segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

[EA] Elos De Um Segredo (De Diego Ravarotto)

Mais um texto pra nossa coleçãozinha e o louco da vez é Diego Ravarotto. Eu ia fazer uma brincadeira mas é melhor não, HAHAHAHA! Vamos ler agora e descobrir um pouco dos Elos desse segredo e ver se os jurados estão de bom humor e vão passar o menino para a próxima fase.

João, é com você.



Diego Ravarotto, tem 16 Anos e mora em Rio Grande/RS

João Lindley:  Quando você começou a escrever?
- Bom , eu sempre via os filmes e series e gostava de imaginar diferentes finais e coisas do tipo para os mesmos . Mas , essas historias nunca chegaram a sair da minha cabeça . Então um dia de brincadeira eu baixei um programa que se dizia " perfeito " para escrita de livros . Comecei a usa-lo , só de brincadeira , tentando escrever uma historia meio que inspirada em Destino Final . E , depois de muita brincadeira isto acabou virando algo serio , e aqui estou eu .

João Lindley: Existe um motivo em especial para você ter se inscrito para nosso Concurso?
- Bom , eu esperava ter a chance de expor minhas historias , caso ganhasse . Meu primeiro pensamento era entrar no concurso com criticas . Mas , quem sabe , historias sejam o meu forte . Não criticas e reviews . E , depende de vocês me dizerem isso .

João Lindley: Fale um pouco sobre sua história, "Elos de um Segredo".
- Bom , depois de muito pensar sobre que historia criar . Eu cheguei a conclusão de criar algo um pouco diferente . A historia pode ser um pouco clichê por causa desse estilo " meninas e segredos " , mas eu quero tentar algo mais sombrio . E , se me desculpe o uso da palavra , abusar no bitchismo entre as personagens . E abusar nas piadas relacionadas com filmes e seus clichês como o famoso : " Escutei um barulho no 2° andar , vou ir lá olhar . " Bom , acho que é isso .

João Lindley: Ok Diego. Todos sabem que adoramos meninas e segredos, hahaha! Então, boa sorte.




Elos de Um Segredo


Capitulo 1 : As Trevas Ao Redor
Rainy Hill – 24 de Dezembro – 2011 – 5:00 Pm – Casa da Familia Beaton
O dia havia amanhecido . O céu estava mais azul do que nunca , estava lindo . O sol , reluzia como se desse vida a tudo em que enconstava sua poderosa luz , e as nuvens - brancas e fofas - pairavam ao seu redor e deixavam-o mais maravilhoso do que já estava . Esta véspera de natal seria realmente maravilhosa . Mas , esta felicidade durou apenas até a metade do dia . O mundo lá fora , começou a se transformar em um ambiente digno dos filmes de Wes Craven.

O lindo céu azul , ficou cinza e obscuro . O sol desapareceu por completo , e deu lugar a nuvens altamente carregadas - que após alguns minutos com certeza chorariam escandalosamente . E a suave brisa que embalava as flores dos jardins e balançava os galhos das arvores - secos e sem folhas , parecendo finos e grotescos braços de um monstro - deram lugar a verdadeiros vendavais que faziam com que as folhas do outono atrasado voassem nos quintais das casas formando tenebrosos redemoinhos . O clima deixava qualquer um recioso de que Freddie Krueger ou Ghost Face , surjam de um dos arbustos _ quase imperceptiveis , por causa da escuridão . Os trovões e relâmpagos que iluminavam o céu e assustavam as pobres crianças , estavam apenas anunciando a chegada da aterradora tempestade que a minutos atrás apenas despontava no horizonte .

Gotas e mais gotas escorriam do lado de fora da janela do quarto de Alicia Beaton , que estava sentada em seu sofá na janela - a parte que Ali mais adorava em seu quarto , achava maravilhosa , a vista que tinha de toda a rua . Com a cabeça recostada no vidro , Ali notava as gotas rolarem janela abaixo e cairem no gramado do quintal . Uma gotinha , muito timida , que rolava vagarosamente , passou em frente aos olhos de Ali , lhe dando a estranha impressão de que a gota , fosse uma lagrima escorrendo de seus lindos olhos verdes . Ela pensava consigo mesma quantos dias mais , teria que ficar de repouso - por causa da detestavel virose que havia contraido , três dias atrás . Ali passou durante esses três dias sem poder ver comida em sua frente , que acabava vomitando - e até agora não estava sã . Sua mãe criou vários chás , e dizia que eram milagrosos . Mas , aqueles chás de milagrosos não tinham nada - mais “ atrapalhavam do que ajudavam “ . Ali levou as mãos em direção de onde pensava ser o estomago , achava que ao pressiona-lo a dor passaria . Alicia mordia os labios de tanta dor.

