sábado, 5 de janeiro de 2013

[EA] Para Ter Meu Sangue (De Guilherme Alves)

E dois mil e treze chegou. E ao que tudo indica, parece que o Guilherme Alves vai ter que dar seu sangue pra entrar com tudo nessa disputa. Mas claro, como aqui não é a casa Iluminatti mas é algo parecido (HAHAHA) ele vai passar pelo corpo de jurados e vamos ver se o seu texto nos cativa.

João, apresente o amiguinho pra nossos amiguinhos.



Guilherme Alves da Silva, tem 18 anos e mora em Baruerí/SP.

João Lindley: Como conheceu o MMA?
- Procurando por capitulos de livros para imprimir, quando ganhei minha impressora ahsuahsu
Aí encontrei os capítulos de A Punhalada, baixei o livro todo e acompanho o blog até hoje.

João Lindley: Em que você se inspira pra escrever?
- Em quase tudo, filmes, músicas, as vezes até em uma única imagem de algum filme.

João Lindley: Você foi um dos poucos que nos enviou apenas um conto. Tem mais de onde esse veio ou esta é sua obra prima?
- Esse é o prólogo de um livro que eu tentei escrever, na verdade só escrevi um conto até hoje, mas era pra um trabalho da escola.

João Lindley: Ok Guilherme. Boa sorte.



Sinopse:  Na noite de aniversário de Emma, um famoso serial killer de Craven Hills desaparece, após assassinar a garota. Anos depois, quando uma das garotas presentes na festa de Emma deixa uma clínica psiquiatrica, ela passa a acreditar que o assassino esteja de volta para terminar o que começou, sem saber que o final guardado a ela e as amigas é bem pior do que o imaginado.

Para Ter Meu Sangue

Prólogo
 A Morte de Emma

O Sr. Fox desviou os olhos do relógio de pulso, mantendo-os novamente na estrada. Sua esposa, Marion Fox, parecia dormir; de vez em quando abria os olhos, esperando já ter chegado em casa.

Aquela fora uma bela noite. Depois de um belo jantar em um ótimo, e caro, restaurante, eles foram até uma exposição de arte; aquele era o tipo de atividade que o casal mais gostava de fazer, observar quadros, que para outros seria apenas um punhado de tinta em uma tela. Passavam horas e horas em silencio, apreciando as pinturas. Aquilo era o que ele mais gostava agora, depois que se aposentara da profissão que exercera por tantos anos: ser policial.

Mas tudo que queriam agora era apenas esticar as pernas e ter uma boa noite de sono.

Mesmo à aquela hora da noite, as garotas ainda deviam estar acordadas. Na casa do casal acontecia uma pequena comemoração, em homenagem ao aniversário da única filha deles, Emma. 14 anos. Já era uma mocinha.

O Sr. Fox estendeu o braço para trás, até alcançar o presente da filha, no banco de trás. Ele tocou com os dedos o papel brilhante, embrulhando o que a filha a tanto tempo pedia. Ela iria adorar.

Ao virar a esquina, o casal já estaria na rua de casa. O Sr. Fox já podia até ouvir a algazarra que as meninas estariam fazendo; o grupo de oito garotas estava junto a anos. O casal já estava acostumado a tê-las por perto. Mas nenhuma era tão especial quanto Emma. Fariam qualquer coisa pela filha.

Quando o carro virou a esquina, freou bruscamente. Marion acordou, com os olhos assustados e bem abertos.

A garota permanecia parada, iluminada pelos faróis do carro, naquela fria e escura noite. Protegia os olhos com uma das mãos, e estava vestida com um pijama rosa, cheio de pequenos ursinhos.

Louis Fox reconheceu a garota. Wendy Priestly. Amiga de Emma.

Com as mãos tremulas, ele abriu a porta, e saiu para fora. Podia sentir uma coisa forte dentro de si, que dizia que algo de ruim havia acontecido.

