sábado, 16 de fevereiro de 2013

[Crítica] Evocando Espíritos 2


Direção: Tom Elkins
Ano: 2013
País: EUA
Duração: 100 minutos
Título Original: The Haunting in Connecticut 2: Ghosts of Georgia

Crítica:

O medo sempre volta para casa.

Depois de vários anos, eis que finalmente surge a continuação de Evocando Espíritos (Como ficará o título da sequência agora que ninguém evocou nada?). Diferente do lançamento do original, esta segunda parte teve um breve lançamento nos cinemas - em um circuito limitado -, e foi liberado para download pago na internet. Esse é um método de lançamento que está sendo cada vez mais utilizado, mas ainda não consegui um resultado muito positivo nisso. Além disso, pelas minhas experiências recentes, filmes lançados assim só indicam que eles não são bons o suficiente para o lançamento nos cinemas, como Piranha 2. Será que a maldição se repete?

A história gira em torno de uma família que acaba de se mudar para uma casa no campo, afastada da cidade. Não demora muito para a pequena Heidi passar a ver espíritos pela propriedade e até se tornar amiga de um deles. Conforme o tempo passa e os pais percebem que tem algo errado, logo eles recebem provas de que o amigo invisível da menina é real. Não demora muito para a mãe passar a enxergar as mesmas assombrações que a filha, revelando um dom de família. Porém, para complicar a situação, nem todos os fantasmas no local são bons e alguns estão dispostos a tomar o lugar dos vivos.

Não há nem comparação com o primeiro. Esta sequência é apenas um filme regular, que insiste em cair em alguns clichês comuns e, os poucos acertos, foram chupados diretamente do original. Assim como o primeiro, este também foi baseado em um episódio de uma série que explora o horror real de uma família. Cada episódio acompanha uma família diferente, em lugares diferentes. No primeiro a trama aconteceu em Connecticut, já neste, Georgia. Sendo assim, a única conexão entre esses dois filmes é que ambos retratam casas com fantasmas irritados.

E, apesar de completamente diferentes, é impossível não fazer comparações. Até porque, a estrutura básica dos dois filmes é parecida. As manifestações dos espíritos não demoram muito para acontecer e o passado do local guarda um mistério sombrio. Nesta sequência, a história é bem mais simples. O enredo até conseguiu trazer alguma novidade contando a história dos escravos que escapavam por túneis na região, mas não consegue superar o mistério do primeiro filme, que é muito mais envolvente. As aparições também não são tão assustadoras, se limitando apenas em ficarem parados encarando os vivos. Sem muito impacto.

Porém, nada irrita mais do que a protagonista. Foi interessante acompanhar esse "dom" que as mulheres da família têm de conseguir ver espíritos, mas é completamente desperdiçado. Além de mal explorando, a forma como o diretor escolheu para mostrar esse dom foi brega, com cenas em preto e branco, com alguns efeitos toscos. Algo mais simples teria sido muito mais eficiente. Não posso esquecer de citar a personagem mais chata de todo o filme, interpretada por Abigail Spencer. Apesar dela também carregar a habilidade de ver espíritos, é uma cética. Se recusa a acreditar no que está acontecendo ao seu redor, mesmo que provas concretas sejam jogadas em sua cara.

Eu achei completamente broxante a atitude da personagem, que acabou ganhando todo o destaque no final do filme. Aposto que ninguém irá conseguir se simpatizar com ela. Até mesmo o patriarca, que não consegue ver os espíritos, passou a acreditar em sua filha. Além desses pontos negativos, o terceiro ato - que supostamente deveria ser o melhor momento do longe - é a pior parte do filme. Uma nuvem de efeitos visuais cobre a tela e o confronto final é completamente desperdiçado. Destaque apenas para Katee Sackhoff, que é a melhor coisa desta sequência. Sem mais, é apenas um filme de terror comum e mediano, muito abaixo do original.


Trailer Legendado:

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