quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

[Crítica] Vampiras


Direção: Amy Heckerling
Ano: 2012
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título Original: Vamps

» Será distribuído pela Califórnia Filmes, direto em DVD, com o título Vampiras. É basicamente a tradução literal do título em inglês, então - apesar de não ser original - não tenho do que reclamar. A Califórnia tem acertado em seu títulos nos últimos lançamentos. Parabéns!

Crítica:

Dating bites.

A onda vampiresca que atacou Hollywood nos últimos anos pode ter deixado de ser o foco dos comentários, mas produções sobre as criaturas com dentes pontudos não param de sair. Dessa vez, a diretora Amy Hackerling voltou a se unir com atriz Alicia Silverstone - a última parceria das duas resultou no clássico As Patricinhas de Beverly Hills -, para alegrar os fãs que estavam com saudades, voltando em grande estilo. Alguns aguardavam a produção com grande expectativa. Será que outro clássico estava prestes a surgir? Vejamos.

A história segue uma vampira antiquada chamada Goody, que tem como sua mestre, Cisserus, uma vampira sádica e egoísta, que faz tudo o que quer sem pensar nas consequências. Depois de algumas décadas sozinha, sua criadora transforma outra vítima, Stacy, tornando-a melhor amiga de Goody. Porém, enquanto relembra de seu passado, Goody esconde de sua amiga a sua verdadeira idade, com medo de ser julgada. Não demora muito para Stacy conhecer um misterioso homem, que por acaso descende da linhagem Van Helsing. Agora, Stacy irá se arriscar em um relacionamento que pode ser mortal, enquanto Goody ainda não superou sua paixão do passado, que pode estar muito mais perto do que ela imagina.

Primeiramente, reconheço que a pergunta que eu fiz no primeiro parágrafo foi injusta. Pela proposta já dava para perceber que este seria um filme despretensioso, sem intenção de se tornar um clássico instantâneo. Confesso que fiquei um pouco decepcionado em alguns aspectos, pois a produção parecia muito melhor quando vi o trailer. Mesmo assim, está acima da média ao nos apresentar algumas sacadas inteligentes no roteiro, como uma mitologia diferente e muito bem estruturada.

No enredo, os vampiros criados estão diretamente ligados com os seus respectivos criadores. Não parece ser muito original, já que outras produções já abordaram o tema. Porém, essa ligação entre os dois é muito mais complicada aqui. Além do criador ter total poder sobre o vampiro criado, só ele pode transformar outros vampiros. Então não é possível que um vampiro comum crie outros vampiros. É uma pena que o roteiro não explique mais sobre os vampiros "originais", mas é uma teoria interessante. Outra situação interessante, é que, com a morte do vampiro criador, todos os transformados voltam a ser humanos e recuperam os anos que passaram como vampiros, envelhecendo. Isso definitivamente é um grande problema.

Comentando um pouco sobre os atores, eles são ótimos na maioria das vezes. Alicia Silverstone está muito bem, mas algumas vezes é ofuscada por sua colega de trabalho, Krysten Ritter (a vadia do apartamento 23). Ritter definitivamente é uma figura e, aqui, repete basicamente o que mesmo papel em que na série que protagonizava - mas em uma versão menos vadia. Sigourney Weaver também é ótima em seu papel de vampira em crise egocêntrica. Tem uma fala dela no final do filme, uma das últimas, que é de morrer de rir.

Existem alguns pontos negativos também, como o fato do desfecho seguir aquela cartilha clichê de sempre. Além disso, os efeitos visuais são realmente sofríveis em alguns momentos, principalmente quando a cabeça de uma personagem é arrancada. E a julgar o ano em que estamos, a produção poderia ter dado uma caprichada no CGI, ou então usasse uns jogos de câmera para tapar esses defeitos. Enfim, este é um filme leve e divertido, nada mais. Não será imortalizada e, muito provavelmente, nem passará pela cabeça da grande maioria nos próximos anos.


Trailer:

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