A garota correu até ele, em lágrimas. Louis segurou a garota pelos ombros, tentando acalmala, mesmo estando mais assustado que ela.

“Wendy!” disse ele, as palavras soando estranhas em seu ouvido. “Onde está Emma? Onde está minha filha?”

Wendy não conseguia responder, apenas chorava. Ela apertou bem os olhos, antes de falar.

“Alguém entrou na casa. Alguém entrou na casa. Emma está... Emma está...”

Soltando a garota, o homem correu até a casa. O vento gélido e gotículas de uma breve tempestade batiam em seu rosto. O céu estava negro. Mas Louis não sentia frio. Não sentia nada. Naquele momento, sua mente parecia vazia a qualquer outra coisa que não fosse Emma. Era sorte conseguir manter as pernas correndo pela rua silenciosa.

A porta da casa estava aberta, e mesmo de relance ele pode ver a janela da cozinha escancarada. Emma sempre se lembrava de fecha-la. Se não alguém poderia entrar por ela.

Estava escuro. A única luz vinha do andar de cima, de algum dos quartos. A casa estava vazia. Não havia sinal de ninguém. Havia algo iluminando a cozinha. Louis esquecera no carro a arma que portava, mesmo sendo um policial aposentado. Quem quer que tenha invadido sua casa ainda poderia estar lá.

Caminhando em passos ligeiros até a cozinha, ele se mantinha atento a qualquer movimento em outro cômodo da casa. Chegou ao local. A geladeira estava aberta. A luz iluminava parcialmente a cozinha escura, e também outra coisa que havia próxima a ela. Um corpo. O corpo de Emma.

O Sr. Fox se viu cambalear para o lado, perder os sentidos. Não sabia se aquilo era real. A primeira lágrima lhe desceu pelo rosto. Ele se mantinha em pé, enquanto tentava se aproximar do corpo da filha. A jovem de cabelo castanho-claro estava caída, imóvel, em frente a geladeira. Mantinha os belos olhos verdes abertos, mas neles não havia mais vida. Ela soluçava, cuspindo sangue. Agarrando o corpo da filha com cuidado, Louis acariciava seus cabelos, enquanto suas lágrimas molhavam o pijama colorido dela. Quase não percebera as perfurações no peito da garota. Eram marcas de facadas. Ele fazia força para manter os olhos apenas na face angelical de Emma. Aquilo não podia ter acontecido a ela. Não era verdade. Não em seu aniversário. Ela tinha que sobreviver.

Por um momento ele sentiu como se não estivesse em solo, como se flutuasse. Como se fizesse parte de outra realidade, como se aquilo não fosse real. Milhões de coisas passavam por sua cabeça agora. Não sabia se sentia ódio ou tristeza.

Nunca imaginara sua filha morta. Não de uma forma tão brutal.

Mas quem seria tão cruel a ponto de fazer aquilo?


“Don Vega, famoso serial killer da cidade de Craven Hills, fez mais uma vitima está noite. A vitima é uma jovem que completava hoje 14 anos, chamada Emma Fox, filha de Louis e Marion Fox. No momento do homicidio o casal estava fora de casa, e no local ocorria uma pequena festa em comemoração ao aniversário da garota, onde estavam mais sete meninas.”

“Enquanto as meninas estavam no quarto, Emma e uma outra amiga, Wendy Priestly desceram até a cozinha, encontrando lá o serial killer, que entrara por uma das janelas da cozinha. Emma foi brutalmente assassinada na frente de sua amiga, que conseguiu correr para o quarto e avisar as outras garotas. Fugindo pela janela do quarto, as jovens buscaram ajuda em vizinhos próximos, para contatar a policia.”

“Mas no momento em que as viaturas chegaram na casa não encontraram mais Don Vega. Mesmo assim, a poucas horas a policia foi contatada sobre alguém suspeito próximo a uma casa, e não demoraram a descobrir que era o própria assassino, que foi perseguido durante um certo tempo, até chegar a essa ponte e desaparecer.”