Então , buscando uma distração , pegou o notebook , pra ver se assim conseguiria passar um pouco de tempo sem lembrar das dores que assolavam sua alma . Mesmo se fosse por apenas miseros minutos . Ali sentou-se , e puxou a mesa próxima a seus pés para perto de si , para que assim pudesse repousar o aparelho . Assim que o colocou em cima da mesa e ajeitou-se entre as almofadas , Ali o abriu e começou a tentar conecta-lo à internet - o que por causa do temporal lá fora , não estava nem um pouco fácil . Após “ algumas “ tentativas . Ali conseguiu conectar . No plano de fundo de seu desktop , estava uma foto de sua cantora favorita , Lea Michele _ em uma foto onde usava um lindo vestido violeta e em uma das mãos segurava uma bela flor . Ali ficou durante alguns minutos olhando fixamente para a foto , e pensava que se pudesse escolher algum dom , que fosse o do canto . Adoraria poder ter fãs e fazer-los feliz apenas com sua voz e mesmo sem pedir , ser amada por eles . E ela sabia que isto era algo inimaginavel , pois sua voz era igualmente comparada a um cachorro ganindo . De repente , o estomago de Ali fez barulhos muito estranhos e rapidamente , ela notou que os biscoitos e o chá , que a pouco tempo atrás havia tomado , estavam gentilmente pedindo seu Habeas Corpus . Alicia levantou-se rapidamente empurrando a mesa com uma enorme velocidade , o que fez com que o notebook cambaleasse um pouco sobre a mesma . Enquanto se levantava , de subito um clarão assombroso tomou conta da janela de seu quarto , causando-lhe um tremendo susto que a pôs durante alguns miseros segundos de joelhos por sobre o carpete . Sem tempo para pensar , Ali correu como nunca havia corrido em toda sua vida . Foi até o banheiro do corredor , mas a porta parecia estar emperrada . Quase sem tempo , correu até o banheiro de baixo , descendo as escadas como um foguete .

Para a felicidade de Rosie - sua mãe - Ali chegou a tempo no vaso sanitario . No instante em que chegou , uma enorme e estrondosa golfada tomou conta da agua - ainda pouco limpida - do vaso . Rosie havia passado os ultimos três dias , como uma escrava limpando todos os lugares por onde Ali passava , pois todas ficavam sujas , por aquela viscosa e asquerosa substancia .
 
Após alguns minutos angustiantes recostada sobre a borda do sanitario , Ali começou a se sentir melhor - o que a fez pensar em levantar-se e obviamente enxaguar sua boca . De repente , a luz que iluminava a casa desapareceu , dando lugar as trevas que preencheram cada cômodo da enorme residencia , transformando-a em uma armadilha aos desavisados . Ali ficou assustada , pois não conseguia enxergar um palmo à sua frente . Mas , lembrou-se que noite passada , durante uma apagão que acabou com a luz de todo o bairro , ela havia descido até o banheiro com seu castiçal e ao por ele sobre a pia , a luz retornou . Pensando logicamente , ele deveria estar ainda no mesmo lugar . Tateando a sua volta , Ali rapidamente encontrou o que procurava . Um velho e antiquado castiçal , onde uma vela quase que completamente derretida repousava . Ao lado da vela , Ali encontrou a caixa de fosforos que havia trazido consigo noite passada . Rapidamente , Ali a pegou , tentando instantaneamente acender um misero fosforo , raspando-o na parte aspera ao redor da embalagem do mesmo. Finalmente , após três tentativas falhas , Ali conseguiu acender a maldita vela . O banheiro antes repleto de escuridão , foi preenchido por uma timida claridade emitida pela pequenina vela . Ali sentiu que a dor de cabeça estava retornando _ após dois dias sem visitas da mesma . Decidiu procurar algumas pilulas no pequeno armarinho de madeira - que tinha uma pequena porta , que tinha a fronte revestida por um resistente vidro . Ali abriu o compartimento e de lá tirou um pequeno frasco repleto de comprimidos para dor . O medo começou a corroe-la e deixou-a reciosa de fechar a porta do armarinho pensando que algo apareceria atrás de si . Assim que fechou-a , cerrou os olhos , com medo do que poderia vir a ver , mas felizmente nada surgiu - fazendo com que Ali começasse a pensar senão seria melhor parar de assitir tantos filmes de terror altas horas da noite . Poucos minutos depois um som similar ao choro de uma menina foi ouvido por Ali . E o som parecia vir da janela que estava atrás dela - uma pequena janela que dava para dentro da estufa do quintal . Ali deu meia volta , e olhou para a janela , de onde ninguém surgiu . Ficou desconfiada , mas achou que tudo estava sendo causado pela sua mente que estava muito conturbada no momento . Então , coltou-se em direção da pia e tomou um pequeno comprimido . O pôs na boca e depois levou o rosto até próximo da pia para que bebesse um pouco de agua , o que ajudaria o comprimido a ser ingerido _ já que sua garganta estava seca de medo . Elevou o rosto novamente , e sentiu a gota de algo pingar em seu rosto . Pegou o pequeno castiçal com a mão direita e elevouo até a altura de seu rosto , o qual aproximava cada vez mais do espelho do armarinho . Notou , que uma gota vermelha , semelhante a sangue , repousava sobre a maça de seu rosto . Levou o indicador até a gota e arrastou-a para fora de sua pele . Antes que pudesse fazer qualquer coisa , um estrondoso trovão , acompanhado de um relampado iluminaram o cômodo por completo e no espelho onde Ali se olhava , um rosto horrendo tomou o lugar do seu. Durante a fração de segundos em que o cômodo estava iluminado , Ali viu no espelho uma garota muito semelhante a ela , mas que tinha os olhos inteiramente brancos , possuia a pele muito palida e incrivelmente , a assustadora menina chorava sangue e se movia . Ao mesmo tempo , um vento frio entrou pela janela do banheiro , que se abriu sozinha , e o vendaval acabou por apagar a pequenina vela que neste momento era a única fonte de luz de Alicia . Com o susto , Ali gritou escandalosamente .
 
