sábado, 26 de janeiro de 2013

[EA] Under the Moon (De Mateus Antony)

 
Boa noite Braziw. Caso não saibam, hoje é a final dessa primeira fase de leituras. Nossos autores do blog já estão fervendo pra dar a opinião da noite, e quem é o escritor da semana é o Mateus Antony, voltando para tentar mais uma vez entrar pra nossa equipe. Vamos ler então?



Under The Moon

A mansão é enorme. Possui um estilo arquitetônico vitoriano presente no século XIX. A tinta esta desbotando e as colunas que sustentam o teto estão ruindo. O piso da madeira polida apodreceu por conta da infestação de cupins. A mobília está desgastada. O cheiro de mofo impregna o ar. O enorme lustre com penduricalhos de cristal presente no teto agora assume um aspecto medonho cheio de teias de aranha e poeira. O fogo que crepitava tão alegremente na lareira já não estala e aquece. Porem o mais lamentável é a biblioteca. Uma imensa sala com estantes abarrotadas de livros. Obras famosas, pouco conhecidas, pergaminhos em diversos idiomas e outras variações. Porém todos se encontravam no mesmo estado: Empoeirados. Isolados. Nunca lidos e nem sequer abertos. Como livros fantasmas. Os ricos quadros representando cenas como a Última ceia, Crucificação de Cristo e o enigmático quadro Monalisa ­­— sorrindo diabolicamente — possuem um aspecto fantasmagórico à luz da enorme lua dourada. Os rostos assumem aspectos diabólicos. Os olhares ternos e vagos agora têm certa crueldade.

O vazio dentro daquela enorme mansão é tão grande quando o vazio que existe no coração daqueles seres. Dois seres humanos. Mas não tão humanos como qualquer um. Estão mortos. Somente um eco que já foram. Solitários.

Ali no teto daquela casa jaz o casal de jovens.

A mulher tem pele morena cor de canela. Olhos com diversas cores. Um tom de azul esverdeado com traços dourados. Os cabelos lisos e negros na altura do ombro. Corpo esbelto e acentuado. Veste um vestido branco e longo incrivelmente formal. O decote vai até os seios. O diadema de rubis ainda enfeita o cabelo da garota dando-lhe um aspecto nobre.  O seu peito e o decote do vestido estão manchados de sangue já seco do seu marido. Na sua testa há uma bala certeira cravada é o motivo de sua morte.

Já o homem tem pele clara, quase translúcida. Olhos cor de chocolate amendoado e penetrantes. Cabelos encaracolados e amarronzados.  Magro. Veste-se socialmente com um fraque. Uma faca está enterrada em seu peito é o motivo de sua morte.

A história daquele casal data o fim em 1865, quando foram brutalmente assassinados na sua lua de mel. Mal se casaram, não desfrutaram o doce prazer de ter uma vida feliz. Bastou somente um tiro para matar a mulher, e depois de uma luta física uma facada no coração do homem. Os seus espíritos ficaram presos ao local onde morariam, aquela enorme mansão.

Toda noite, ficavam ali observando a lua em suas diversificadas fases. Nessa noite, as estrelas possuem um brilho prateado. O céu está nublado e as nuvens estão densas. Os relâmpagos cortam o céu pressagiando a chuva. Já a lua estava inteiramente à vista. Nenhuma nuvem ousa esconder tal perfeição. A enorme lua despida parece mais como um globo de ouro pregado ao céu.

Nessa noite, a lua possui um tom dourado forte e incandescente. Como o próprio sol. E está magnificamente grande. Como se terra estivesse deslocada no espaço para mais perto do astro. 

Um sol que ilumina a noite. Pensa o homem.

A garota tem a impressão que se estender a mão o suficiente, pode tocar aquela beleza.

O homem passa seus braços pelos ombros da garota e ela encosta-se ao seu peitoral se aconchegando.

Nada poderia ter semelhança e compatibilidade igualada. Como duas peças de uma quebra cabeça. Duas peças de lego. Como o perfume de uma rosa. Como as páginas de um livro.

“É linda, não é?”

“Nada que se compare a ti.”

Ela sorri e afaga os cabelos dele segurando com força. Os olhares deles se encontram numa explosão de desejo mútuo. Naturalmente os dois se aproximam. Ela encosta sua testa na dele e esfrega seus narizes. E então, o beijo. Uma mistura de ferocidade, amor e desejo. Consumindo seus corpos vácuos. Mas do que importa a lógica num amor além da vida? Nada.