A repórter se aproximou da velha ponte, onde a câmera deu enfoque a água lamacenta que corria lá embaixo, onde, de acordo com os policias, Don Vega, o terrível serial killer, caira. Estava morto, afogado em água com lama.

Depois de algumas perguntas breves do âncora de cabelos grisalhos e óculos de armação fina, a repórter continuou o relato:

“Nenhuma das outras garotas sofreu qualquer ferimento, e passam todas bem, recebendo auxilio psicológico. Por sorte, sobreviveram ao, como é conhecido, maior assassino que a cidade já vira, e que ninguém nunca conseguira sobreviver. Ninguém.”

OBS: Não houve edição na postagem desse texto.


Nefferson: Não tenho muito que dizer com apenas este prólogo sem sair do óbvio, na verdade. A escrita é muito boa, assim como a condução da narração. Tenho quase certeza que essa história será a mais votada pelos leitores para ser postada em sua versão completa, porque o prólogo consegue instigar a nossa curiosidade. Gostei de como você fechou o texto repetindo a palavra "Ninguém", porque deu um impacto dramático, além de remeter a menina que ficou cara a cara com o assassino e sobreviveu, dando a entender que ele pretende cortar as pontas soltas. É claro que hoje é SIM e fico no aguardo de novos textos.

Luiz: SIM. A história é boa, você escreve bem também, só uns poucos erros aqui e acolá. Acho que você poderia ter se aprofundado mais na história, talvez deixado o serial killer vivo e enviado o pai dela numa busca por vingança. Fiquei com gostinho de quero mais, mas acho que você tem potencial. Gostei bastante das descrições que você fez das cenas, ajudou bastante a me colocar dentro da história. Parabéns! Agora seu destino está nas mãos dos outros jurados, boa sorte.

PS: Ricardo está viajando com papai e mamãe e por isso não poderá votar. Mas Cee Lo Biba está aqui para substituí-lo.

Mateus: Bem, tem alguns errinhos mas me prendeu. Claro, poderiam escrever uma coisa nacional né? Esses nomes ficticios e cidades americanas me embrulham o estomago. Não é meu tipo de leitura, mas eu dou SIM pelo fato que eu quero ler essa história toda e saber qual foi a loucura da Emma.

João: Apenas com esse prólogo dá pra perceber que você tem bastante talento. Mas é claro, vai ter que aguentar o povo comparando sua história com Pretty Little Liars e Pacto Secreto o tempo inteiro, porque esse é o preço que se paga quando colocamos garotas sendo perseguidas por um serial killer hoje em dia. Bem, de qualquer modo, estou louco pra ler o resto da sua história. Meu voto é SIM. Aliás, foi um dos Sim’s mais fáceis que já dei. Parabéns.  

Mateus: Gui, você ganhou 4 Sim's! Parabéns gato! Vejo você na próxima fase.
 
E vocês, concordam com o veredicto?

Caso sim, caso não, comenta aí e seja feliz. Bom final de semana pra nós, e não se esqueçam, amanhã tem mais.

Bêj.

Opinião de Alternativaney Spears:
You're a little diva! Não, pera... Ah, que seja.










     
Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
3 Comentários

Comentário(s)

3 comentários:

  1. O ruim é que agora me deu vontade de ler tudo. Muit bom.

    ResponderExcluir
  2. Muito bom.. agora, como a maioria que vai ler esse texto, quero ler o resto da história *-* gostei da narrativa, de como o texto me prendeu até terminar, dos personagens apresentados.. enfim.. mereceu os sim's :)

    ResponderExcluir
  3. Primeiramente parabéns ao Guilherme,adorei a história deu um gostinho de quero mais,adoraria ler o resto,e vou lhe dar um conselho sobre aquelas pessoas que reclamarem dizendo que esse texto é um plagio de PLL e Pacto Secreto:IGNORE-OS!!,são individuos que não tem a capacidade de escrever uma linha sequer.

    ResponderExcluir