cada minuto.

Dramas envolvendo câncer existem aos montes. E, por incrível que pareça, boa parte deles são acima da média. Provavelmente tem a ver com o sofrimento humano e como nos sensibilizamos com isso. Mas nos últimos tempos eu tenho visto algumas propostas diferentes, visando colocar o foco da trama em pontos diferentes dos habituais. Recentemente eu critiquei 50%, que tenta mostrar uma história mais engraçada envolvendo a doença. Hoje, trago à vocês mais uma história envolvendo o câncer, porém, também vista de outro ângulo. Afinal, até mesmo os doentes podem encontrar o amor, não é verdade?

A história gira em torno de Tessa, uma jovem com leucemia e que optou por parar o seu tratamento. Tessa fez uma lista com tudo o que ela gostaria de fazer antes de morrer - o qual inclui perder a virgindade. Seu objetivo é fazer o máximo que puder no menor tempo possível, uma vez que seu tempo é curto e precioso. A situação muda de perspectiva quando ela conhece Adam, seu novo vizinho. Eles rapidamente se envolvem, sem Adam saber que o seu destino já está selado...

Quem acompanha minhas críticas sabe que eu sou um verdadeiro fã de filmes de terror. Ainda assim, eu não deixo de acompanhar outros gêneros. Drama é um dos menos procurados por mim, mas, assim que assisti ao trailer de Now Is Good, não pude deixar de me apaixonar pela história, e procurei assisti-lo rapidamente. Não me arrependo! Deparei-me com um filme extremamente fofo, com uma história de amor muito válida, sonho de toda menina (Claro, tirando a parte do câncer). A questão é que o filme levanta alguns assuntos reais do cotidiano, como o simples fato da virgindade.

A protagonista se comporta de uma forma arisca com os seus pais e os outros ao seu redor. É extremamente compreensível, uma vez que ela tem aquela liberdade da palavra que só aqueles que estão perto da morte têm (ela mesma diz isso no filme, só estou confirmando). A ideia de fazer uma lista já foi explorada antes (até mesmo no clássico Um Amor para Recordar), mas ganha uma atenção especial por trazer elementos adolescentes, como a própria perda da virgindade - já citada. Dakota Fanning está ótima em seu papel de mocinha. Ela está linda de cabelo curto e tem a aparência frágil que a personagem tanto necessita.

Seu interesse amoroso também foi muito bem escolhido. Jeremy Irvine demonstra uma química esmagadora com Fanning. Além do mais, ele é o elemento chave para fazer todas as meninas se derreterem a cada cena, uma vez que ele é muito bonito. Gosto do estilo protetor que ele demonstra, inclusive no pôster, vemos o mocinho sempre dando assistência à protagonista. Em um papel mais secundário temos Kaya Scodelario, a eterna Effy do seriado britânico Skins. Ela basicamente interpreta uma versão mais leve de sua personagem na série.

E não é apenas de romance que o enredo sobrevive. Como já era de se esperar, o terceiro ato é carregado de tensão e tristeza, caminhando a história para o seu desfecho óbvio. Surpreendentemente, eu fiquei bem mais comovido com o desenvolvimento dos pais da protagonista do que o choque do seu relacionamento. É claro que é muito comovente ver o garoto estando pela protagonista nos momentos difíceis, mas eu fiquei bem mais tocado com o envolvimento da mãe dela em seu estágio final. Enfim, esse é um ótimo drama. Temos diversos momentos tristes e fofos, alternados e juntos. Uma montanha russa de emoções, de fato. Não percam, pois vale muito a pena!


Trailer Legendado:

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