A mão do homem desce até a cintura da mulher a traz para mais perto de si. Ele observa os olhos dela a luz da lua. O brilho dourado deixara a pele dela com um tom majestoso, como se ela pudesse absorver o brilho da lua. Eles pausam para respirar enquanto se encaram. Os olhares firmes e pedindo por mais. Ela arfa e se aconchega nos braços dele sentindo os entalhes de um aro de ouro puro. O aro é pequeno e fino, mas com pequenos e visíveis entalhes de arabescos, runas e hieróglifos. Um anel de casamento perfeito, mostrando a paixão da dama pelo sobrenatural.

Mais uma vez eles irrompem em outro beijo. Os falecidos amantes findam seu amor ali mesmo. Somente com a lua acima de si. E ali eles estavam num tipo de maldição a qual todos querem estar aprisionados. Presos a um loop onde irão repetir a mesma cena todos os dias. Onde irão reviver uma paixão sem fim de modo estonteante. Espectros de algo que poderia se tornar o verdadeiro amor.

OBS: Não houve edição na postagem deste texto.

Nefferson: Confesso que sua história passada em um tempo antigo tem o seu charme, além do tom melancólico e até mesmo gótico. Claro que há algumas coisas que me incomodam, como o fato da narração inteira acontecer no presente, ainda mais quando você está detalhando os mortos, que é onde o erro temporal se torna gritante. Percebi que este é um ponto negativo que se estende ao seu texto anterior também e, com os devidos conselhos, acredito que pode ser facilmente corrigido. Gosto como você escreve e vejo potencial para você na segunda etapa. Hoje é SIM.

Ricardo: As pessoas realmente tem a tendência a insistirem nos mesmos erros. Mateus mais uma vez vem com uma narração tediosa e uma trama igualmente sem sal. Além do mais o autor não consegue nos empolgar com a história romântica que propõe, e isso se deve ao fato de que ele tenta criar uma história de amor em menos de 50 linhas e pra mim isso comprometeu a ideia. Sem falar nas frases desnecessárias e alguns erros bobos, mas que não deixam de ser erros. Quem sabe um romance mais bem desenvolvido tivesse feito eu dar um sim ou talvez algo que não apelasse pro sobrenatural, mas hoje é NÃO.

Luiz não poderá opinar devido a uma viagem de ultima hora que precisou fazer.

João:  Ricardo, não seja chato. Você não pode exigir que um autor escreva apenas sobre um tema que você gostou e siga o caminho que você escolheria. Isso é um absurdo. Estamos aqui pra encontrar alguém que possa fazer parte do nosso Blog, não alguém que escreva de acordo com nosso ponto de vista. Quanto ao texto, Mateus, acho que dessa vez você acertou. Apesar dos "erros" que o Nefferson mencionou, me senti completamente envolvido com sua narrativa. Foi melancólica, foi depressiva, foi exagerada, mas foi genial. Meu voto é SIM. Seja bem vindo ao Escritor Alternativo.

Mateus: Que coisa linda, no nossa ultimo dia de avaliações tivemos uma aprovação. Parabéns Mateus! Vemos você na segunda fase.

Concordam com o veredicto?

Bom final de semana pra você que sempre passa aqui, e não se esqueçam da repescagem. Vamos lançar um post explicando tudo o que você tem que fazer pra participar. Fiquem ligados!

Agora vamos partir pra segunda fase e ver o que acontece.

Bêj.

Entidadney Spears também tem algo a dizer:
Apenas *MOCIONADA*









               
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Comentários
6 Comentários

Comentário(s)

6 comentários:

  1. Mereceu. Até que não foi ruim. Concordo com o Nefferson, pode ser corrigido facilmente!

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  2. Gostei,a história foi linda e emocionante(queria saber quem matou esse casal,mas acho que é pedir muito rsrs),parabéns Mateus e Boa Sorte nessa segunda fase :D.

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  3. a narração foi lenta e emocionante. foi apaixonante,na verdade. ricardo deve ser mal-amado rsssssss brincadera!

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  4. estou com a Entidadney Spears,apenas MOCIONADA.

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  5. foi lento e romántico.

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  6. Muito obrigado Anônimo¹,Georgie, Anônimo², Vânia e Giovana. Agradeço a todos pelo apoio ;p
    Nos vemos na segunda fase!

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