terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

[Crítica] American Mary


Direção: Jen Soska & Sylvia Soska
Ano: 2012
País: Canadá
Duração: 103 minutos
Título Original: American Mary

Crítica:

Aparência é tudo.

Continuamos nossa jornada pelo poder da vingança feminina. Se em Girls Against Boys nós vimos uma vingança mais sem graça, neste, nós finalmente aprenderemos que não devemos mexer com algumas mulheres. Gosto de filmes que colocam em evidência esse lado mais explosivo das mulheres. Não quero levantar quais discussões filosóficas. Este é apenas um filme e - apesar do que algumas pessoas pensam - não é um incentivo à violência. Enfim, sem mais delongas, eu quero lhes apresentar uma jovem muito promissora. Ela se chama Mary... Bloody Mary, para os mais íntimos.

A história gira em torno de Mary, uma brilhante estudante de medicina, que é constantemente pressionada pelo seu professor. Cheia de dívidas, ela decide trabalhar como stripper em um clube. Porém, o destino lhe oferece outros caminhos quando ela tem que usar suas habilidades médicas. Depois de passado o susto, ela passa a descobrir que muita gente pagaria caro para utilizar os seus serviços. Não demora muito para ela se desviar do seu caminho e começar a entrar em um mundo de modificações corporais bizarras.

Diferente do outro filme - já citado acima -, American Mary acerta ao equilibrar a trama com a tensão crescente. Um dos pontos mais notáveis é a evolução da personagem principal, Mary. Ela começa o filme como qualquer outra jovem com problemas financeiros. Sem vida social e muito inteligente, ela precisa de uma saída alternativa para poder pagar suas contas. É interessante observar essas pequenas decisões que vão infligindo pequenas cicatrizes em sua alma. É incontestável a mudança de tom do psicológico da personagem do começo até o final. E essa é a parte mais louvável do filme.

Ainda neste ponto, é obrigação destacar a ótima atuação de Katharine Isabelle. Gosto muito dessa atriz, mas depois de ter participado da trilogia Possuída, sua carreira passou a se resumir a filmes fracos e sem qualquer destaque. Salvo a sua rápida participação no divertido Freddy Vs. Jason, mas é apenas isso. Agora, depois de todos esses anos, Katharine volta a ter destaque no gênero, com um filme realmente digno. Ela simplesmente dominou a história e se mantém na frente de todos os outros. E isso é incrível, considerando que temos alguns personagens bastante extravagantes.

O destino de Mary entrelaçado com a medicina é algo muito interessante de se acompanhar. Entramos em um mundo completamente novo, onde as pessoas pagam caro para realizarem procedimentos bizarros. Os pedidos que aparecem na história são chocantes e nos instigar a continuar. Os dois melhores momentos foram a mulher que gostaria de se tornar uma espécie de boneca viva e as gêmeas sádicas, que não queriam se separar e/ou perder sua conexão. A protagonista começa a história bastante insegura, então vemos algo crescer dentro dela, tornando-a assim, uma bem-sucedida com conexões.

Só não gostei do desfecho da história. Poderia ter sido melhor trabalhado. Além disso, o terceiro ato trabalha com diversas subtramas, como vingança, trabalho, consciência e até mesmo amor; mas, infelizmente, nenhuma delas é concluída. É um efeito interessante quando os créditos começam a subir, porque você se vê querendo assistir mais. E o mais triste é que o desfecho não abre espaço para uma possível sequência. Enfim, eu adorei esse filme. Os ambientes, os personagens diferentes e o progresso de uma personagem nos dão a oportunidade de testemunhar algo diferente de habitual. Recomendo!


Trailer:

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