Ao mover-se , escorregou em algum liquido que estava espalhado pelo chão . Ao cair , chocou a cabeça com a porcelana do sanitario . Alicia ficou desacordada durante alguns minutos , jogada no piso umido do banheiro , sem nem mesmo saber o que estava acontecendo ao seu redor .

[Continua]

OBS: Não houve edição na postagem desse texto.

Nefferson: É inegável que o autor tem domínio da escrita, mas a narração foi exagerada - ainda que bem feita. Detalhar a cena é algo essencial, mas se prender em algo parado por muito tempo também pode ser um problema. Este é o caso deste texto. Houve toda uma construção desnecessária, deixando o texto um pouco entediante. Além disso, não gostei das citações a elementos presentes em nossa cultura, neste caso, os vilões conhecidos de filmes de terror. Simplesmente não encaixou com a fragilidade da cena narrada, o que acabou quebrando o foco. Porém, como já disse, você escreve muito bem. E apesar deste não ter sido o melhor texto até agora, acredito que você conseguirá contornar facilmente estes problemas na próxima etapa. SIM.

Ricardo: Não gostei, nem desgostei também. A narrativa me pareceu um tanto infantilizada demais pro meu gosto. Como se o autor fosse ainda novo demais pra história que ele está escrevendo. Pelo menos, não tem muitos erros (como nos dois textos anteriores da semana) e isso já conta bastante. Além do que o final do primeiro capítulo me deixou suficientemente curioso. Por isso, hoje é SIM.

Luiz: Algumas coisas me incomodaram, como uma vírgulas e pontos mal colocados. Não sei se é meu cansaço natural, mas sua descrição hiper detalhada das cenas quase me fez dormir. Mas apesar disso, a história foi me cativando, e eu tinha de ler outra parte pra saber o que aconteceria. Entende por quê eu fiquei no meio termo? Algumas vezes me arrependi de ter dado não aqui na competição. Então hoje vou te dar um voto de confiança e dizer SIM. Só repito: cuidado com as vírgulas excessivas, com as frases intercaladas e com a descrição exagerada. Nós não precisamos saber quantas vezes a personagem riscou o fósforo pra acender a vela, por exemplo. Enfim, boa sorte.

João: Agora fiquei um pouco confuso. Não sei se gostei ou não gostei, se quero ler mais ou se prefiro arriscar em outro participante, ou se você pode fazer a diferença nessa competição como os outros participantes aprovados. Estou completamente dividido quanto ao seu texto, e acho que essa é a primeira vez que isso acontece. Então, neste caso, meu voto será SIM. Não há dúvidas que você soube conduzir muito bem seu texto, apesar de alguns erros que me incomodaram bastante. Mas acho que trabalhando num tema diferente e com uma boa supervisão dos jurados na próxima fase você se sairia muito bem. Parabéns, de qualquer jeito.

Mateus:  Diiiih, olha que lindo. Você não foi tão elogiado, mas recebeu 4 Sim's. E se você acompanha essa competição há muito tempo, sabe como isso é raro HAHAHAHA!

Mas enfim. E você, leitor do meu coração, curtiu o post?
Esperamos que sim. Uma boa semana pra nós,

bêj.

GhostFaceney Spears e Demi Krueger também se assustaram com o trovão:
Corre Ali! Não deixa ele te possuir pelo ritmo ragatanga!11











                 
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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Meu único problema com o texto foi os espaços desnecessários antes das pontuações como vírgula e ponto. De resto, gostei de tudo, a narração detalhada é minha preferida e não fiquei de jeito nenhum entediado, parabéns pelos 4 sim's.

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  2. Concordo com vc Guedes,gostei da narrativa detalhista(só tiraria a descrição do lugar onde se risca o fósforo rsrs).Parabéns pelos sim's Diego :D

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